Sociedade

Marinha russa terá bases em Cuba e no Vietname

É um dos temas do Diário Informativo da Rússia.

  • Não vamos participar na corrida aos armamentos, disse Putin

·         Marinha russa terá bases em Cuba e no Vietname

·         Encontrados corpos de mineiros mortos no acidente de mina em Kuzbass

·         Rogozin propôs elaborar mapa de locais perigosos na Rússia

·         Rússia hasteou bandeira na Vila Olímpica

  • Pentágono quer recrutar hackers russos

Não vamos participar na corrida aos armamentos, disse Putin

Moscovo, 27 de JulhoRIA Novosti

Esta quinta-feira, 26 de Julho, o presidente Vladimir Putin declarou que a Rússia não vai participar em corridas aos armamentos.

Vladimir Putin confirmou, entretanto, que o país pretende criar um sistema defesa aeroespacial unificado cujo objetivo será executar tarefas de prevenção, detecção, eliminação e proteção.

“Não tencionamos entrar numa corrida aos armamentos, mas ninguém deve ter dúvidas da fiabilidade e da eficácia do nosso potencial nuclear, bem como dos meios de defesa aérea e espacial”, declarou o presidente durante uma reunião sobre a implementação do programa estatal de armamento.

Putin recordou que, “atualmente, todas as potências possuem armas nucleares e meios de ataque aéreo e espacial, todos apostam no seu aperfeiçoamento e desenvolvimento, elaboram ativamente sistemas de direção, aumentam a eficácia dos meios de espionagem, observação e recolha de informação”.

“O sistema de defesa aeroespacial deve estar sempre pronto para o combate e cooperação com outros tipos de tropas”, disse o presidente.

“As armas nucleares continuam a ser a mais importante garantia da soberania e integridade territorial da Rússia, desempenham um papel fulcral na manutenção do equilíbrio e estabilidade global e regional”, frisou.

Segundo o presidente, o sistema de defesa militar espacial “deve estar sempre pronto para combate, ter em conta os planos de desenvolvimentos de meios de ataque do potencial inimigo, garantir a interação precisa e operativa com outros tipos de armamentos e tropas”, acrescentou.

“Todos os planos devem ser cumpridos nos prazos previstos. Até 2020, a parte de armas modernas das forças nucleares estratégicas deverá constituir de 75 a 85 por cento, nas tropas de defesa espacial: mais de 70 por cento”, concluiu.

Marinha russa terá bases em Cuba e no Vietname

Moscovo, 27 de Julho – RIA Novosti

Actualmente, a Rússia está considerando a possibilidade de basear navios da sua Marinha de Guerra em Cuba, nas ilhas Seychelles e no Vietname, informou o supremo comandante da Marinha, vice-almirante Viktor Tchirkov.

Anteriormente, a Marinha soviética tinha bases no Vietname (Cam Ranh) e Síria (Tartus). Atualmente resta só a base em Tartus.

Encontrados corpos de mineiros mortos no acidente de mina em Kuzbass

Moscovo, 27 de Julho – Goloss Rossii

Equipes de resgate de montanha encontraram os corpos de três mineiros que morreram na noite de quinta-feira devido à fuga de metano na mina Ziminka em Prokopievsk, na região de Kemerovo, informou o chefe do departamento principal de relações com a imprensa da administração regional, Anton Gorelkin.

“Todos os três mineiros, cujo destino era desconhecido, foram encontrados. Infelizmente, todos os três morreram. Eram trabalhadores experientes – dois mineiros e um mestre,” disse Gorelkin. Segundo ele, foi criado um grupo de trabalho para investigar o acidente e tomar as medidas necessárias, liderado pelo governador Aman Tuleyev.

Rogozin propôs elaborar mapa de locais perigosos na Rússia

Moscovo, 27 de Julho – Goloss Rossii

O vice-primeiro-ministro Dmitri Rogozin sugeriu ontem, discursando numa reunião dedicada à organização dum sistema de alertas à população, elaborar um mapa de estruturas e locais  especialmente sujeitos aos efeitos de catástrofes naturais e tecnológicas.

O vice-primeiro-ministro acrescentou que este projecto deve ter um caráter confidencial.

