O acordo entre o Estado Nigeriano e a empresa chinesa China State Construction Engineering Corporation Ltd, assinado no passado dia 13 de Maio, prova o reforço do investimento de Pequim em África, assumindo-se como grande concorrente as empresas americanas e europeias que tradicionalmente dominam o mercado africano. Analistas consideram que a investida chinesa na Nigéria, poderá mesmo puxar o tapete as companhias ocidentais.
Segundo a imprensa francesa, no acordo assinado a empresa chinesa, China State Construction Engineering Corporation Ltd, promete financiar todo o projecto e para além das três refinarias propõe construir uma fábrica petroquímica destinada a transformação de derivados do petróleo.
O projecto avaliado em 23 mil milhões de dólares deverá ser implementado em 5 anos. Segundo o programa da empresa chinesa, com este projecto a Nigéria país mais populoso do continente africano, com quase 200 milhões de habitantes, deixará de importar combustíveis, passando até a exportar o excedente para os outros países africanos.
Das 4 refinarias existentes na Nigéria 3 estão paralisadas e a quarta funciona a meio gás, assegurando apenas 15% das necessidades de combustível no país. A imprensa francesa, adianta que com este projecto a empresa chinesa posiciona-se como rival das companhias Shell, Total e ENI no mercado africano.
A China pretende reforçar os seus investimentos no maior produtor de petróleo do continente. A Nigéria produz 2 milhões de petróleo bruto por dia, e tem a segunda maior reserva de petróleo do continente africano depois da Líbia. A companhia chinesa SINOPEC que por sinal opera também na zona conjunta de exploração de petróleo com São Tomé e Príncipe, é indicada como outro tigre chinês na Nigéria. Já conseguiu direitos de exploração e produção de petróleo em várias reservas nigerianas.
Chinese National Offshore Oil Corporation, é outra companhia de Pequim que já manifestou interesse em entrar no mercado nigeriano, estando nesta altura a aguardar luz verde do país vizinho de São Tomé e Príncipe.
Segundo a imprensa francesa especializada em questões petrolíferas, na sua ofensiva a companhia chinesa, Chinese National Offshore Oil Corporation, pretende comprar 23 direitos de participação em blocos de petróleo que já estão a ser operados pelas companhias americanas e europeias presentes no mercado nigeriano a cerca de 50 anos, nomeadamente, a Royal Dutch Shell, Total, Eni/Agip, ExxonMobil, e Chevron.
A empresa chinesa, prometeu investir 50 mil milhões de dólares na aquisição de tais direitos de participação. Uma ofensiva chinesa que acontece numa altura em que tais companhias petrolíferas ocidentais, estão a negociar com o governo nigeriano a renovação dos contratos de concessão das jazidas de petróleo.
Aumento do investimento chinês no sector da energia em África, intensifica a concorrência pela matéria-prima, e coloca o continente negro numa posição vantajosa para melhor rentabilizar os seus recursos.
Abel Veiga
Flavio Moniz
1 de Junho de 2010 at 10:54
Isso sim, é um pais com olhos para o horizonte…
Nao como o nosso, que largou a relaçao com a china, para implimentar com o Taiwan.
Eu direi aos nossos dirigentes para tentarem buscar uma relaçao com a china, e se quiserem prever os resultados, aconcelho-lhes a irem ver Angola, Guine-Equatorial, Brazil, e outros demais paises emergentes
Estunte da Univercidade de Guadalope
1 de Junho de 2010 at 17:21
Nigeria é o ultimo País a onde os dirigente de STP devem tirar exemplos. Guine-Equatorial é outro mostro vivo.
Brazil? Sim, o Flavio tem toda razão.
Quanto aos negocios com a China este é um caso a ser estudado. É necessario ter cabeça no lugar para negociar com os Chineses.
Abraços
José Victor
4 de Junho de 2010 at 13:03
Desculpe, mas sei que por vezes é dificil olhar para o sol, mas muito francamente Nigeria não é exemplo , nem deve ser exemplo para ninguém neste planeta é um pais com especificiades proprias, o mais populoso do continente africano onde a corrupção,miséria e “guerras” religiosas e tribais devora tudo à sua passagem … um pais que nao pensa na era post-petroleo . Para viver bem nao é preciso ser rico , basta terem dirigentes inteligentes… Veja o caso de Barbados , uma ilha com metade da nossa superficie e o dobro da nossa população onde as pessoas nao banham na riqueza ,mas têm boa qualidade de vida…
Edson Neves
1 de Junho de 2010 at 22:52
Estimados,
Nigéria e Guiné Equatorial não são exemplos para nenhum país do mundo seguir.
Apesar de serem 2° e 3º produtores de petroleo na Africa, reina nesses Estados muita desigualdade.(consequencia de má distribuição de renda, corrupção exacerbada, nepotismo, falta de transparência na gestão do bem público).
A imprensa não tem liberdade para exercer o seu nobre papel de informar e formar a consciencia pessoal.
Os que se opõem as atrocidades do poder público são encarcerados a pretexto de crime contra a segurança interna.
Não vamos confundir as coisas. Apenas devemos copiar o que é bom e não o que não é aprovietavel.
Obrigado
Edson Neves
nikilay monteiro
2 de Junho de 2010 at 18:10
Estou de acordo com sigo Edson Neves.
É preciso saber fazer negocios.Existe miutas empresas de renome na qual stp poderia acertar com, para exploraçao de crude nesse arquipelago.mas quem manda é quem esta no poder,q fazemos!