Opinião

“Ri puri” na cantiga da impunidade de STP-Trading

Para entendermos ao desfecho anunciado do “ri puri” ousamos socorrer aos escombros de STP-Trading – 2008/2012 – onde o poder económico sobrepôs-se ao político manipulando o judicial na dança do povo “só com Cristo!

Capitulo I – Advogado de defesa abre champanhe aos injustiçados de STP-Trading

«A prova indiciada que serviu de base para por as pessoas em detenção preventiva, insinuou um conjunto de aspectos que veio-se a comprovar que nunca existiram. Só existiram na cabeça das pessoas que encontram não sei aonde a sua existência». Declaração de Gabriel Costa, advogado de defesa de Armando Correia e Osvaldo Santana, Director e Director Comercial da STP-Trading reagindo a (in) justiça contra os seus clientes.

Gabriel Costa deslocou-se ao Brasil e analisou a decisão tomada pela décima segunda vara do Tribunal de Brasília sobre o caso STP-Trading: «Hoje conhecemos o conteúdo da carta rogatória vinda do Brasil, e a decisão que foi dada pelo Brasil em relação a cooperação jurídica e judiciária que foi solicitada pelo Estado são-tomense. Não houve crime!»

Gabriel Costa, actualmente Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, deixou compreender naquela altura de sua advocacia de que a decisão do juiz de Instrução fez justiça num caso de cunho político sem hipóteses de tratamento justo ao nível jurídico.

O advogado concluiu que o Tribunal de Instrução sem provas que sustentassem a prática de crimes de administração danosa e insolvência reagiu como se estivesse de mãos atadas e, a STP-Trading realizou apenas uma operação meramente comercial. Uma operação que poderia ser bem-sucedida ou não. «Privilegiou-se o aspecto penal porque pretendia-se encontrar um bode expiatório.»

In Téla Nón – 10.08.2012

Cap. II – António Quintas Aguiar explode bomba na STP-Trading

António Quintas que liderou duas comissões criadas pela Câmara do Comércio com o aval do Governo de Rafael Branco para organizar a importação dos produtos do Brasil esclareceu, na altura, tim-tim por tim-tim disso do poder económico ditar todas as regras do jogo democrático em São Tomé e Príncipe: «Foi assim que se disse que iria um elemento, e foi dito pelo senhor Delfim Neves que fosse o senhor Nino Monteiro que estava aqui na sala. Eu entendi que onde há bom senso se eu já estava em São Paulo com o director comercial da STP-Trading, a fazer este trabalho, que ao menos me propusessem uma vez que eu já estava lá e seria um continuador da matéria. A partir daí acaba a minha participação nesse processo e entra a STP-Trading, que esteve no Brasil e trabalhou com o jurista AW Galvão e apresentaram este relatório, com os produtos que a AW Galvão propôs que eles comprassem. Isto não tem nada a ver com o plano que eu produzi.»

Voo de papeladas do escritório de advogados aterrou na empresa SAX, sem capacidade financeira para a operação: «A SAX não tem capacidade para realizar esta operação, e é por isso que apareceu aqui no porto paletes de óleo alimentar como se tivessem sido amarradas com corda de bananeira. Perdeu-se muito óleo, que saiu a pingar. Nós sempre defendemos que as mercadorias fossem contentorizadas. Fomos dando conta que alguns produtos que chegaram não têm nada a ver com aquilo que enquanto comissão pedimos. Veio manteiga fora de prazo. Hoje sabemos que a manteiga estava num frigorífico durante 1 mês. Tiraram do tal frigorífico mais um mês, e depois voltaram a por no frigorífico. Veio fora de prazo e está aqui a criar problema de saúde a população, isto é um crime de saúde pública. As autoridades do país têm que actuar.»

Havia mais produtos deteriorados: «Soubemos também que a carne foi comprada num armazém frigorífico que já está fechado. E a carne vem em condições que não deviam ser consumida no país.»

António Quintas Aguiar na posse de documentos fundamentais comprovando as batotas, mostrava-se disponível a colaborar com a justiça: «Nós tínhamos previsto a importação de leite através da empresa brasileira Cerelac. A lei brasileira não permite que o leite saia do Brasil sem ser em contentor lacrado. Como é que aparece sacos de leite escrito produto proibido, e quando se põe na caneca para fazer para criança parece papa. Porquê que temos que nos submeter a isto com um crédito de 5 milhões de dólares nas mãos.»