Rogozin lembrou que as mudanças globais do clima têm provocado, nos últimos tempos, emergências de grande envergadura no território da Rússia. Ele assinalou que uma grande parte do território da federação está sujeito a inundações.

Rússia hasteou bandeira na Vila Olímpica

Moscovo, 27 de Julho – Goloss Rossii

Na Vila Olímpica de Londres foi solenemente hasteada a bandeira russa. Na cerimónia participaram atletas olímpicos russos – treinadores e desportistas, o presidente do Comité Olímpico russo, Alexander Jukov, o chefe da delegação desportiva russa, Pavel Kolobkov, e o embaixador russo na Grã-Bretanha, Dmitri Yakovenko.

Nem um passo atrás – a Rússia iniciou sua participação nos Jogos Olímpicos de verão em Londres. O hasteamento da bandeira é uma das mais antigas cerimónias olímpicas oficiais. Não é tão ambiciosa e colorida como a abertura ou encerramento dos Jogos Olímpicos, mas é muito importante. Ela estabelece e oficializa a participação do país nos Jogos. A bandeira russa foi hasteada em frente de centenas de visitantes e atletas da Rússia. O ministro dos Desportos russo Vitali Mutko, o presidente do Comité Olímpico russo, Alexander Jukov, e o presidente da Vila Olímpica, Spencer Eccles, discursaram no evento.

Os primeiros atletas russos – seis tripulantes de iates e dois atiradores – chegaram à capital britânica em 17 de Julho. Nos dias seguintes, as chegadas se foram repetindo, atingindo o pico em 25 de Julho, quando na Vila Olímpica foram alojados praticamente todos os atletas russos que participam nos XXX Jogos de Verão. O número de atletas da equipe russa nas Olimpíadas de Londres será inferior ao dos anteriores Jogos Olímpicos em Pequim, com um total de 436 atletas. Ao todo, a delegação russa, é composta por 804 pessoas.

A vila olímpica de Londres em seu tamanho é a menor em toda a história dos jogos. O território do complexo é apenas 36 hectares. Nessa área vivem 16.000 atletas e membros de delegações de 203 países. Centenas de milhares de atletas de todo o mundo devem ter sonhado, talvez, tornar-se moradores desta vila. Mas só os melhores dos melhores irão viver aqui – as verdadeiras esperanças olímpicas. Os atletas da Rússia têm ao seu dispor três edifícios de oito pisos. A delegação russa é uma das maiores. Os atletas russos vão competir por medalhas em 34 dos 37desportos.

A Vila Olímpica é atualmente a estrutura mais protegida não só em Londres, mas em todo o Reino Unido, se não no mundo. Em comparação, a proteção de Downing Street é simplesmente invisível. Para chegar às habitações dos atletas é necessário passar por três pontos de controle. Todos os caminhos da vila levam ao enorme recinto de refeições, que pode acomodar até 5.000 pessoas. Os atletas podem desfrutar de cozinhas de diferentes países. No entanto, como se queixam os russos, faltam pratos tradicionais russos como borschkotlety, mas há muitas delícias para os amantes da culinária asiática.

Em compensação, como gracejam os atletas, Londres está proporcionando a todos os atletas olímpicos um acolhimento verdadeiramente caloroso: na capital britânica estão 30 graus positivos. De maneira que o conselho dos ingleses a todos os espectadores e atletas de aplicar protetor solar na pele e beber muita água é bem necessário.

EM FOCO NA IMPRENSA RUSSA

Pentágono quer recrutar hackers russos

Izvestia

O governo dos EUA pretende utilizar as capacidades dos melhores hackers do mundo para combater o terrorismo e projetar sistemas de segurança destinados às agências governamentais. John Arquilla, conselheiro do presidente norte-americano Barack Obama e o homem que introduziu o termo “ciberguerra”, disse ao jornal inglês “The Guardian” que o departamento de Defesa dos Estados Unidos pretende contratar cerca de 100 hackers, sobretudo russos, para a iniciativa.

Na reportagem do jornal inglês, Arquilla acusa o Pentágono de desperdiçar bilhões de dólares com “porta-aviões, tanques e aviões inúteis em detrimento da estratégia mais ágil e económica” de investir em especialistas. Segundo ele, por causa disso os Estados Unidos ficaram para trás de outras superpotências na corrida cibernética global.

