
A pequena e linda cidade de São Tomé, já perdeu o brilho de outros tempos. A mudança negativa da mentalidade do são-tomense, teve consequências nefastas para a cidade. A cultura cívica conheceu degradação acentuada, e São Tomé foi duramente castigada nos últimos anos pelos seus filhos. A poetisa Alda do Espírito Santo, nascida em Abril, mês da cidade de São Tomé, já tinha anunciado nos seus versos «Mataram o Rio da Minha Cidade».

O chamado mercado Municipal, por sinal um dos epicentros da imundice que conquistou a cidade, foi o principal alvo da campanha de limpeza. Uma acção para permitir que São Tomé festeje o aniversário de 22 de Abril com rosto lavado.
Talvez consciente de que o perigo continua a espreita, ou melhor que ele é presente, a zona do Mercado Municipal, foi vedada com fitas como se fosse um local de crime. Limitou-se o acesso a zona para evitar que a mente anárquica que tende a dominar o país, manifeste desagrado em relação a higiene que regressou a zona do mercado.

Depois da festa de hoje em alusão aos 475 anos do aniversário de São Tomé como cidade, teme-se que pelo menos a zona do Mercado Municipal, volte a ser invadida por lixo, por vendas ambulantes, por motoqueiros, por homens e mulheres embriagados de cacharamba, proferindo palavras obscenas no meio da cidade, assim como outros males que provam a morte do civismo e da ética na sociedade são-tomense, e consequentemente da cidade, do rio e de todo resto.
Abel Veiga
