Sociedade

PNUD e Governo japonês financiam projecto-piloto de adaptação as mudanças climáticas

O projecto-piloto avaliado em 3 milhões de dólares, vai ser implementado nos próximos 2 anos, em 5 comunidades agrícolas do distrito de Lobata, região centro-norte da ilha de São Tomé.

O projecto-piloto suportado financeiramente pelo PNUD e pelo reino do Japão, enquadra-se na problemática das mudanças climáticas. O projecto é composto por várias componentes, nomeadamente apoio a agricultura, recuperação da floresta de Lobata e adopção de água para regadio e para o consumo.

Segundo Arlindo Carvalho Director Geral do Ambiente a nível da agricultura o projecto, vai trabalhar junto aos agricultores das 5 comunidades de Lobata, no sentido de promover uma actividade agrícola responsável, em que os agricultores são orientados a não provocar danos a natureza.

A reflorestação do distrito de Lobata é outra prioridade. Parte importante da floresta do distrito tem sido abatida sobretudo para a produção de carvão. O parque natural da zona da praia das conchas é um exemplo. Foi simplesmente destruído pelos carvoeiros. Árvores endémicas foram abatidas em grande escala. «É um distrito onde o corte de árvores tem sido bastante e portanto visa recuperar as árvores», explicou o Director Geral do ambiente.

Na vertente distribuição de água, o projecto pretende atender as necessidades da população das comunidades e ao mesmo tempo, garantir a irrigação dos campos. «A água tem duas vertentes. Irrigação e abastecimento da população. Irrigação porque sabemos que é um distrito semi-árido e é necessário que haja um sistema de irrigação para permitir que as árvores plantadas podem realmente crescer. A outra componente da irrigação é de apoio a agricultura devido a redução das chuvas que tem causado problema aos agricultores, e depois o abastecimento da população local», reforçou Arlindo de Carvalho.

O projecto-piloto que pretende lançar as bases para a adaptação de São Tomé e Príncipe as mudanças climáticas, dá também atenção especial ao fornecimento de energia eléctrica as populações. «Vai ser lançado um concurso internacional para o estudo pormenorizado sobre o tipo de energia renovável que pode ser aplicado para as comunidades», sublinhou.

No fundo será criado pela primeira vez em São Tomé e Príncipe, um bairro de casas ecológicas. Casas em que segundo o director do ambiente, para sua construção são utilizadas pouca areia e madeira. «Vai ser aberto um concurso público internacional, para contratar uma empresa com capacidade para construir este bairro piloto de casas ecológicas», assegurou Arlindo Carvalho.

As comunidades agrícolas de Plancas primeira e segunda, Água Sampaio, Praia das Conchas e Saltado, são as primeiras beneficiárias do projecto.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. Matabala

    4 de Outubro de 2010 as 13:41

    Bem haja SPT, Que estes projectos sejam realmente transformados em realidade e que realmente quem está necessitando sejam verdadeiramente beneficiados…

  2. Colomba

    4 de Outubro de 2010 as 14:27

    Que o financiamento seja a bem da nação e da população. Que não seja desviado para outros fins e que não aconteça à floresta desse país o que tem acontecido às florestas por esse mundo fora. Por um STP melhor.

  3. N.C

    4 de Outubro de 2010 as 17:43

    Falar e facil e bonito.Ate a implementacao do prgecto esse montante de 3 milhoes serao devorados, e ao fim de uns meses,o progecto sera suspenso por falta de grana.Seria muito bom que efectivamente esse progecto fosse uma realidade no pais.A falta de chuva,e calor intenso que se verifcou nos meses de julho-setembro sao exemplos patentes dessa alteracao climaterica.Mas nao e so a comunidade de lobata que tem esse problema.Esse e um problema nacional de caue a pague,derivado a ma politica de distribuicao de terras

  4. J.Cravid

    5 de Outubro de 2010 as 9:43

    Observaçao à consideraçao do Autor do artigo:

    Na sexta linha do segundo paragrafo, gostaria de saber se sera mesmo “adopçao”de agua para regadio…ou “aduçao” de agua para…?

    Antes ainda no mesmo paragrafo:o projecto é composto “por”…ou composto”de”…?

    Apenas preocupado com os leitores mais jovens e…

    Boa compreensao.

    Jorge Cravid

  5. J.Cravid

    5 de Outubro de 2010 as 9:59

    Ainda no Quinto paragrafo:…é necessario que haja um sistema de irrigaçao para permitir que as arvores plantadas “podem” ou “possam”realmente” crescer.

    Lembrar que o “que” pede normalmente o emprego do verbo no conjuntivo.

    Obrigado pela atençao.

    J.Cravid

  6. Claudy

    6 de Outubro de 2010 as 11:51

    Eu realmente espero que o Governo use esse dinheiro para o bem do País.Ainda acredito que o país poderá melhor.Muitos não dão conta mais a natureza é o nosso porto seguro.Ainda falando que temos uma das florestas virgens intocada nesse mundo.Mudanças climáticas é um tema muito comentado no mundo todo,muitos pensam que não passa de uma brincadeira e não estão inteirado sobre o assunto.Por isso devemos todos fazer a nossa parte para mais tarde as coisas não ficarem piores.

  7. Maria Antonia Cunha

    19 de Outubro de 2010 as 10:35

    Acho este projecto muito interessante gostaria de poder participar no concurso. Ja esta aberto?

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