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Ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia parceria estratégica entre São Tomé e Príncipe, Cuba e Venezuela no domínio da formação de médicos

Segundo Carlos Tiny, Cuba não vai construir uma Universidade de Medicina em São Tomé e Príncipe, como tem sido noticiado, mas sim vai ser aberta uma escola de medicina que deverá funcionar nas instalações do centro de formação de enfermeiros Doutor Sá Machado em São Tomé, e numa parceria entre o arquipélago, Cuba e Venezuela.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, disse ao Téla Nón que o governo está a negociar com Cuba e Venezuela a implementação de uma colaboração tripartida, com vista a formação de médicos em São Tomé e Príncipe.  «Não se trata de construir uma universidade, mas tratar-se-ia de utilizar as infra-estruturas existentes, nomeadamente o Instituto Doutor Sá Machado e criarmos uma escola de medicina e começarmos a formar médicos», assegurou Carlos Tiny.

Na parceria tripartida as tarefas já estão definidas. Segundo o ministro, São Tomé e Príncipe garantir as infra-estruturas onde a escola deverá funcionar. «Isto inclui os hospitais, centros de saúde e claro está os estudantes», precisou.

Cuba de Fidel Castro, tem a missão de enviar professores – doutores, para ministrar o curso superior de medicina, e por sua vez a Venezuela de Hugo Chavez, sustenta financeiramente todo o processo de formação dos quadros nacionais em medicina, explicou o ministro.

O valor financeiro do projecto tripartido, e que deve ser assegurado pela Venezuela não foi revelado. Carlos Tiny, avançou que a parte cubana já manifestou disponibilidade para cumprir com a sua parte. Isso mesmo foi garantido a São Tomé e Príncipe pelo embaixador de Cuba junto ao estado são-tomense.

O Governo são-tomense espera para os próximos dias a chegada ao país de uma delegação do governo Venezuelano, para delinear acções de cooperação. Carlos Tiny afirmou que durante a visita da delegação Venezuelana, podem surgir novidades em torno do projecto de formação superior em medicina. «O instituto Doutor Sá Machado tem capacidade para este projecto. Podemos pensar em alargar a infra-estrutura em termos de laboratórios. Mas o maior investimento a ser feito é intelectual. E essa responsabilidade é de Cuba», sublinhou Carlos Tiny.

O Governo são-tomense deposita toda confiança na competência técnica de Cuba no domónio da saúde, para justificar o sucesso do projecto. «Hoje ninguém mais põe em causa a capacidade dos cubanos em matéria de formação de médicos e no desenvolvimento sanitário em geral», frisou.

Com o projecto de formação superior em medicina, o executivo diz que está a lançar mais uma pedra com vista a transformação de São Tomé e Príncipe, numa plataforma de prestação de serviços a nível da sub-região africana. «Estamos a imaginar um cenário em que num horizonte de 20 anos, o país teria o número de médicos suficientes para as suas necessidades, e para prestar serviços a sub-região africana. Nesse quadro essa colaboração faz todo sentido. Iniciamos as negociações entre os três governos e vamos avançar», pontuou.

A futura escola de medicina de São Tomé, terá também segundo o governo portas abertas para recepção de estudantes da sub-região africana.  A ofensiva do executivo com vista ao reforço da cooperação com os dois países da América Latina, começa a dar frutos. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, anunciou o envio de 10 estudantes bolseiros para formação na Venezuela. O Primeiro-ministro Rafael Branco, também já recebeu convite para visitar o país de Hugo Chavez, estando a espera do acerto da agenda por parte das autoridades de Caracas.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. Emilio Pontes

    18 de Maio de 2010 as 12:05

    O projecto é ambiciosso. Tem o meu visto bom.Mas deveriam criar um quadro para introduzir alguns quadros santomense no projecto já de início e se bem remunerados muitos dariam o seu comtributo.Temos gente formada em Moscovo,Angola, Portugal e não só com muito boa formação pegagógica.Para isso criem um termo de referência e solicitem curriculum.

  2. Pedro

    18 de Maio de 2010 as 17:24

    Há ser concretizado, seria um projecto inovador para STP, mas infelizmente temos outras prioridades básicas e fundamentais para um melhor desenvolvimento de STP.
    Fuiiiiiiiiii

  3. Hélder Santana

    19 de Maio de 2010 as 11:35

    Gostaria de encorajar ao Governo para a materialização deste projecto visto que o mesmo constituirá uma mais valia para o país e sobretudo, contruibuirá num curto ou medio prazo para o melhoramento do sistema de saúde nacional .

  4. ALEX SACA PAPO

    20 de Maio de 2010 as 13:59

    SÓ ESPERO QUE NÃO HAJA NECESSIDADE PARA CHAMAR UM ADVOGADO PARA O PROJECTO. NÃO QUERO CONFLITO ENTRE O BOM, O MAU E O VILÃO.