Entremos nos números do custo do transporte das mercadorias do Brasil para São Tomé e Príncipe: «Ouvimos numa conferência de imprensa em que se dizia que o custo dessa operação tinha ficado 2 milhões e 400 mil dólares, mas a linha de crédito é de 5 milhões. Há quem diz que o frete do barco foi de 750 mil dólares norte americanos. Ouvimos numa conferência de imprensa que o frete foi de 1 milhão e 138 mil dólares. Soubemos paralelamente que já não é assim, se calhar o frete foi de 1 milhão e 600 mil dólares. Aqui já é matéria crime, tem que ser averiguado.»

O barco de mercadorias que devia sair do Brasil directo à São e Príncipe trocou de rota: «O barco que foi fretado e que deveria vir para São Tomé e regressar ao Brasil, foi para os Camarões deixar parte da carga. E não é o barco que inicialmente estava previsto para vir a São Tomé. É um barco que surge na última hora. É um barco que está em linha, não vem expressamente para São Tomé. Como é que o frete pode ficar este valor

Com as manobras em evidência António Quintas inquietava-se: «há aqui uma panóplia de situações que temos que encontrar respostas para elas.

Porque nós entendemos que em nosso país, ou em qualquer estado de direito democrático ninguém está acima da lei. Eu estou disposto para colaborar com a justiça cá no Brasil e onde for necessário para tirarmos isso a limpo. O país tem que deixar de ser um país de impunidades. O país político não pode continuar a sobrepor-se ao país real.»

Em nome dos seus seis colegas da STP-Trading rogou ao poder judicial que se fizesse justiça na barriga do povo faminto: «Neste contexto há que apurar as responsabilidades no Brasil em primeira instância e em São Tomé, porque o governo e o povo são-tomense estão lesados, e se calhar o governo brasileiro também.»

In TN 11.08.2009

Cap. III – Mercia Raddichi, cidadã e empresária brasileira esclarece a canalhice

No meio do percurso negocial para a recta de comercialização uma procuração chuta para fora do campo a Presidente do escritório Comercial e Industrial Brasil – São Tomé e Príncipe, que já tinha todo o trabalho feito, incluindo as cotações dos produtos e a concertação com os fornecedores que tinham prometidos produtos com prazo de validade superior a 1 ano: «O escritório A.W. Galvão entrou no processo por vias indirectas através de interferências de um ex-ministro que estava a prestar consultoria informal a esse escritório no processo de contratação de transportes públicos. O objectivo era aproveitar o navio que possivelmente seria contratado para trazer os autocarros para trazer junto os produtos alimentares. É daí que começou a gerar a interferência do escritório Galvão. O ex-ministro é são-tomense (Arzemiro Prazeres do PCD).»

A presidente do escritório comercial e industrial desde 2008 que vinha trabalhando com o governo são-tomense e a câmara do comércio nacional no sentido de organizar a importação dos produtos brasileiros, foi convidada pelo Primeiro-ministro Rafael Branco para orientar o sector privado nacional na utilização da linha de crédito de cinco milhões de dólares, cedido pelo governo de Lula da Silva, o operário que mudou o Brasil para a agenda do desenvolvimento.

Tudo em maré de mistérios Sul-Sul a cidadã brasileira perplexa não entende como é possível um escritório de advogados ser contratado para realizar operações comerciais: «É um escritório de advocacia sem cultura de comércio exterior. Isso foi criticado pelas nossas autoridades que estiveram em contacto com Galvão. E diziam que ele era totalmente ignorante nas questões do comércio exterior. Eu tenho aqui também emails dele enviado a mim solicitando esclarecimentos burros.»

O escritório de advogados brasileiros achou uma empresa inexistente no mercado comercial: «Vários fornecedores brasileiros reclamaram porque foram fazer o levantamento do cadastro da SAX e perceberam que a SAX, não tinha cadastro nenhum. É uma empresa que faz logística de equipamentos para show. Nunca fez logística de alimentos. Um cadastro (curriculum) fraquíssimo. Entre 2007 e 2008 o registo da SAX no domínio de transacções comerciais era de 500 dólares», revelou documentalmente a cidadã brasileira.

