Sociedade

Água Grande e Mé-Zóchi intensificam esforços no sector da salubridade

Em Mé-Zóchi, foram 27 participantes, entre funcionários, responsáveis e vereadores da Câmara Distrital e representantes da sociedade civil, que estiveram envolvidos num exercício de caracterização do sector de salubridade e que no qual se identificaram os aspectos positivos assim como os principais constrangimentos à realização dos serviços de limpeza urbana e recolha de resíduos, executado pela CDMZ.Os resultados desse encontro serão a base para o trabalho que se seguirá, isto é, a elaboração de um plano de acção para o sector.

A decisão da Câmara Distrital de envolver diversos participantes, quer internos quer externos à instituição, no processo de elaboração do plano de acção permitiu a obtenção de um quadro alargado de contribuições e perspectivas, pelo que as orientações a tomar em conta serão desta forma mais profundas e dirigidas.

Com efeito, a CDMZ, à semelhança de outras câmaras do País, apresenta escassos meios disponíveis para a execução das actividades, pelo que é urgente a definição de prioridades de acção de forma a atingir resultados substanciais, com vista a uma maior eficiência e eficácia de intervenções levadas a cabo.

Igualmente importante, é também a durabilidade das intervenções, uma vez que um dos pontos que mais fragiliza a prestação desse serviço público é a ausência de esquemas de recuperação de custos, imprescindível a qualquer serviço ou instituição e que podem ditar o sucesso/ insucesso de medidas a considerar.

Já em Água Grande e desde a semana passada, que três senhoras da área da limpeza do sector de salubridade estão envolvidas numa fase de teste de uma pá, concebida e construída no país. Esse equipamento foi desenhado com o objectivo de melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores e simultaneamente aumentar a eficiência da actividade de limpeza e vem no seguimento do plano de acção definido, que incluía a aquisição de mais equipamentos para o sector.

Na generalidade, as más condições dos passeios e estradas da cidade representam obstáculos de limpeza, que os trabalhadores do sector são, diariamente, obrigados a transpor. Por outro lado, o equipamento disponível é ainda insuficiente para o trabalho diário, que obriga a movimentos repetitivos, a prazo, exigentes fisicamente.

A pá em teste é uma espécie de cesto, semelhante aos tradicionais, mas que ao ser “deitado” no chão permite ao trabalhador manter uma posição vertical, mesmo durante a fase de deposição de resíduos no contentor. A ser bem sucedido, acabar-se-á com a imagem dos trabalhadores da limpeza urbana e a sua “pá-de-mão”, dignificando o trabalho essencial à manutenção da boa imagem da cidade.

Artigo escrito no âmbito do projecto “Consolidação do apoio às Câmaras Distritais para a implementação de um sistema regular de recolha dos resíduos sólidos” executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, FCJ e MARAPA com o apoio da cooperação espanhola

    2 comentários

2 comentários

  1. caboverdiano

    27 de Outubro de 2010 as 17:50

    para que eles nao sabem o que isto vao continuar a por lixo na via publica ja estao habituados nao vivem sem lixo

  2. caboverdiano

    1 de Novembro de 2010 as 11:47

    aqui ninguém comenta nada porque nao lhes interessa

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