  5. Malé File

    21 de Maio de 2010 as 13:58

    Mas que raio de cabeças são estas que estão dirigir-nos. Como é que é possível pensar-se na criação de uma Universidade de Medicina em S.Tome e Príncipe, quando nem se quer temos infra-estruturas básicas e extruturantes como água e energia? A energia que existe actualmente não é suficiente para abastecer o parque habitacional regularmente. De momento só dá para causar colapso as pessoas e estragar os electrodomésticos. Nos Serviços não se pode trabalhar porque a energia vai a baixo e os computadores também. A internet acede-se aos solavancos. E água, nem existe nem em quantidade nem em qualidade…. Não brinquem com as pessoas…. Que ponto forte temos nesta matéria? Não vejo nenhum! Só pontos fracos. Que opurtunidade vislumbramos com esse projecto? a prestação de serviços médicos para a região com dizem? Com recurso a que meios Humanos? Apenas Externos. Mais uma total dependência descabica. Primeio arrumemos a casa e criemos condições para uma sobrevivencia digna. Só for médicos para os coitados do zé povinho…. Porque os grangolas da banda, mal tenham uma dor de cabeça partem logo para a Europa. E fico-me por aquí porque vou preocupar-me com outras coisas bem mais sérias.

  6. abelveiga

    25 de Maio de 2010 as 9:41

    modere a linguagem. só adssim publicaremos o seu comentário

  7. alberto

    31 de Maio de 2010 as 14:07

    Este projecto de abertura de uma universidade ou escola superior so peca pela chegada tardiva e por ser uma iniciativa de origem exogena e nao indogena.

    Como é que nenhum ministro de educaçao ou de negocios estrangeiros nao tiveram essa ideia antes?

    Existem cursos que sao necessarios grandes investimentos em termos de materiais (laboratorios, materiais sofisticados…),engenharia…

    Mas para os cursos ditos de “papeis e lapis” ou seja que nao é preciso de outra coisa que professores, estudantes e
    suporte de escrita, estou a falar de Direito, Economia, Gestao, Historia, Sociologia…Para esses cursos deveria haver uma parceria com diversos parceiros de Sao Tomé de maneira a poderem enviar professores, para formar a nossa populaçao.

    Se nos fizermos as contas do estado, e vermos quanto foi gasto no estadio 12 de Julho, cinema Marcelo da veiga, cais de peixe, etc e etc, sao verbas suficientes e necessarias para abrir uma universidade em Sao Tomé.

    eAo inves de enviarmos 100 200 estudantes pra Cuba e outros paises, vinham so 20 a 30 professores formar 400 500 estudantes.
    Temos professores da cooperaçao portuguesa a lecionarem no Liceu, porque nao uma cooperaçao para o superior. Ja temos muitos quadros capazes de lecionar no liceu. Se os professores portugueses formassem no superior esses mesmos estudantes iam ser capazes de mecionar o Liceu.

    Porque nao alargar essa iniciativa ao ISP?

    Faço a minha vénia ao Dr Agostinho Rita entao que particular conseguir instaurar uma Universidade e a gigantesca maquina de estado nao seja ainda credivel neste ramo.

    Para responder a Malé file, em Sao Tomé tudo é prioridade. Se quizermos mudanças temos que formar homens capazes como alternativa aos politicos actuais. Desda independencia sempre vemos a mesma cara, ha politicos que so falta ser PR.

    Formando homens, vamos criar uma classe média capaz de fazer face a elite. Porque hoje so temos duas classes a minoria “ricos” e a maioria extremamente pobres.

    So com formaçao podemos inverter essa tendencia. e depois quem sabe amanha seu filho, primo ou neto nao venha a ser um dos formados dessa escola de medicina tendo assim os requisitos para ocupar um lugar de realce e realisar as aspiraçoes que hoje o Malé reclama.

    Nao podia terminar sem uma palavra de afecto ao nosso Ministro de Neg estrangeiros O Sr Tiny: cinseramente o senhor parece alguem que é ministro porque esta funçao existe. Nao se vê nenhuma estrategia, nenhum ojectivo fixado e alcançado em prol do povo.

    So vemos o seu talento na hora de pedir creditos.

    Seja mais activo e criativo, ha muito que se pode fazer do que estar na boa temperatura do seu gabinete…

    Esta iniciativa deveria ser alargada.

  8. José Victor

    2 de Junho de 2010 as 19:04

    Hoje ,ou tenho tempo ,ou acordei com saudades da Terra como se costuma a dizer.Acho que em STP devia haver um forum, um circulo , uma associação cujo objectivo nao era fazer politica crua e nua , mais sim um espaço de encontros mensais ou trimestrais , para debate de ideias e de sociadade que seria aberto por todos que que quissem participar em que se convidava especialistas nacionais ou mesmo internacionais sem cor politica.Como é possivel possivel um ministro, que por inerencia e a pequenez de STP deve conhecer muito bem a sua sociedade , pode pensar que com investimentos da Venezuela e mão de obra Cubana podemos ter uma faculdade de medicina em STP, sinceramente , isto faz lembrar quando estive na Guiné Bissau nos anos 90, havia o que eles diziam ser a faculdade de medicina e os professores eram coitados dos cubanos que pensavam mudar o mundo. Sendo o Sr. Ministro em causa médico ou ter passado por uma escola de medicina , acho triste a sua visao um pouco miope para o futuro de STP. O problema basico para o desenvolvimento de STP passa pelo desenvolvimentos de 03 vectores:Energia, Agua e Vias de comunicação, tudo o resto virà depois…e facilmente, sem isto tudo é utopia . O sr. ministro por acaso conhece Barbados? Và la de ferias e diz-me o que pensa duma ilha com metade da nossa superficie e dobro da população, e peixe voador como simbolo do pais , mas sinceramente vale a pena viver..? Jà ouviu falar da WEST INDIES UNIVERSITY ?

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