Na altura havia razões de sobra para que o povo faminto não consumisse produtos deteriorados como a manteiga comprovada pelo CIAT: «A SAX comprou os primeiros produtos no final do mês de Novembro de 2008, e foram óleo de soja caldo de galinha e biscoitos. O resto dos produtos foi comprado em Abril de 2009. Portanto o armazém ficou alugado todo esse tempo. Os produtos só saíram do Brasil na segunda quinzena de Abril. Foram 6 meses de pagamento de armazenagem. A SAX subfacturou muito, para tirar maiores ganhos. Essas informações são facilmente comprovadas através das nossas autoridades no Brasil.»

Mercia Raddichi considerava que a culpa não devia morrer solteira. Segundo ela, a STP-Trading também participou directamente na compra dos produtos. Houve viagens para que os produtos deteriorados chegassem São Tomé e Príncipe: «Determinado elemento da STP-Trading efectuou cerca de 4 viagens ao Brasil no período de Dezembro de 2008 a Abril de 2009 tendo sido essa pessoa compradora de grande parte dos produtos. Ela realizava as compras e solicitava a entrega nos armazéns indicados pela SAX. A SAX comprou parte dos produtos, mas a maior parte foi comprada por essa pessoa de São Tomé logicamente em parceria com a SAX.»

O Téla Nón só pra São-Tomense crer questionou e Mercia que estava a projectar várias acções de cooperação bilateral entre os dois Estados e, manteve Rafael Branco sempre informado da situação tinha o turista na ponta da língua: «O senhor Nino Monteiro.»

Mercia Raddichi recusou ser verdade que os produtos custaram 3,8 milhões de dólares: «A informação que tive é que as compras chegaram no máximo a 2 milhões e 400 mil dólares. O resto ficou diluído em fretes e armazenamento dos produtos.»

In TN – 07.08.2009

Cap. IV – Governo de Rafael Branco lança Delfim Neves de paraquedas na STP-Trading

«Apareço neste processo exactamente por causa da dificuldade que as 20 empresas seleccionadas tinham para encontrar financiamento para garantir o crédito e confirmar a encomenda

Delfim Neves recebe no seu escritório o enviado especial do governo de Rafael Branco: «O senhor Nino Monteiro que é meu sócio na firma D & D, pediu encontro comigo no meu escritório dizendo que foi contacto pelos seus amigos do governo para me convencer a entrar na STP-Trading porque as pessoas que estão seleccionadas não têm disponibilidade financeira. Solicitaram ao governo uma garantia do estado para empréstimo nos bancos comerciais e que a ministra das finanças havia recusado. De acordo com o memorando de entendimento se não se pagar 15% do valor antecipadamente o crédito não será válido.»

Delfim Neves, ex-Ministro, não é homem de confiar nos governantes, resistiu até ao fim da meada contra a tentação governamental de Rafael Branco, intermediado por Nino Monteiro «Eu na primeira hora disse que não» mas, num negócio de cinco milhões de dólares, só uma besta não assegurava na hora e, passou ao comando das negociações: «Depois de tanta insistência eu disse que se eu entrasse tinha que ter 51%. Eu não posso entrar numa empresa com tanta gente e não ter maioria de capital para ditar a regra do jogo. Numa reunião no dia 26 de Novembro em que fui contactado, pela primeira vez, e dizia muito bem o senhor António Quintas, que durante os seus trabalhos nas comissões ele nunca viu a minha presença, obviamente porque eu não fazia parte da lista. Quando apareço na reunião já tudo estava feito. Já se tinha seleccionado os produtos, as empresas que deveriam participar na STP-Trading, já se tinha seleccionado inclusive o fornecedor para os produtos

O comerciante, o deputado, o ex-Ministro, o dirigente do PCD, o novo director comercial e financeiro da STP-Trading e sócio maioritário, nessa história de comida estragada para o seu povo faminto, responsabilizou o governo de Rafael Branco que lhe namorou para o negócio lamacento de produto brasileiro e lavou as suas mãos que nem o Pilatos: «Se há alguém que não tem qualquer responsabilidade neste processo é Delfim Neves!»

In TN – 11.09.2009

Cap. VI – António Quintas sobe e desce os degraus da democracia das ilhas de STP

«Nós sabemos que ontem (quinta-feira) três líderes parlamentares, ou 4 decidiram, tomar uma decisão e enviaram ao procurador-geral da república. Isto é ilegal. É relativamente ao pedido de levantamento da imunidade parlamentar que o ministério público pediu. Todo o país sabe quem são esses indivíduos que devem vir aqui prestar declarações, são deputados.»