“Temos a intenção de criar algo como o Bletchley Park [onde o Reino Unido desenvolveu operações de decodificação durante a Segunda Guerra Mundial]”, diz Arquilla. “Vamos contratar russos e asiáticos. Eles são, sem dúvidas, os melhores decifradores de códigos no mundo”, completa.

O conselheiro do presidente dos EUA disse já ter contactado com vários hackers muito influentes. “Até trouxe um deles para conhecer o diretor-geral de uma grande empresa, para avaliar a vulnerabilidade dos sistemas de informação da companhia. Ele conseguiu invadir o sistema em poucos minutos”, conta.

Os hackers russos não descartam a possibilidade de cooperação com o governo norte-americano, desde que este tenha em conta diversos aspectos fundamentais.

“Vou fazer acordo se eles me oferecerem um salário justo e boas condições de vida. Outra coisa importante é que as minhas atividades não podem ser direcionadas contra a Rússia. Não quero ser um traidor”, diz um hacker conhecido como Zeus.

Segundo o hacker, existe uma grande quantidade de vantagens em trabalhar nos EUA, “como a oportunidade de atingir maior potencial, um nível de vida elevado e viver numa sociedade evoluída”.

Outro hacker disse que trabalhar para o governo norte-americano é, por um lado, um grande risco, mas por outro, um negócio bastante lucrativo e estável.

As autoridades dos EUA percebem que fazer um acordo com os hackers russos será uma tarefa desafiadora por muitos motivos.  Um deles é o estatuto questionável das relações bilaterais EUA-Rússia. Além disso, os serviços de segurança norte-americanos continuam cépticos em relação à ideia.

Arquilla, entretanto, acredita que o plano será mais eficaz do que os actuais meios de lidar com a ciberguerra. “O controle político e militar será muito mais eficiente quando os principais hackers trabalharem para nós. Eles estão sendo julgados em tribunais e presos. É ao mesmo tempo ridículo e preocupante”, afirma.

Ele também relembra a história do hacker escocês Gary McKinnon, acusado pelo procurador dos EUA de cometer “a maior invasão a computadores militares de todos os tempos”. Depois de uma série de julgamentos, o hacker foi extraditado para os Estados Unidos.

Cabe lembrar que o governo norte-americano já emprega hackers. Como exemplo disso, Arquilla cita um caso de Maio no qual especialistas americanos invadiram o site da Al-Qaeda no Iémen.

“A invasão é a maneira mais eficiente de agir quando incorporada a uma ampla estratégia militar”, completa.

De acordo com o conselheiro, os hackers russos são um excelente capital humano e estão entre os mais avançados do mundo. “O seu ataque cibernético contra o Pentágono em 2008 apresentou uma ameaça real à segurança nacional ao invadirem uma rede supersecreta e o Comando Central dos EUA, que coordenava campanhas militares no Afeganistão e no Iraque. Foi uma invasão sem precedentes”, comenta.

“Lembram-se quando, durante o conflito entre a Rússia e a Geórgia, eles bloquearam o acesso para o site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Geórgia e diversos outros recursos, levando-os, assim, a um impasse?”, questiona Arquilla.

“E quando invadiram as redes da Estónia durante um incidente diplomático em 2007? Os russos são, definitivamente, os melhores do mercado cibernético. Eles têm um domínio fantástico de aplicação estratégica dessas tecnologias.”

Os hackers russos estão certos de que seus compatriotas irão dominar na equipe proposta.

“Naturalmente, essa lista vai ter mais russos do que asiáticos. Temos mais candidatos do que o suficiente. Eles não se vão oferecer para trabalhar, mas, se os americanos entrarem em contacto, tenho certeza de que haverá um diálogo”, disse Zeus.

A tarefa dos EUA é, segundo Arquilla, certificar-se de que todos aqueles que concordarem em trabalhar para o governo têm tudo o que precisam. “Os EUA sempre gastaram quantias generosas com os melhores especialistas do mundo. Por isso, tenho certeza de que iremos convencê-los a cooperar”, conclui.

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