Sociedade

Falhas sucessivas entre 2014 – 2018 provocaram subida de paludismo

O Ministro da Saúde Edgar Neves(na foto em baixo), chamou a imprensa para anunciar falhas na política de luta contra o paludismo que se registaram no país, e que provocaram sucessivos aumentos de casos desde o ano 2014 até o ano 2018. «De 2014 a 2018 fomos verificando um aumento de casos do paludismo em cerca de 300 casos por ano, e que veio a aumentar de forma mais significativa nas primeiras semanas do mês de Janeiro de 2019», referiu o ministro da saúde.

Aumento de casos, de ano em ano, desde 2014 até 2018, mas que segundo o ministro foram sempre camuflados. «Não podemos num processo desta natureza tentar camuflar ou não dizer aquilo que está efectivamente a acontecer», sublinhou.

O aumento de casos em cerca de 3 centenas por ano, e desde 2014  até 2018, não é razão para alarme. «Não há razões para alarme, mas sim há razões para estarmos preocupados», precisou Edgar Neves.

O Ministro apelou ao envolvimento de todas as forças vivas da Nação, para evitar que as conquistas que o país alcançou desde o ano 2004 na luta contra o paludismo, venham a ser postas em causa, por falhas sucessivas  de 2014 até 2018.

Falhas que quebraram a corrente de derrotas consecutivas que o paludismo vinha registando em São Tomé e Príncipe desde o início da luta contra a doença no ano 2004. «Houve ao longo desses anos(2014 – 2018) várias falhas na cadeia de luta contra a doença. Temos que aumentar a taxa de cobertura da pulverização intra-domiciliária. Temos que ter uma taxa de cobertura de pelo menos 80%, e estamos abaixo disso», relatou o Ministro da Saúde.

O distrito de Água Grande que envolve a capital São Tomé, o mais populoso do país, e também onde a insalubridade é enorme, destaca-se no grupo das regiões da ilha de São Tomé onde desde 2014 se regista o ligeiro aumento de casos de paludismo.

Os distritos de Lobata e de Lembá, que preenchem a região centro – norte da ilha de São Tomé são outros dois pólos onde os casos de paludismo tendem a subir.

O Ministério da Saúde aposta na intensificação da pulverização intra domiciliária como uma das acções para repor o paludismo no patamar onde se encontrava em 2013, ou seja, na fase de pré-eliminação.

Abel Veiga

    10 comentários

10 comentários

  1. ONDE MESMO?

    28 de Fevereiro de 2019 as 8:53

    Quanta falta faz TAIWAN. E o Pinta Cabra cortou relações com os mesmos apenas e só para prejudicar mais ainda o povo.

  2. Carlos Manuel

    28 de Fevereiro de 2019 as 12:18

    Caros Membros do 17º Governo
    Por favor. Agradecemos que deixem de justificar todos os casos com os do Governo anterior.
    Eu não tenho partido politico nenhum e vivo e viverei neste país toda a minha vida mas acompanho sempre o processo de desenvolvimento do meu país em todos os momentos. Durante o período do anterior governo, isto é, 2014-2017, tanto as instituições nacionais, Saúde, hospitais, centros de saúde, UNICEF, OMS etc. deram nota positiva em relação a baixa de paludismo no país. Foi o período que começou a vinda de muitos turistas ao país devido esta baixa. Eu pessoalmente costumo visitar o nosso hospital e as camas estavam quase vazias de paludismo. Toda a gente regozijava com a baixa desta doença no nosso país. Os deputados da oposição visitaram várias vezes o principal hospital do país e reclamavam por falta de cuidados essenciais, isto é condições de trabalho e falta de medicamentos, mas nunca disseram que estava a aumentar casos de paludismo. O actual Ministro de Saúde era o quadro da Saúde naquela altura e também compactuava com as estatística de baixa de paludismo que se apresentava na altura. O senhor estava todos os dias no hospital e nunca desmentiu na altura e nunca disse que o caso estava em aumento.
    Porque é que hoje vem com o discurso de que desde 2014 que começou o aumento. Mesmo se começou o aumento desde 2014, qual é o seu papel como Ministro da Saúde. Não é tomar as medidas para combater a situação?
    Tudo de mal que vocês estão a fazer tem que ser justificado com que o governo anterior fez? Vocês estão com uma nova governação, ou estão a fazer o que os outros fizeram. Basta de pouca vergonha meus senhores. O povo não quero saber se outro fez mal ou bem. O povo quero ver coisas boas e melhores feitas.
    Basta de justificações
    Bem Haja STP

    • TonyexMk

      28 de Fevereiro de 2019 as 20:22

      Excelente comentário.

      É típico das gestões políticas ou governamentais deitar as culpas nos anteriores, enfim!!!!

    • Vanplega

      1 de Março de 2019 as 5:42

      Factos são factos.

      Estatisticas são estatisticas

      Consciência é consciência

      Gente burra é gente burra

  3. TonyexMk

    28 de Fevereiro de 2019 as 19:44

    Se calhar é preciso chamar a cooperação de Taiwan, eram eles os principais dinamizadores da luta anti malária.

    Ou então peçam á RP China, só que acho que a China não está para aí virada, típico da cooperação Chinesa.

    Mas já que estamos habituados a ser pedintes, é pedir ajuda a todos, porque normalmente não sabemos fazer, nem temos dinheiro para nada.

    Stp tem cerca de 200 mil habitantes e é uma tragedia em qualquer tipo de gestão, ou mesmo a dar continuidade a trabalho já efectuado, aliás resultado de 43 anos de independência.

    Fui

  4. TonyexMk

    28 de Fevereiro de 2019 as 20:18

    Esqueci no meu anterior comentário, estas notícias afastam qualquer intenção de desenvolvimento do turismo.

    Mas como nunca se desenvolveu o turismo ou mesmo outras coisas, não é de admirar estes acontecimentos

  5. Clemilson brasileiro

    1 de Março de 2019 as 0:07

    O país só espera ajuda de fora nunca vi um país tão dependente dos outros do que São Tomé e príncipe que tão pequeno é que não consegui acabar com essa doença !

  6. Ralph

    1 de Março de 2019 as 5:06

    O paludismo é uma doença que tem sido erradicada na maioria do mundo e a ocorrência dela é completamente evitável pela adotação de medidas senstatas. Não deveria haver ninguem a sofrer dessa doença algures no mundo. Ao meu ver, é um assunto de sensibilização e assegurar que todos os agregados familiars tomem as medidas necessárias para previnr o espalhar da doença.

  7. Alberto de morais

    1 de Março de 2019 as 13:52

    Esqueceram de pedir à china? Está a tardar…

  8. Xavier

    5 de Março de 2019 as 14:42

    Cuidado com a pulverização! Há efeitos nocivos graves sobre a saúde das pessoas. As vezes o remédio é pior que a doença!

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