O empreendim
O condomínio Vila Maria Vilage, comporta dezenas de moradias de luxo, a maioria já foi vendida por valores que atingem 1 milhão de dólares. Desde o ano 2000 quando se projectava a construção do empreendimento turístico que António Santos, começou a reclamar o direito sobre uma parte do terreno.
O actual Presidente da República, Fradique de Menezes na altura indicado como proprietário do terreno decidiu vender o talhão para o grupo hoteleiro Pestana. AS obras de construção do condomínio Vila Maria Vilage, avançaram ao mesmo tempo que decorria a batalha judicial.
Segundo o advogado de defesa do cidadão António Santos, o processo passou por várias fases, com destaque para recursos a instâncias superiores do Tribunal. Felinto Costa Alegre, disse ao Téla Nón que durante o processo, várias vezes o seu constituinte apelou a outra parte a abertura de negociações para se chegar a uma solução de compromisso, no entanto sem sucesso.
Esta terça-feira o tribunal da primeira instância, pôs fim a demanda judicial, tendo atribuído ao cidadão António Santos, todo direito sobre a parte do terreno que lhe pertence. Oficiais de justiça dirigiram-se ao local tendo medido o terreno e entregue a António Santos a sua propriedade que foi utilizada pelo grupo Pestana para construir o condomínio de luxo.
Segundo o advogado de defesa o terreno do seu cliente compreende 40 metros ao longo da estrada p
Em declarações ao Téla Nón, António Santos, referiu que «vou reunir com os meus filhos para decidirmos o que fazer com este terreno. A decisão final será tomada em parceria com o meu advogado», afirmou.
Questionado pelo Téla Nón, se haverão negociações com o Presidente da República Fradique de Menezes para se resolver a situação, António Santos, frisou que «não tenho nada a negociar com o Presidente da República. Ele já disse que vendeu o terreno para o grupo Pestana, por isso é com o grupo Pestana que teremos que decidir», concluiu.
O futuro do condomínio de luxo que terá rendido milhões de dólares ao grupo Pestana, está agora em causa. António Santos poderá exigir o pagamento de indemnizações, pela ocupação ilegal de parte do seu terreno, o pagamento de uma renda mensal, ou então a demolição das moradias de luxo que ocuparam o seu espaço que foi reconhecido pelo tribunal são-tomense.
Abel Veiga