Miques João Bonfim afirmou ter manifestado ao Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Central a sua preocupação com o clima político que poderá seguir-se às eleições presidenciais de domingo.
Num encontro realizado à porta fechada, na sede das Nações Unidas, em São Tomé, o candidato advertiu para o risco de um conflito pós-eleitoral envolvendo as candidaturas de Carlos Vila Nova e Nito Viegas de Abreu.
Segundo Miques João, esse cenário resulta da crise interna que divide a Ação Democrática Independente (ADI).
“Se Carlos Vila Nova ganhar as eleições, o Patrice Emery Trovoada não vai deixar isso barato, como dizemos em linguagem terra-a-terra. Já disse que vai fazer, mesmo que seja o último esforço que faz ao nível político, para que o atual Presidente da República não seja reconduzido. E conhecendo um pouco daquilo que são as artimanhas deste líder político, há esse receio. Igualmente, se Nito Abreu ganhar, o Carlos Vila Nova tem receio de poder vir a sofrer consequências, caso venha perder o poder. Logo, de certeza que há de criar também algumas artimanhas para não perder o poder”, justificou Miques João Bonfim.
O candidato afirmou ainda ter alertado o representante das Nações Unidas para a falta de apoio financeiro do Estado aos candidatos presidenciais.
“Em relação aos delegados que deveriam fiscalizar, do meu lado, as mesas de voto, não poderei indicá-los porque não tenho como pagar. Esses mesmos delegados os candidatos têm a obrigação de prestar-lhes algum apoio em termos de refeição e, neste momento, eu enquanto candidato não tenho como fazer isso porque o Estado não subvencionou.”
Segundo Miques João, estas e outras limitações, como a ausência de condições de segurança, comprometem a sua participação plena no processo eleitoral.
José Bouças