O comerciante trouxe a longa-metragem o novo director administrativo e financeiro da STP-Trading: «Não sei se é Delfim Neves, ou aquele que disse no programa do Silvério Amorim da rádio nacional onde usou 2 horas de antena e todo o país ouviu, onde disse que estava livre e disponível para vir a procuradoria-geral da república para esclarecer todo o processo. Agora o que se nota é que depois daquelas duas horas de antena em que disse estar disponível com ou sem imunidade para cá vir, até hoje há um embaraço no processo seguido de uma tentativa no sentido de matar o processo.»

António Quintas que via engrossar o número de queixosos de sete para dez dos catorze comerciantes da STP-Trading prometia: «Vamos colaborar com a justiça para que o processo não morra, o processo tem que andar, e acreditamos que vai andar» para de seguida anunciar que o grupo iria processar a direcção da STP-Trading: «Entramos imediatamente com um processo-crime contra a direcção da STP-Trading. Temos que salvaguardar a nossa posição porque o senhor Primeiro Ministro da República Democrática de São Tomé e Príncipe, tem dito vezes sem conta que somos nós os sócios da STP-Trading que tem que pagar com os nossos bens, a dívida que se tem com o Brasil. E não estamos disponíveis para pagar nada a ninguém, não comemos nada, não participamos nas falcatruas que foram feitas no Brasil.»

O grupo de comerciantes depois do encontro com os representantes judiciais, ao caminho do Presidente da Assembleia Nacional Interino, Jayme Costa, gritou quidalé a tentativa de branqueamento do processo de corrupção: «Basta de impunidades, basta de jogos de cintura para branquear casos tão graves e flagrantes como é este da STP-Trading, outros que já conhecemos e que tiveram o desfecho que tiveram, e outros que hão-de vir, (ri puri) e pôr o povo de São Tomé e Príncipe a sair desta miséria exacerbada em que estamos mergulhados.»

António Quintas Aguiar pediu audiência ao Primeiro-ministro Rafael Branco e garantiu que o grupo iria encontrar-se com o Presidente Fradique de Menezes com provas documentais para lhe pedir que se fizesse justiça em São Tomé e Príncipe: «Estamos a espera que o senhor Presidente da República regresse ao país para termos uma audiência com o senhor Presidente da República no sentido de pedi-lo que a justiça seja feita em São Tomé e Príncipe.»

In TN – 28.09.2009

Cap. VII – Governo de Rafael Branco sopra fumo branco na STP-Trading

«Nós notamos que há expedientes de alguns elementos ligados a alguns partidos políticos, notamos expedientes ligados ao poder governamental, notamos expedientes ligados a alguns cidadãos que têm intervenção junto do governo no sentido de fazer com que o processo não avance. São manobras que existem e que são feitas com muita habilidade, engenho e arte no sentido de matar este processo.» Declarou António Quintas despido de sua camisola partidária.

Considerou ser muito grave ao que «Constatamos que a Assembleia Nacional não estava esclarecida, não tinha muitas das informações que trouxemos aqui. Muito do que dissemos aqui não era do conhecimento da Assembleia. Há elementos que a Assembleia não conhecia.»

In TN – 29.09.2009

Cap. VIII – Albertino Bragança líder do PCD ministra aulas de impunidade parlamentar

Entremos nas fichas da política para conversas de STP-Trading com o líder, de então e deputado do PCD, Albertino Bragança Presidente da Comissão Parlamentar que auditou ao seu deputado Delfim Neves: «Pela lei quando um deputado estiver na alçada da lei em fase de condenação definitiva para um despacho de pronúncia, nesta fase é que é possível levantar a imunidade parlamentar. Não estando nesta fase tal como aconteceu com todos os deputados que tiveram problemas com a justiça, devem ser ouvidos como declarantes.»

Albertino Bragança deu fé as palavras de que o seu amigo Delfim Neves iria ser presente ao tribunal, mas alertou «vai munido das suas imunidades parlamentares. Nós não estamos a dificultar o trabalho da justiça. Estamos a cumprir as leis e a justiça tem que cumprir as leis. A justiça tem que agir de acordo com a lei. E é isso que a lei estabelece.»

