Sociedade

Quase 25% de todas as espécies do planeta podem ser extintas nas próximas décadas

Alerta marca o Dia Mundial da Vida Selvagem celebrado a  3 de março; para chefe da ONU, humanidade esqueceu o quanto precisa da natureza para sua sobrevivência e bem-estar.

“Sustentando toda a vida na Terra”, este é o tema do Dia Mundial da Vida Selvagem, marcado no dia 3 de março pelas Nações Unidas.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas e fragmentadas e não estão bem protegidas, tornando-as ainda mais vulneráveis à caça ilegal.

Foto: Banco Mundial/ Arne Hoel

O tema também está relacionado às metas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, como erradicar a pobreza, garantir o uso sustentável dos recursos e conservar a vida terrestre e marinha evitando a perda de biodiversidade.

ODSs
Atualmente, 25% de todas as espécies do planeta (todos os animais selvagens e tipos de plantas) corre risco de extinção nas próximas décadas. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, lembra que a data está alinhada com os ODSs 1, 12, 14 e 15.

A meta é abranger todas as espécies de animais e plantas selvagens como um componente da biodiversidade assim como os meios de subsistência das pessoas, especialmente as que vivem mais próximas da natureza.

Flora e fauna
Em mensagem sobre Dia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que a humanidade é parte inseparável do que chamou de “rica tapeçaria da vida que compõe a diversidade biológica”.

Ele observou que “todas as civilizações humanas foram e continuam a ser construídas com o uso de espécies selvagens e cultivadas da flora e da fauna, desde os alimentos” que são ingeridos até o ar que respiram.

O chefe da ONU afirmou que a humanidade parece ter esquecido o quanto precisa da natureza para a sobrevivência e o bem-estar. E à medida que a população e as demandas aumentam, os recursos naturais estão sendo explorados de maneira insustentável.

Ecossistemas
Segundo a Avaliação Global de 2019, o Painel Intergovernamental para Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas destacou o nível da atual taxa global de extinção de espécies, com “dezenas a centenas de vezes maior do que antes dos seres humanos habitarem o planeta.”

O secretário-geral alerta que “ao explorar demais a vida selvagem, os habitats e os ecossistemas, a humanidade põe em perigo a si mesma e a sobrevivência de inúmeras espécies de plantas e animais selvagens.” Ele pede que todos pressionem “por um relacionamento mais cuidadoso, atencioso e sustentável com a natureza”.

Infinidade
De acordo com o Pnuma, os animais e plantas que vivem na natureza têm um valor intrínseco e contribuem para os aspectos ecológicos, genéticos, sociais, econômicos, científicos, educacionais, culturais, recreativos e estéticos do bem-estar e para o desenvolvimento sustentável.

A agência observa que o Dia Mundial da Vida Selvagem é uma oportunidade de celebrar as muitas e variadas formas de fauna e flora selvagens e promover a conscientização sobre a infinidade de benefícios que sua conservação proporciona às pessoas.

Ao mesmo tempo, o Dia lembra a todos sobre a necessidade urgente de intensificar a luta contra o crime que afeta a vida silvestre e a redução de espécies induzida por seres humanos e que têm amplos impactos econômicos, ambientais e sociais.

Corais
Como parte da data, o Pnuma, em parceria com a Agência Oceânica, lançou a campanha Glowing Glowing Gone, que visa chamar atenção para a fluorescência do coral devido às mudanças climáticas.

A agência explica que a fluorescência do coral, ou coral “brilhante”, é a última linha de defesa antes que o coral morra e sofra com o chamado branqueamento. O objetivo da campanha é obter apoio público para inspirar políticas e financiamento para conservar os arrecifes de coral e salvar um ecossistema do qual todo o planeta depende.

Importância
O Pnuma destaca que os arrecifes sustentam um quarto de toda a vida marinha.

Eles são como “cidades subaquáticas”. Essas cidades superam as construídas pelos seres humanos e são extremamente importantes no ciclo de vida de várias espécies, atuando como viveiros, fontes de alimentos, estações de limpeza e criadouros.

Os recifes de coral também fornecem a meio bilhão de pessoas segurança alimentar e meios de subsistência. Eles são essenciais para sustentar a pesca saudável, que é a principal fonte de proteína para 3 bilhões de pessoas em todo o mundo.

Além disso, graças aos recifes, a pesca e o turismo geram centenas de bilhões de dólares por ano para a economia global.

    1 comentário

1 comentário

  1. Ralph

    5 de Março de 2020 as 0:22

    Os humanos são a espécie mais destrutiva que alguma vez tenha vivido no planeta, sendo responsáveis, direta ou indiretamente, pela destruição de tanta coisa ao longo da sua existência. Não parecem ser capazes de agir de uma maneira que dê conta dos interesses de qualquer outra espécie senão si próprios.

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