Sociedade

Guiné-Bissau: Pnud ajuda a formar centenas de jovens voluntários para promover eleições 

Treinamento também aposta que muitos participantes jovens poderão se interessar pela política partidária envolvendo-se mais ativamente nos processos políticos de decisão; pessoas de 15 a 35 anos representam 40% da população guineense.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, apoia a formação de cerca de 900 jovens de duas organizações juvenis da Guiné-Bissau.

Após as sessões, os participantes devem capacitar formadores que ajudem a aumentar a consciência sobre temas que incluem a participação política.

Eleições

Um dos eventos envolveu 500 participantes da região oriental de Gabu e foi promovido pela Rede Nacional das Associações Juvenis, Renaj. O presidente da associação que junta 100 entidades juvenis é Guerry Gomes Lopes.

Falando à ONU News, ele explicou que um dos tópicos será a juventude na política, tendo em vista as eleições legislativas esperadas para os próximos três meses.

É uma oportunidade para discutirmos o processo das eleições de 18 de novembro. Vamos discutir em dois níveis, a parte da participação cívica e a participação politica.  A juventude precisa se esclarecer para ir recensear e votar, mas também ser proativa em sensibilizar e mobilizar as pessoas para que saibam votar no melhor projeto para o desenvolvimento e não votar por votar ou por compra de consciência.”

Assista ao vídeo de uma jovem líder guineese durante participação em reunião da ONU, em Nova Iorque.

 

Na 13ª. edição da Escola Nacional de Voluntariado participam militares, pessoas com deficiências e meninas, grupo que compõe mais de 60% dos formandos.

Representatividade

Lopes disse que a outra meta é formar jovens para que possam chegar a órgãos de decisão como a Assembleia Nacional Popular e ter maior representatividade no governo que deve sair das eleições de novembro.

“Queremos que a juventude reflita como é que pode chegar aos lugares de decisão no Aparelho de Estado. Quem é que assuma a maioria das estratégias dos partidos políticos? São jovens. São jovens que mobilizam as pessoas para votar num determinado partido…esses trabalhos não se refletem nos centros de decisão. Nós queremos uma juventude que vai participar no processo para pôr a sua agenda.”

Desde 2006, a Rede Nacional das Associações Juvenis já formou mais de 4 mil jovens formadores que estão a liderar projetos de desenvolvimento nas suas comunidades.

Desenvolvimento

As Nações Unidas também apoiam a formação do Conselho Nacional da Juventude, CNJ, marcada para a a ilha de Bolama, no arquipélago dos Bijagós. A Universidade Guineense de Juventude e Desenvolvimento vai juntar mais de 400 voluntários para discutir e elaborar projetos de desenvolvimento juvenil.

A coordenadora de campo de formação, Astrides Duarte Vieira, a metodologia global informal convida os jovens a pensar de um modo geral e agir localmente.

“Temos várias faculdades de formação desde gestão associativa, faculdade ambiental, faculdade de educação e saúde, de cadetes e meninas líderes. Achamos que é uma grande ferramenta para os jovens, sendo jovens bem instruídos vão mudar o paradigma da sociedade. Durante a campanha eleitoral vê-se muitos jovens a correr atrás dos políticos sem saber do seu programa eleitoral, queremos mudar isso. Queremos que os jovens tenham mais consciente na escolha dos governantes. ”

A meta da capacitação é criar uma agenda para os políticos antes, durante e depois do processo eleitoral em prol da maior ação no processo de desenvolvimento.

Segundo dados oficiais, pessoas entre os 15 e os 35 anos representam cerca de 40% da população guineense.

 

GUINÉ-BISSAU|PNUD|JOVENS GUINEENSES

 

 

    1 comentário

1 comentário

  1. Seabra

    23 de Agosto de 2018 as 19:26

    Guiné Bissau, está com problemas políticos, certo. Mas tem homens com muita coragem e determinados, que quando dizem não a um governo é um NÃO firme e não hesitante, mesmo sendo preciso for de mudar 10 vezes do primeiro ministro. Eís o valoroso de um povo que obteve a sua independência pelo suor e sangue do seu povo. Se fosse na Guiné Bissau, há já muito tempo que o PT-ADItinham sido des pacha dos de vez do país.
    Agora, que STP se ocupe do seu caso, e que faça bem e melhor para o seu “povo pequeno” , que sofre.

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