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Como funciona o Google e o seu potencial para as empresas

Com a sua capacidade quase mágica para produzir respostas rápidas, pertinentes, a centenas de milhões de perguntas, o Google mudou a forma de as pessoas acederem à informação e de se manterem atualizadas.

Através do Google, a procura de dados imediatos sobre qualquer coisa, mais não exige do que um computador, um telemóvel ou outro aparelho móvel com acesso à internet.

A dependência do Google leva a que seja difícil imaginar como seria o acesso à informação sem a sua existência. Nos EUA, a força do Google é tão grande que alterou a forma como os norte-americanos se referem ao termo pesquisar (Google it). No mundo, poucos ou nenhuns utilizadores da web desconhecem o Google. Aliás, utilizadores menos avançados acabam por considerar o Google e a internet, a mesma coisa.

Tendo em conta que 85% dos utilizadores de internet usam os motores de busca e o Google tem uma quota de busca que varia entre 65% a 99%, dependendo do país, não restam muitas dúvidas sobre por onde começar quando se fala numa estratégia de marketing para uma empresa.

Como funciona o Google?

O Google está projetado para encontrar e catalogar informações dispersas pela web. Esses mecanismos possuem robôs designados de Spiders (ou robots) que percorrem todos os dias a web a procurar novas páginas para serem indexadas.

Com este processo de indexação, o Google identifica milhares de variáveis para cada página web e, com base num algoritmo secreto, classifica as melhores páginas para ficarem nos primeiros resultados para determinadas palavras-chave.

Ainda que o algoritmo completo seja secreto, dezenas de variáveis são conhecidas, o próprio Google foi responsável por divulgar algumas e continua a fazê-lo para que os webmasters (gestores de páginas web) possam trabalhar melhor a otimização dos seus websites.

Como aparecer no topo das pesquisas?

Depois de perceber a importância que o Google tem e como ele trabalha, as questões que surgem são dignas de serem feitas: «Como é possível aparecer em primeiro lugar? O que precisa de ser feito? Existe alguma fórmula de sucesso?».

Em primeiro lugar é importante saber que há duas formas para aparecer no topo das pesquisas, ambas implicam recursos financeiros e/ou humano-profissionais para o conseguir: o SEO e o SEA.

SEO vs SEA

A melhor forma de explicar a diferença entre as duas é fazer uma pesquisa como exemplo e analisar os resultados. Experimente pesquisar por “hoteis em sao tome”. Os primeiros três resultados que estão identificados com um ícone amarelo que diz “Anúncio” e os resultados na barra do lado direito identificadas com o mesmo ícone, são anúncios, logo SEA (Search Engine Advertising). Os restantes são os conhecidos por resultados orgânicos, que derivam de um trabalho em SEO (Search Engine Optimization).

Quando falo em SEA refiro-me ao Adwords, a ferramenta de publicidade da Google que representa 96% da receita da empresa. Adwords é uma ferramenta que permite a qualquer pessoa criar um anúncio segmentado para um determinado público e para determinadas palavras-chave. Quando as pessoas pesquisam no Google com uma das suas palavras-chave, o seu anúncio poderá ser apresentado nos resultados de pesquisa.

O Adwords destaca-se pela simplicidade (consegue criar campanhas em apenas alguns minutos), segmentação (é possível direcionar o anúncio para uma cidade, uma região, um país ou mesmo para o mundo inteiro), relevância (o anúncio é apenas visto pelos consumidores que procuram o seu produto ou serviço – potenciais clientes), rentabilidade (só paga apenas o que o anúncio converter) e flexibilidade (não existe orçamento mínimo, podendo ajustar quanto e como quer investir, a qualquer momento, sem custos adicionais).

Falando agora de SEO, é um investimento a longo prazo que dilui-se ao longo do tempo, permite aparecer no topo dos resultados das pesquisas associadas a determinada palavra-chave, logo, obter mais tráfego segmentado para público interessado no produto; fortalece um produto como referência no mercado, boas posições nas pesquisas desfrutam de uma melhor credibilidade para o utilizador; é de fácil monitorização uma vez que é possível analisar os resultados apenas provenientes do tráfego orgânico (tráfego proveniente do Google).

Estudos comprovam que os utilizadores clicam mais nos resultados orgânicos (SEO) do que nos links patrocinados (Adwords), porque estes são reconhecidos como tendo o selo de qualidade Google, enquanto os restantes são anúncios que qualquer pessoa pode criar.

Ainda que ambos os métodos apresentem vantagens e desvantagens, devem complementar-se numa estratégia de Search Engine Marketing (Marketing aplicado aos Motores de Busca).

Enquanto empresa, o Google é a oportunidade de apresentar os seus produtos e/ou serviços a potenciais consumidores que estão a fazer pesquisas associadas ao seu negócio.

Luís Torres, Consultor em Marketing Digital
WHIE – Agência de Marketing Digital
www.whie.pt
 

    2 comentários

2 comentários

  1. Arnald

    20 de Maio de 2014 as 14:05

    Interessante o conteúdo.

  2. H. Borges

    21 de Maio de 2014 as 18:05

    Interessante artigo.

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