Sociedade

Brasil apoia São Tomé e Príncipe na estruturação do programa de luta contra a tuberculose

Segundo Aleixo Pires, responsável do programa de luta contra a tuberculose, anualmente são registados acima de 150 casos da doença a nível nacional. Agora com apoio do Brasil, São Tomé e Príncipe pretende estruturar de forma sustentável o combate contra a doença.

Sociedade civil e pessoal clínico são-tomense e brasileiro já começaram a trabalhar com vista a estruturação do combate.

O centro cultural do Brasil em São Tomé e Príncipe, é palco até 8 de Dezembro das acções integradas para profissionais de saúde e representantes das Organizações Sociais para o Controlo da Tuberculose.  É um atelier de formação que une várias organizações da sociedade civil e pessoal clínico são-tomense e técnicos do programa nacional de controlo da tuberculose do Brasil.

Tem 4 principais objectivos, nomeadamente apoiar a elaboração e divulgação das normas técnicas do Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose, fortalecer a capacidade de diagnóstico nos 7 Distritos Sanitários de São Tomé e Príncipe, construir e equipar o Laboratório Nacional de Tuberculose para realizar exames de diagnóstico com cultura e teste de sensibilidade, e por fim apoiar a implantação do tratamento supervisionado.

A preparação das organizações da sociedade civil, é fundamental para descentralizar o combate contra a tuberculose. No atelier que decorre nas instalações do Centro Cultural brasileiro, os representantes das Organizações não Governamentais, estão a ser orientados no sentido de conhecer os sintomas e modo de transmissão da tuberculose, «e, além disso, serão motivados a perceber e informar aos suspeitos, ou serviços de saúde, situações que possam conter risco de tuberculose», refere a nota que a organização do evento enviou a redacção do Téla Nón.

Um projecto importante, segundo Aleixo Pires, responsável do programa nacional de luta contra a tuberculose. Afinal de contas a doença continua a fazer estragos no país. «Neste ano no primeiro semestre tivemos cerca de 44 casos. Em relação a 2010 tivemos 102 casos de tuberculose, isto quer dizer que há mais casos por aí, porque a nível nacional estima-se que anualmente são registados acima de 150 casos de tuberculose, por isso a necessidade de reforçar os cuidados sobretudo através da descentralização dos serviços», pontuou o médico Aleixo Pires.

A equipa técnica brasileira coordenada por Rosália Maia, garante que uma das acções a ser implementada com urgência é o laboratório de referência para tuberculose que deverá ser inaugurado ainda este ano, em São Tomé. Uma acção financiada pela Agência Brasileira de Cooperação.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. Bloco operatório do principe

    6 de Dezembro de 2011 as 9:21

    É de louvar a iniciativa até porque em stp temos falta de um laboratorio bem equipado so pr fazer texte de BK a uma pessoa que possui o virrros resistente ao tratamento de 1º intenção.. tambem fazer mas campanhas de sensibilização em relação a esta doença porque só assim estaremos a dar passo..um bem haja.. e tambem querro agradecer o sr doutor Aleixo Pires pela sua entrega no combate a tuberculose..

  2. linda

    6 de Dezembro de 2011 as 13:27

    temos é que saber fazer o bom uso disto.

  3. rapaz de riboque

    6 de Dezembro de 2011 as 18:06

    é verdade só temos que agradecer a todos que se lembrem de nos ajudar mas de certeza que vai haver alguma má lingua a criticar ou a falar mal dos brasileiros com é habito do nosso povinho mas os estrangeiros ja sabem o que a casa gasta

  4. paula

    7 de Dezembro de 2011 as 10:58

    boa iniativa

  5. paula

    7 de Dezembro de 2011 as 10:59

    boa iniciativa gostei , Deus vos abençoi

  6. deputado

    7 de Dezembro de 2011 as 14:25

    muito obrigado brasil nosso povo precisa de muita ajuda na saúde deus abençoa o povo de são tomé e principe

  7. Anca

    8 de Dezembro de 2011 as 9:28

    Ver e pesquisar, o código deontológico do pessoal médico, ou deontologia médica.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  8. Anca

    8 de Dezembro de 2011 as 10:11

    Num inquérito sanitário, realizado pelo INE – Instituto de Estatística STP, Ministério da Saúde, com apoio de Instituições e governos internacionais, 2008/2009, no ponto 3.7 Conhecimento e Atitudes Sobre a Tuberculose.