Na altura, Abel Veiga, o director deste jornal digital ajudou aos leitores a entender as teses de imunidade parlamentar «Deputados da nação estão “blindados”. Note-se que no escândalo financeiro do GGA, que envolve cerca de 3 milhões de dólares, vários deputados da nação foram indiciados pela justiça, mas a nenhum foi retirada a imunidade parlamentar. Alguns de livre e espontânea vontade compareceram no tribunal cobertos pela imunidade, para testemunhar sobre o caso

In TN – 24.08.2009

Cap. IX – Jayme Costa, Presidente da Assembleia Nacional Interino não tira batina ao seu deputado

EXMO.

SENHOR PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA

S.TOMÉ

Ref.0161/GPAN/2009

1.— Em resposta ao ofício de V.Exª, de referência Of.085/GPGR/09, de 22 do corrente, solicitando:

a) o levantamento da imunidade parlamentar ao Senhor Deputado Delfim Santiago das Neves e

b) autorização para que o mesmo seja interrogado na Procuradoria Geral da República, na qualidade de arguido, nos termos do número 2 do artigo 11º da lei nº 8/2008 – Estatutos do Deputado,

(…)

8. – Entretanto, dada a urgência de que o assunto se reveste, cumpre-me clarificar a situação informando V. Exª do seguinte

a) Relativamente ao pedido de levantamento da imunidade, não é possível atender ao mesmo, visto que a Assembleia Nacional já havia reunido a sua Comissão Permanente, para analisar o mesmo pedido formulado pelo Juiz do Processo, obviamente de conformidade com o despacho proferido pelos dignos procuradores – adjuntos do Ministério Público (a folhas 363 do processo), pretensão na altura recusada. Como deve ser do seu pleno conhecimento, regra geral a Assembleia Nacional não reúne em plenários sucessivos para deliberar sobre um mesmo assunto, acerca do qual já tenha sido tomada uma decisão.

Daí que, no que se atém ao referido pedido de levantamento de imunidade parlamentar, a Assembleia Nacional reafirme a sua posição anterior de recusa, extraída da resolução aprovada pela Comissão Permanente, já comunicada a Vossa Excelência em tempo oportuno.

b) Cabe-nos ainda informar-lhe de que, relativamente à solicitação para que o senhor Deputado Delfim Neves preste declarações na Procuradoria-Geral da República, o mesmo está devidamente autorizado a fazê-lo no processo que lhe é movido nessa instituição, cabendo a esse órgão judicial decidir sobre o estatuto processual da audiência.

Cumpre-me, no entanto, reiterar-lhe que o senhor Delfim Santiago das Neves se encontra investido da sua imunidade parlamentar, devendo, a propósito, ser escrupulosamente respeitado o estabelecido no artº. 95º da Constituição da República, não estando, por isso, sujeito a qualquer medida de coacção. Nota assinada e em cumprimento da lei da RDSTP pelo Presidente da Assembleia Nacional Interino, Jayme José da Costa, no dia 25.09.2009.

In TN – 28.09.2009

Cap. X – Supremo Tribunal da Justiça manda queimar o dossier de STP-Trading

Com fôlego cima-cima e o tempo a arrastar-se, ainda assim a culpa não devia morrer sem julgamento e condenação, corremos aos ficheiros do Supremo Tribunal de Justiça que tinha rejeitado ao recurso interposto pelo Ministério Público contra a decisão do Tribunal de Instrução que em Agosto do ano passado, 2012, mandou arquivar o caso “STP-Trading” para sabermos se havia uma nova palhaçada no escândalo.

«Decide o juiz Conselheiro, como juiz singular da secção penal do Supremo Tribunal de Justiça, em negar provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público, e consequentemente manter o despacho recorrido de 06 de Agosto de 2012, e a decisão nele contida sem qualquer alteração», lê-se na sentença do Supremo Tribunal de Justiça.

O jornal Téla Nón donde desenterramos os ficheiros recordava aos seus leitores: «A sentença do Supremo Tribunal de Justiça que dá por encerrado o caso STP-Trading, tem data de 26 de Novembro de 2012. Está assinada pelo Juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, José António da Vera Cruz Bandeira.

