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Casos de paludismo aumentaram 2% no primeiro trimestre de 2016

A situação do Paludismo em São Tomé e Príncipe conheceu este ano uma redução de 90 porcento dos casos. Em 2015 não se registou qualquer vítima mortal.

Comparativamente com o mesmo período ou seja em relação ao primeiro trimestre do ano 2015, registou-se um aumento de 2% de casos de Paludismo.

Segundo Hamilton Nascimento, coordenador do programa de luta contra o paludismo, o aumento deveu-se a recusa de pulverização intra-domiciliar por parte de alguma franja da população. A pulverização intra domiciliar que já vai no seu décimo ciclo é de extrema importância tendo em conta que é uma das estratégias mais eficazes e que tem trazido bons resultados, acrescentou o responsável.

O programa Nacional de Luta contra o Paludismo está a preparar a nova estratégia para que a Região Autónoma do Príncipe entre na fase de eliminação do Paludismo. Não tem havido casos autóctones de Paludismo no Príncipe.

Para Hamilton Nascimento vai ser reforçada a colaboração transfronteiriça quer na Região autónoma do Príncipe, quer na ilha de São Tomé. A vigilância vai ser eleita como uma das intervenções essenciais de base na luta contra o paludismo.

No entanto, o distrito de Lobata na zona norte do país, está identificada como um dos distritos, onde se regista maior caso de Paludismo. Tudo porque a população Lobatense mostra-se resistente e recusa abrir as portas de suas casas para a pulverização intra-domiciliar.

A coordenadora para Área de saúde de Lobata, a Médica Filomena Monteiro aproveitou o 10 º ciclo de Pulverização para apelar a população do distrito a abrirem as portas de suas casas, para facilitar os trabalhos dos agentes pulverizadores.

O dia Mundial de Luta contra o Paludismo ficou marcado com um acto central presidido pela Ministra da Saúde, Maria de Jesus Trovoada na sede da Associação Cabo Verdiana Kê Morabeza e sob o lema” Eliminemos o Paludismo para o nosso bem”.

Na sua alocução, o representante da Organização Mundial da Saúde, Zetesamele Coddy disse que é possível termos uma África sem paludismo até 2030 se houver uma forte coordenação e implementação de serviços e medidas definidas. Mecanismos eficazes de financiamento e de acompanhamento dos projeto devem ser adoptados.

Essas medidas segundo ainda Coddy, irão melhorar e potenciar a solidariedade existente a nível mundial e regional, e transformar a eliminação do Paludismo num movimento social ao nível de todo o continente.

Recorde-se que em Maio de 2015, a Assembleia Mundial da Saúde, aprovou uma nova estratégia técnica global para a Malária, com o objectivo de garantir o controlo e eliminação da doença entre 2016 e 2030.

Uma das metas preconiza a eliminação da Malária em pelo menos dez países até 2020.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Titano

    26 de Abril de 2016 as 15:11

    Isso seria novidade se houvesse empenho de todo, só sabem reclamar do povo sobre isso e aquilo, o problema do paludismo é de todos,se pensaram que bastava pulverizar estão completamente enganados, o insecto adora sujeira, o que de lixo temos no país ultrapassa a população do mosquito. De focos de mosquitos só para citar alguns, via de Rua Padre Martinho Pinto da Rocha, São João da Vargem, Mercado Novo, Mercado Municipal, Edifícios velhos e abandonados, não caberia espaços para citar todos. A pergunta é porque ainda continuam a apoiar este país????

  2. jorge de jesus

    26 de Abril de 2016 as 15:13

    Aqueles surdos e mudos que não aceitam pulverizar as suas casas, pondo a vida de todos os residentes deste país em perigo, que Diabo os Leve para o Inferno.
    Fui um dos torturados pelo paludismo. Sei quanto custa oo paludismo. Agradeço muito aos sucessivos governos e a cooperação taiwanesa por nos ter aliviado deste sofrimento. Mesmo assim existem uns atrasados mentais, que nem sabem o que estão a fazer para impedir oo desenvolvimento deste país.
    No entanto, as autoridades também têm culpa. A pulverização não pode nem deve ser algo voluntário. A equipa de pulverização devia estar acompanhada de autoridades judiciais e policiais para obrigar a estes estúpidos aceitarem a pulverização. O Governo devia aprovar um Decreto quue obriga as pessoas aceitarem a pulverização.
    A equipa de saúde, devia tomar os nomes de todas as pessoas que não aceitam pulverizar, de modo que quando aparecerem nos centros de saúde com paludismo, recusar fazê-los tratamento. Só as crianças seriam aceites por serem inocentes, mas todos os adultos destas casas deviam ir para a casca da rolha fazerem o tratamento.
    Quero apelar ao Governo e todos os órgãos de soberania, qua aprovem uma lei que obriga a pulverização nas casas contra o paludismoo. Por favor, façam-me este favor. Falo em nome próprio e em nome de todos aqueles que já sentiram na pele o horror do paludismo.
    Bem Haja STP
    JJ

  3. Sinto triste

    28 de Abril de 2016 as 15:05

    Até o final do ano passado estávamos a ir no bom caminho, rumo a eliminação do paludismo. Mas por causa de alguns ignorante e atrasados os casos vem aumentando, só neste trimestre dois casos pra quem estava a zero é muito. Por favor ajudem o CNE/PNLP!!!!! já temos o apoio financeiro do PNUD nos falta é unirmos para acabar com este mal de uma vez por todas. Rogo aos decisores que obrigam as pessoas a pulverizarem as suas casas para o bem de todos nós. O paludismo se voltar desta vez, vai ser para acabar com todos nós.
    Lembrem do que aconteceu na era do DR. Guadalupe de Ceita?????

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