Sociedade

Problemas na recolha de resíduos acentuam-se em Água Grande

Nas últimas semanas o veículo de compactação de recolha de resíduos da CDAG parou e a acumulação de resíduos no distrito acentuou-se.

As dificuldades na recolha de resíduos acentuaram-se e com isso a acumulação em alguns pontos é agora mais visível no Distrito. Segundo responsáveis da Câmara Distrital de Água Grande a situação deveu-se a uma avaria no camião de compactação, que por ser único, implicou uma paragem da recolha mecanizada. Resultado, um retrocesso dos esforços em curso.

Nos últimos anos a CDAG tem vindo melhorar e a expandir o seu sistema de recolha de resíduos no distrito, o que se traduziu numa melhoria visível das condições de salubridade e limpeza da cidade e zonas periféricas. Para isso contribuiu o aumento dos equipamentos existentes, nomeadamente diferentes tipologias de contentores, assim como a existência de mais veículos de recolha. No entanto, as melhorias conseguidas são ainda frágeis uma vez que o esforço financeiro em curso se baseia em grande parte na disponibilidade financeira dos projetos em curso e doações de alguns parceiros.

Os contentores colocados na via pública com uma capacidade de 1100 litros obrigam à recolha mecanizada, o que por sua vez se traduz numa recolha mais eficiente dada a rapidez associada ao baldeamento mecânico. O sistema de compactação de resíduos por sua vez permite a recolha de um maior número de contentores no mesmo espaço de tempo por viagem quando comparado com a recolha em “carrinhas de caixa aberta”. No entanto, as vantagens inerentes a um sistema moderno de recolha e a manutenção da regularidade do serviço obrigam a um investimento na manutenção e reposição de equipamentos.

Este último episódio de avaria do camião de compactação – cujas causas se dividem entre a idade avançada do veículo e a falta de zelo na sua utilização – vem comprovar que, por um lado, o investimento na manutenção preventiva dos equipamentos é ainda incipiente e que por outro, a modernização dos sistemas de recolha implica que as instituições responsáveis pela gestão de resíduos têm obrigatoriamente de assegurar a geração de receitas de forma a cobrir os custos associados, que incluem os da manutenção de veículos e a reposição/reparação de equipamentos como contentores e outros.

Artigo escrito no âmbito do projeto “Consolidação do apoio às Câmaras Distritais para a implementação de um sistema regular de recolha dos resíduos sólidos” financiado pela AECID e executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, Fundação da Criança e Juventude e MARAPA.

2 Comments

2 Comments

  1. Anca

    9 de Maio de 2011 at 11:22

    Todos nós quando,adquirimos um equipamento, esse mesmo equipamentos traz consigo ou deve trazer consigo,instrução de modo de utilização e data limite dessa mesma utilização.
    Deve-se, verificar e planear a manutenção e substituição dos equipamentos na data prevista, a bem da prevenção e eficiência.
    É de louvar os esforços que têm sido levado a cabo pelas Câmaras Municipais,e nesse caso CMAG,na verdade um esforço que deve ser partilhado por todos a população local,para o bem da sua Saúde e melhor condições de vida, pois todos somos responsáveis pela deposição de residos urbanos(lixo).

  2. Anca

    9 de Maio de 2011 at 11:24

    Quis dizer Resíduos Sólidos Urbanos

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