O caso STP – Trading, tem a ver com a importação de bens alimentares a partir do mercado brasileiro. No ano 2008 o Governo do Brasil concedeu uma linha de crédito no valor de 5 milhões de dólares ao Estado são-tomense. Linha de crédito que deveria permitir a importação de produtos alimentares do mercado brasileiro, correspondentes aos 5 milhões de dólares

In TN – 29.09.2012

Antes de batermos mãos na mesa, é bom recordar que Delfim Neves, em 2009, testemunhou no Ministério Público e, a saída do Tribunal tinha a sua espera os aplausos dos militantes, dirigidos pelo Presidente do partido, Albertino Bragança, que se fazia acompanhar de outros responsáveis do PCD.

Ah! Só um pormenor a esclarecer. Em francês, a língua oficial de Camarões escreve-se “riz pourri”, arroz podre. Lê-se, “ri puri”.

Capítulo V – António Quintas Aguiar bate mãos no peito da justiça são-tomense

Desde a sua juventude para quem lidou com o dinamismo de António Quintas sabe que é um homem de luta e de convicções. Na gravana quente de 1979, na sua Trindade, entregou peito as balas populares. Em 2009, passados trinta anos, subiu e desceu os degraus da democracia são-tomense e com fé bateu mão no peito: «Acreditamos que desta vez doa a quem doar, custe o que custar a justiça será feita

In Téla Nón – 11.08.2009

Ri puri!”

José Maria Cardoso

25.07.2013

    14 comentários

14 comentários

  1. Macamblalá

    25 de Julho de 2013 as 8:50

    Esse José Maria Cardoso, só incita a confusão. O tribunal é soberano, decidiu está decidido. Alhas tudo isso gerou assim devido a incompetência do anterior Procurador Geral da República “ROBERTO RAPOSO”. Que ainda gastou de forma alheia o erário público indo a brasil passear.

    • Magalí Santos

      26 de Julho de 2013 as 9:20

      Enquanto os juizes continuaram a ser de partidario, em vez de exercerem os seus papeis como juizes, nunca as justiças em S. Tomé serão feitas como manda a lei. Sendo assim as leis só servirmam para quem rober banana, porcos,galinhas etc, e quem beneficia dos dinheiros do povo, ja mais serão punidos e pelo contrario, serão promovido a cargos superiores,

  2. edna

    25 de Julho de 2013 as 9:43

    ainda tem duvidas da verdade….os fatos falam po si….como o crime nao é perfeito….o criminoso aparece sempre ao local do crime….ele voltou a cometer o mesmo crime…vai ao tribunal….depois arguivam o processo a culpa agora vai ser do actual pgr..fala serio. ..

  3. C.F.

    25 de Julho de 2013 as 14:01

    Eu não percebi nada do que aqui está expresso neste artigo. Reconheço que também na altura não acompanhei este caso com devida atenção.
    Aliás, isto é um artigo ou um acordão mal feito? Sinceramente! Isto não tem ponta por que se lhe possa pegar. É tudo muito discontínuo e sem coerência textual ou argumentativa. Façam uma coisa melhor, por favor. Não vejam isto como uma crítica mas isto não vale nada. Lê-se e não se percebe nada que lá está escrito. Peguem nisto e trabalhem a informação de forma compreensível para os leitores. Isto não é nada, minha gente. Isto só nos envergonha. Está muito mal feito. Não sei qual seria a ideia do autor. Mas entrou por um caminho de incompreensão total. Interessava-me ler algo sobre este escândalo que abalou o país mas desta forma incompreensível e caótica não.

  4. ôssobó1

    25 de Julho de 2013 as 15:15

    As decisoes do tribunal sao suberanos, mas nao podem ser contrario a junstiça. Justiça é ser igual, é dar aquilo que pessoa merrece. o tribunal de sao tomé é todo politizado, por isso nao faz justiça.

  5. Faminto XXI

    25 de Julho de 2013 as 15:42

    Epa esse cardoso já mudou de camisola ou quê? O gajo agora esta serio.

  6. Male

    25 de Julho de 2013 as 17:41

    As dicisoes dos Tribunais enquanto um orgao da soberania e independente ao poder politico e inquestionavel,mas quando se trata de uma decisao nao feita em “san consciencia”-existem motivos para o questionamento-Se bena veru e bena provato.

  7. Takora Mohamed

    25 de Julho de 2013 as 19:41

    Takora Mohamed diz:

    11 de Agosto de 2012 às 11:10

    Meus caros compatriotas,

    O Ministério Público tem lesado o estado em várias ocasiões com a perda frequente de casos no Tribunal.

