As Forças Armadas de São Tomé e Príncipe anunciaram que irão interpor uma ação judicial contra o candidato presidencial Miques João Bonfim, na sequência das declarações em que este afirmou que um grupo de militares teria invadido o seu quintal na madrugada de sábado e que a sua vida estaria em perigo.
Em comunicado, o capitão David Guimarães, chefe de protocolo das FASTP, declarou: “Perante a gravidade das acusações feitas pelo Dr. Miques João, as Forças Armadas informam ao público em geral que, através do seu gabinete jurídico, será apresentada uma queixa-crime junto do Ministério Público, à qual apelamos para a máxima celeridade no tratamento do caso em presença.”
A instituição militar sublinha que as declarações do candidato estão relacionadas com a recusa de uma visita solicitada por Miques João Bonfim ao Quartel de Morro e ao Centro de Instrução Militar, através de carta datada de 9 de julho de 2026, no âmbito das suas ações de campanha.
As Forças Armadas esclarecem, contudo, que nesse período decorria uma operação planeada e devidamente autorizada, destinada exclusivamente à captura de militares em situação de deserção há mais de cinco meses.
“Durante a operação, foram localizados e detidos quatro militares, um deles na localidade de Quilembá, zona de Sã Fenícia, junto à pedreira da CONSTROMÉ, a mais de 500 metros da residência do candidato”, avançou o capitão David Guimarães.
O capitão Guimarães reforçou que, em nenhum momento, os efetivos envolvidos na operação se aproximaram da residência de Miques João Bonfim.
José Bouças