    De lembrar, que os números valem o que valem, na sua dimensão sincrónica, como na cronológica, susceptíveis à verossímil/desfasamento da realidade social da sociedade e a manipulação.

    “3.7 CONHECIMENTO E ATITUDES SOBRE A TUBERCULOSE”

    “A tuberculose é uma doença infecciosa transmissível e não imunizante com sintomas clínicos
    variáveis, que se propaga através do ar. Somente pessoas atingidas pela forma pulmonar podem
    transmitir a infecção.” “Quando as pessoas infectadas tossem, espirram, falam ou cospem, projectam para o
    ar o agente responsável pela doença, chamado bacilo da tuberculose.” “Basta inalar alguns bacilos para ficar
    infectado.”
    “A tuberculose é um grave problema económico, social e de saúde pública, especialmente na
    África Subsariana.” “Ela é actualmente responsável por dois milhões de mortes por ano. O IDS-STP 2008-
    2009 recolheu informações junto de mulheres e homens entrevistados acerca do conhecimento e atitudes
    sobre a tuberculose.” “Os Quadros 3.9.1 e 3.9.2 mostram que mais de nove pessoas em cada dez (homens e
    mulheres: 92%) declararam ter ouvido falar da tuberculose.” “Por outro lado, constatamos que este nível de
    conhecimento é homogéneo, qualquer que seja a característica estudada, excepto entre as mulheres sem
    instrução, onde menos de oito em cada dez mulheres inquiridas têm conhecimento deste flagelo.”

    “Entre as mulheres e homens de 15-49 que já ouviram falar da tuberculose, mais da metade dos
    inquiridos (58% mulheres e 64% homens) sabe que a tuberculose é transmitida através do ar e da tosse.”
    “Além disso, 58% das mulheres e 65% dos homens com idade entre 15-49 sabem que a tuberculose pode
    ser curada.” “O conhecimento que a TB pode ser tratada é geralmente menor entre os entrevistados mais
    jovens, os menos instruídos, e os pertencentes aos quintis mais pobres.” “Ainda há um estigma associado à
    tuberculose.” “Por exemplo, quase três em cada dez inquiridos (29% mulheres e 27% dos homens)
    declararam que iriam manter em segredo o estado de um membro da família que sofre de tuberculose.”