    Sendo o MP o garante da defesa do estado será que os orgáos de soberania ainda não perceberam que se trata de uma questão de competência dos que lá estão. O MP só consegue vencer quando se trata de roubo de fruta pão e banana.

    Sejamos sérios, ou estes senhores são todos uma corja de incompetentes como têm demonstrado ou estão deliberadamente a proceder sempre mal para tirarem daí algum benefício que um dia hão de explicar.

    Sr. Presidente da Repúbli Manuel Pinto da Costa
    Sr. Presidente da Assembleia Evaristo Carvalho
    Sr. Primeiro Ministro Patrice Emery Trovoada

    Tenham piedade deste povo e de STP retirem do MP a escumalha que lá está.
    São muitos atropelos consecutivos e frequentes.

    Com a pressa de prejudicarem o Sr. Delfim Neves desenvolveram toda uma investigação cheia de arbitrariedades, falta de profissionalismo, falta de moral e ética com o objectivo de tirar dividendos e no fundo só acabaram prejudicando o país.

    O Nino Monteiro calou a boca do Sr. Roberto Raposo com alguns euros e ficou encerrada a acusação que pendia sobre o mesmo em todo este processo, quando era ele quem a brasileira Mércia Radichi acusou de ter estado no Brasil fazendo compras dos produtos que vieram para STP Trading.
    PORQUÊ QUE ESTE SR. NINO MONTEIRO ATUAL BRAÇO DIREITO E ESQUERDO DO SR. PATRICE EMERY TROVOADA, DEIXOU DE FIGURAR NA ACUSAÇÃO QUE MOVIA O MINISTÉRIO PÚBLICO.
    O Sr. Patrice mandou o pária parasita do Roberto pura e simplesmente retirar a acusação sobre o Sr. Nino Monmteiro e por consequencia apanhou a boleia o Sr. Cosme Rita que também era acusado.

    Cito jornal Tela Non de 07/08/2009
    “«Determinado elemento da STP-Trading efectuou cerca de 4 viagens ao Brasil no período de Dezembro de 2008 a Abril de 2009 tendo sido essa pessoa compradora de grande parte dos produtos. Ela realizava as compras e solicitava a entrega nos armazéns indicados pela SAX. A SAX comprou parte dos produtos, mas a maior parte foi comprada por essa pessoa de São Tomé logicamente em parceria com a SAX», afirmou.

    O Téla Nón perguntou quem é essa pessoa? Mercia confirmou. «O senhor Nino Monteiro».

    STP é nosso e por ser assim um dia saberemos a verdade das verdades.

    Bem haja STP.
    Viva a República
    Viva a Justiça
    Viva a Liberdade

  8. Takora Mohamed

    25 de Julho de 2013 as 19:41

    Takora Mohamed diz:

    11 de Agosto de 2012 às 11:37

    Os atropelos do Ministério Publico em todo este caso. Vejam a notícia do Tela Non em 24/08/2009.

    Eram 3 crimes:
    -Administração Danosa
    -Burla Qualificada
    -Alateração de Géneros Alimentícios

    Porque era preciso justificar o dinheiro que o Roberto, Urbino e Fábio gastaram a fazer turismo no Brasil 35 000,00 euros, dinheiro suficiente para abastecer a farmácia do Hospital Central por muitos meses, então decidiram:

    Mataram 2 dos crimes
    -Burla Qualificada
    -Alateração de Géneros Alimentícios

    Criaram outros novos:
    -Falência e Insolvencia
    -Administração Danosa

    Tela Nón em 24/08/2009

    •Política >> Maria de Cristo cai e arrasta consigo Óscar Medeiros

    3 Homens – 3 Crimes

    SociedadePublicado por Téla Nón

    , Segunda-feira, 24 de Agosto 2009
    Os três responsáveis da STP-Trading, nomeadamente Armando Correia, Director Geral, Osvaldo Santana Director Comercial e Delfim Neves, Director Administrativo e Financeiro, são acusados pelo ministério público de prática em co-autoria material e em concurso real de 3 crimes, nomeadamente Administração Danosa, Burla Qualificada, e Alteração de Géneros Destinados ao Consumo Público. Os três crimes são punidos pelo código penal em vigor. Pelo que o Téla Nón apurou a acusação devidamente sustentada e o ministério Público através do Procurador-geral da República e a equipa anti-corrupção do sector está a caça de mais elementos que provam as acusações.

