Sociedade

Jornalista Maximino Carlos homenageado pelo Conselho Superior de Imprensa

Foi várias vezes director da Rádio Nacional e da Televisão São-tomense. Cargos que ocupou por mérito e profissionalismo demonstrados durante cerca de 40 anos de carreira.

Maximino Carlos é uma voz, e uma imagem, que ficaram retidas nos ouvidos de várias gerações de são-tomenses. Do desporto à política, a notícia objectiva ganhou e continua a ganhar mais transparência pela voz e a dicção elucidativa de Maximino Carlos.

No quadro da celebração do dia mundial da Liberdade de Imprensa, o Conselho Superior de Imprensa homenageou o jornalista pioneiro da Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe.

«Não há palavras para exprimir quão profundo é este reconhecimento do Conselho Superior de Imprensa. Isto não representa o fim de uma carreira, mas sim, mais um tijolo que é colocado na construção desta liberdade de imprensa que nós temos vindo a pautar», referiu.

O galardão de reconhecimento foi partilhado com o outro decano do jornalismo são-tomense, Juvenal Rodrigues.

«E aqui na sala tenho um dos colegas que muito trabalhou para isto, é o Juvenal Rodrigues. Eu quando entrei na Rádio ele já estava lá. Pertence ao grupo dos profissionais são-tomenses que fizeram a transição do emissor regional para a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe», afirmou Maximino Carlos.

A longa experiência profissional permitiu ao jornalista dar uma pequena lição, no dia mundial da Liberdade de Imprensa. Uma lição de humildade, que deve orientar o profissional de comunicação social. O público, ou o povo é o nosso único juiz.

«Quero também dedicar este prémio a todos aqueles que me fizeram profissional, sobretudo a população humilde são-tomense, que na rua, nas repartições, nos transportes públicos fazem esse elogio. É para eles que nós trabalhamos afincadamente, para que possam estar informados apesar das dificuldades que nós conhecemos», pontuou.

No acto central da celebração do dia mundial da Liberdade de Imprensa, o Juiz Edmar Teixeira Presidente do Conselho Superior de Imprensa anunciou que o órgão fiscalizador havia reunido com todos os órgãos de comunicação social, e constatou que a censura e a autocensura tendem a dominar as redacções tanto nos órgãos de comunicação social públicos como nos privados que emitem a partir de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga 

FAÇA O SEU COMENTARIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top