    Quadro 3.9.1 Conhecimento e atitudes sobre a tuberculose: Mulheres
    Percentagem das mulheres de 15-49 anos que ouviram falar da tuberculose, e de entre elas, a percentagem que sabe
    que a tuberculose se propaga no ar quando uma pessoa infectada tosse, a percentagem que acha que pode se curar
    a tuberculose, e percentagem que gostaria que ficasse em segredo caso um familiar estivesse infectado com a
    tuberculose, por algumas características sociodemográficas, IDS São Tome e Príncipe 2008-2009
    Entre as entrevistadas que ouviram falar da tuberculose,
    percentagem que:
    Todas as entrevistadas
    Características
    sociodemográficas
    Percentagem
    que ouviu falar
    da tuberculose Efectivo
    Declarou que
    a tuberculose
    se propaga no
    ar quando
    uma pessoa
    infectada tosse
    Acha que se
    pode curar a
    tuberculose
    Gostaria que
    ficasse em
    segredo caso
    um familiar
    estivesse
    infectado com
    a tuberculose Efectivo
    Grupo etário
    15-19 86,4 555 54,7 52,5 32,3 479
    20-24 90,6 459 52,4 56,3 26,4 416
    25-29 93,3 452 59,4 52,9 26,9 422
    30-34 95,3 398 58,6 62,1 28,0 379
    35-39 94,6 258 61,1 62,6 28,7 244
    40-44 96,2 282 61,9 58,3 28,1 271
    45-49 94,1 211 69,9 71,2 29,5 199
    Meio de residência
    Urbano 94,5 1 433 63,2 59,5 28,4 1 354
    Rural 89,3 1 182 52,4 55,9 28,8 1 056
    Região
    Região Centro 94,4 1 670 64,5 58,0 28,6 1 577
    Região Sul 83,0 324 51,8 54,1 34,3 269
    Região Norte 89,3 502 42,4 56,1 28,6 448
    Região do Príncipe 97,8 119 53,1 73,4 15,6 117
    Nível de instrução
    Nenhum 72,0 155 51,5 41,7 37,3 111
    Primário 91,2 1 516 53,8 51,8 28,2 1 383
    Secundário ou mais 96,9 944 66,3 69,3 28,1 915
    Quintil de bem-estar
    económico
    O mais pobre 84,4 462 46,1 45,6 30,9 390
    Segundo 88,6 516 48,4 50,6 23,8 457
    Médio 90,6 475 57,8 52,7 25,9 430
    Quatro 96,4 557 66,6 65,0 27,2 537
    O mais rico 98,5 605 67,4 69,1 33,9 596
    Total 92,2 2 615 58,4 57,9 28,6 2 410
    50 | Características das mulheres e dos homens inquiridos
    Quadro 3.9.2 Conhecimento e atitudes sobre a tuberculose: Homens
    Percentagem de homens de 15-49 anos que ouviram falar da tuberculose, e de entre eles, a percentagem que sabe que a
    tuberculose se propaga no ar quando uma pessoa infectada tosse, a percentagem que acha que se pode curar a tuberculose, e
    percentagem que gostaria que ficasse em segredo caso um familiar estivesse infectado com a tuberculose, por algumas
    características sociodemográficas, IDS São Tome e Príncipe 2008-2009
    Entre os entrevistados que ouviram falar da tuberculose,
    percentagem que:
    Todos os entrevistados
    Características
    sociodemográficas
    Percentagem
    que ouviu falar
    da tuberculose Efectivo
    Declarou que a
    tuberculose se
    propaga no ar
    quando uma
    pessoa
    infectada tosse
    Acha que se
    pode curar a
    tuberculose
    Gostaria que
    ficasse em
    segredo caso
    um familiar
    estivesse
    infectado com
    a tuberculose Efectivo
    Grupo etário
    15-19 83,2 566 56,2 58,7 27,4 471
    20-24 92,7 351 61,0 64,3 32,1 325
    25-29 92,6 293 66,2 66,1 24,6 272
    30-34 95,1 302 66,3 62,1 24,3 287
    35-39 96,0 227 64,6 65,4 30,1 217
    40-44 96,7 176 71,0 77,0 27,4 170
    45-49 98,4 164 74,9 76,4 22,9 161
    Meio de residência
    Urbano 93,4 1 010 67,5 66,6 25,0 943
    Rural 89,9 1 068 60,2 63,6 29,5 961
    Região
    Região Centro 91,4 1 190 68,8 63,6 22,2 1 087
    Região Sul 87,6 284 69,1 65,3 52,4 248
    Região Norte 93,2 498 50,1 64,7 28,3 464
    Região do Príncipe 97,0 107 60,9 82,2 16,3 104
    Nível de instrução
    Nenhum * * * * * 16
    Primário 88,8 1 148 58,8 60,1 30,3 1 020
    Secundário ou mais 95,8 905 70,1 71,5 23,4 867
    Quintil de bem-estar
    económico
    O mais pobre 85,2 390 58,9 60,7 26,3 332
    Segundo 88,8 408 53,9 56,3 33,5 362
    Médio 93,3 417 66,4 64,9 30,5 389
    Quatro 93,2 413 66,7 69,4 21,8 385
    O mais rico 96,5 451 71,0 72,2 24,8 435
    Total 15-49 91,6 2 078 63,8 65,1 27,3 1 903
    Homens 50-59 99,4 218 72,6 73,1 20,5 217
    Total dos homens 15-59 92,3 2 296 64,7 65,9 26,6 2 120
    * Casos de efectivos não ponderados inferiores a 25.

    • Anca

      8 de Dezembro de 2011 as 10:18

      In Inquérito Demográfico e Sanitário 2008 e 2009

      Peço desculpas por não conseguir traduzir aqui o quadro 3.9.1 Conhecimento e atitudes sobre a tuberculose e o quadro 3.9.2 Conhecimento e atitudes sobre a tuberculose, nas melhores condições para a percepção e compreensão analítica dos números, do inquérito demográfico e sanitário, realizado pelo INE-STP, 2008/2009.

      Ver Quadro 3.9.1 e Quadro 3.9.2

      No ponto “3.7 CONHECIMENTO E ATITUDES SOBRE A TUBERCULOSE”

      Bem haja

  9. Vane

    11 de Dezembro de 2011 as 20:21

    A vida me ensinou a resolver os problemas que aparecem, mas quando n se consegue tem q buscar ajuda de quem sabe e pronto ficarás mais próximo da solução…portanto acho q é isso q está acontecendo!

  10. Antônio Sérgio

    12 de Dezembro de 2011 as 11:23

    Bom saber que o Brasil Ajuda outros povos.
    Moro no Rio de Janeiro e tenho muita vontade de conhecer São Tomé e Príncipe.
    Abraço a todos.

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