Sociedade

Tribunal procura esclarecimento a volta dos 3 mil sacos de arroz que terão sido desviados do GGA

O alegadtribunal.jpgo saque de 3 mil sacos de arroz que foram parar a um armazém privado, obrigou o colectivo de juízes do tribunal da primeira instância a notificar a empresa Irmão Monteiro, para dar conta do arroz cuja venda não terá beneficiado o estado são-tomense. O representante da firma, não conseguiu explicar o caso, por isso mesmo, o tribunal mandou notificar os donos da empresa.

Notificado pelo Tribunal, o representante da firma comercial que armazenou 3 mil sacos de arroz alegadamente desviados do Gabinete de Gestão da Ajuda Externa, não
conseguiu explicar detalhadamente os contornos do negócio. Insatisfeitos os juízes exigiram que os donos da firma comercial marcassem presença ao que tudo indica esta quarta-feira no tribunal para explicar o que sucedeu com os três mil sacos de arroz.

Ainda a buscar mais elementos comprovativos da alegada gestão danosa dos fundos do GGA, durante a vigência do segundo governo de unidade nacional, o tribunal ouviu o
ex-director do gabinete da Primeira-ministra Maria das Neves. Ficou provado que o GGA pagava salários ilegais ao antigo homem de confiança da primeira-ministra em mais de 400 dólares por um alegado trabalho extra que nunca teve execução. O mesmo recebia ainda das finanças outro salário como director de gabinete da primeira-ministra.

O empenho que o colectivo de juízes está a demonstrar com vista ao esclarecimento do maior escândalo financeiro perpetrado em São Tomé e Príncipe, está a lavar a imagem do tribunal junto as populações. Uma recuperação da confiança do povo no órgão de poder judicial, que desempenha papel importante na defesa da transparência e do estado de direito democrático.

Ainda nesta semana o tribunal conta ouvir as declarações de dois ex-ministros que se encontram ausentes do país, do antigo governador do banco central Carlos Quaresma, também ausente do país, assim como de outras individualidades políticas.

A evolução do julgamento tem permitido ao tribunal entender que a acusação de desvio de fundos que recai sobre os 4 arguidos no valor de 4 biliões de dobras, é apenas uma ponta do iceberg, em comparação com outros biliões que foram sacados a margem da lei. Estima-se que por ordem dos decisores em diferentes etapas os cofres do estado terão perdido 18 biliões de dobras(1 euro equivale a 19 mil dobras).

Abel Veiga

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