
Carlos Mé Daua, antigo feitor da roça Pedra Maria, antiga dependência da ex-empresa Santa Margarida, garantiu para o Téla Nón que a luta dos habitantes de Santa Cruz e arredores para conseguirem um pedaço de terra para construção civil, é justa.

Porque os sectores competentes não reagiram, a semelhança do que tem acontecido em várias localidades da ilha de São Tomé, onde se fez a distribuição de terras, sem ter em conta as necessidades da população crescente nas redondezas, o povo de Santa Cruz e arredores, decidiu retalhar a terra a beira da estrada, para resolver as dificuldades de espaço para construção civil. «Daqui há mais 10 anos, creio que vamos ter uma guerra aqui em São Tomé e Príncipe. Porque fizeram distribuição de terra e os grandes senhores tomaram 20, 30 hectares e os coitados não têm se quer um metro de terra. Eu por exemplo tenho terra, mas depois dos meus filhos virão os meus netos, como é que será? Temos um grande problema para o futuro», avisou Carlos Mé Daua.


A população de Santa Cruz que cresceu bastante últimos anos, diz que já não tem espaço para construir lar e futuro. Exigem apenas alguns metros do terreno que segundo eles inicialmente estava separado para habitações sociais, mas que acabou por ser integrado nos 60 mil metros quadrados de terra que o estado são-tomense deu ao deputado António Quintas. Não é a primeira vez que a população de Santa Cruz, luta por um pedaço de terra. Há alguns anos atrás, travou intensa batalha com outro deputado da Nação, Dionísio Dias, que também recebeu centenas de metros quadrados de terrenos da antiga roça Pedra Maria. «Os jovens estão a reivindicar e com todo o direito. Onde é que eles vão viver? Em cima do mar?» Mais uma interrogação de Carlos Mé Daua.

Aliás Adelino Izidro, foi o único que teve a coragem de pôr-se a frente da população em fúria, em defesa do seu colega António Quintas. Ameaças foram feitas de parte a parte. Dos habitantes de Santa Cruz contra Adelino Izidro e António Quintas e de Adelino Izidro contra os habitantes de Santa Cruz. Alguns habitantes diziam que o advogado Adelino Izidro tinha no bolso uma arma Makarof, e que ele também estava na elevação onde estavam outros homens armados em posição para disparar contra a população.

Com a população local a crescer, os manifestantes garantiram que as terras da Vila Graciosa, poderão ser as próximas a serem ocupadas pelos SEM TERRA.
O acesso a terra começa a ser um problema preocupante em São Tomé e Príncipe. O arquipélago de 1001 quilómetros quadrados já está totalmente retalhado em pequenos lotes e em médias empresas com milhares de metros quadrados, normalmente pertencentes a pessoas com influência política e económica. Ao mesmo tempo a população não pára de crescer.
Sinais preocupantes como o deste domingo em Santa Cruz, já se registaram noutras localidades do país, nomeadamente São Marcos onde o terreno do então deputado e actualmente ministro dos negócios estrangeiros Carlos Tiny foi assaltado pela população, na roça Agostinho Neto onde os moradores d da roça e das localidades vizinhas decidiram assaltar os talhões que foram entregues a alguns antigos dirigentes e deputados da nação.
Abel Veiga
jaka doxi
25 de Maio de 2010 at 21:59
Oh Povo da minha terra sagrada ninguem vos impedira de protestar contra os vossos direitos.
Lutem por aquilo que vos pertence.Madalena é nosso e não podemos permitir que individuos como aquele senhor tome de assalto o nosso solo sagrado.
Sejam corajosos e decididos.
antonio lonbá
20 de Março de 2012 at 16:15
Força meu povo de madalena catana,machado,gancho,caçadeira sempre na mao força este antonio quintas é um deputado ladrao fartou-se de roubar nos correios gatuno