    O Téla Nón apurou de fonte judicial que o facto da STP-Trading ter dado luz verde ao Banco do Brasil para pagamento de 85% do valor do crédito a favor da empresa brasileira SAX Internacional, sem que a mesma tivesse remetido todos os documentos relacionados com a exportação, com destaque para a factura comercial, conhecimento de embarque e outros, constitui uma das matérias da acusação.

    A publicação sexta-feira na imprensa nacional dos resultados dos exames microbiológicos de alguns produtos importados, caso do problemático leite e também da manteiga, provando que pelo menos o leite não tem qualquer risco para a saúde humana, pode ser um trunfo para a defesa dos arguidos, no que concerne ao crime de alteração de género destinado ao consumo público.

    Abel Veiga

  9. Tokora Mohamed

    25 de Julho de 2013 as 19:42

    Takora Mohamed diz:

    13 de Janeiro de 2013 às 19:32

    “Pantufas”

    O quê que adianta estar a insistir em casos devidamente esclarecidos.
    A STP Trading foi julgado pelos Tribunais e o resultado foi o fiasco em que ja se adivinhava pela perseguição cega do PGR Roberto Raposo mandatado pelo Patrice Trovoada para perseguir cegamente o Delfim Neves.

    Nunca houve materia crime neste processo, tratou-se de um negócio entre empresas privadas brasileiras e santomenses em que a justiça santomense liderada pelo Roberto Raposo e Juiz Silva Cravid, por serem um dos maiores corruptos deste país quizerem aproveitar a oportunidade para brilhar no combate a corrupção aonde a montanha pariu um rato. Nunca foi desviado qualquer valor uma vez que esta operação comercial nem sequer envolvia dinheiro, apenas produtos, portanto nunca seria possivel qualquer dos intervenientes acusados se locupletarem como pretendia o juiz Silva e o Roberto.
    RESULTADO de tudo isto uma acção que deveria correr com a responsabilização na justiça da parte brasileira pela STP Trading, por diversos incumprimentos do contrato, culminou com o estado santomense ilibando os empresarios brasileiros das suas responsabilidades através do fiasco anunciado pelo então competente Procurador António Reffel Raposo, onde manifestava nunca ter existido materia crime nas acções dos gestores da STP Trading.
    A perseguição desenfreada do Patrice Trovoada e Roberto Raposo ao Delfim Neves, apenas culminou com o prejuízo a nação resultante da aniquilação de uma sociedade que acabara de surgir para gerir o credito de 5 Milhoes USD, cuja expectativas eram muito positivas no ponto de vista comercial.
    Porque estavam o Roberto e Patrice habituados a extorquir dinheiro a outros, acreditaram assim e sempre que os gestores da STP Trading, também deveriam ter tido a conduta deles, mas Santo Tomé é poderoso e a verdade veio toda ao de cima, apenas o POVO que o ADI tanto proteje será o único prejudicado e pagará toda a dívida por consequência da irresponsabilidade do PGR Roberto Raposo, o juiz Silva Cravid e ex-PM Patrice Trovoada.

    Bem haja STP.
    Viva a justiça.
    Viva a democracia.
    São Tomé poderoso também saberá julgar KOSOVO, BARCOS TAIWANESES, CECADO E muitos outros ainda ocultos.

  10. filho da terra

    25 de Julho de 2013 as 21:49

    cadeia para todos

  11. mé pó feladu

    26 de Julho de 2013 as 9:33

    viva justiça de stp

  12. O Analista e Censurador

    26 de Julho de 2013 as 10:37

    Comentar porquê se as coisas nunca mudam!… Quem manda no mundo são os políticos… No entanto vamos ver até onde as coisas hão-de-chegar.

  13. Cidadão

    29 de Julho de 2013 as 16:32

    Pois é! Protegeram tanto o sr. Delfim, num claro e mais do que evidente caso de corrupção,que lesou sobremaneira o interesse comum de todos os Santomenses, e agora levamos outra vez!!! Mas com razão! Ele volta ao serviço porque tem sido recorrente proteção à corrupção! Depois do STP_TRADINNG e o caso arroz podre, esse indivíduo, só lhe falta é vender o país todo! E começou com humilhação ao povo, chamando-nos todos de famintos,etc, por isso estamos todos a correr sérios riscos com este senhor, que, se não fosse Deus podia até ter sido eleito Presidente da República. Mas enfim…Deus é grande!

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