Sociedade

Mulheres saíram as ruas em manifestação contra a onda de assassinatos das suas colegas

Crime violento contra as mulheres tem sido rotineiro em São Tomé e Príncipe. Maria de Lurdes Pereira, mulher de 40 anos de idade, foi a mais recente vítima da modalidade de crime violento praticado no país contra as mulheres. Assassinada a golpes de machim(catana).

Para além da vítima do passado sábado em Boa Entrada, outras mulheres santomenses já passaram pelo fio do machim. Ainda no passado mês de Fevereiro, o Téla Nón deu a notícia de uma mulher que acabou com o crânio aberto por causa de golpes de machim desferidos pelo seu companheiro. Um companheiro que depois de um longo período em fuga, encontrou-se com a morte, após ter-se rendido e entrado nas instalações da polícia judiciária.

As mulheres de São Tomé e Príncipe consideram que são as principais vítimas da onda de crimes violentos que marca a actualidade do país. Se não for por golpes de machim, são assassinadas a tiro(já se registaram vários casos)…Ou então acabam sendo violentadas sexualmente.

A activista Celiza de Deus Lima, sempre marca presença nos protestos de rua e discursa, ou então fala para a imprensa.

«A onda de violência que o país tem vivido é simplesmente insustentável…. Não podemos conviver com a violência que tem havido contra as mulheres e contra as crianças. Esta é uma manifestação das mulheres de São Tomé e Príncipe, contra a violência de que tem sido alvo..», declarou a activista social.

A activista que é advogada de profissão, defendeu a alteração da lei de execução de penas, e também pediu que seja aprovado o estatuto da vítima.

A manifestação que percorreu a cidade de São Tomé na última quinta – feira, foi organizada pelas mulheres sobretudo da cidade de São Tomé, com o objectivo de denunciar e protestar contra o assassinato a golpes de machim da cidadã Maria de Lurdes Pereira, pelo seu ex-marido.

«Queremos justiça…só justiça…», afirmou um dos filhos da falecida. Durante a marcha de protesto em São Tomé, a filha da vítima disse que testemunhou o assassinato da sua mãe. «Ele assassinou a minha mãe a minha frente. Depois correu atrás de mim para também me assassinar…», frisou a filha.

Confrontado com as mulheres vestidas de preto, e em marcha pelas ruas da cidade de São Tomé, o governo reagiu num comunicado. Repudiou o acto bárbaro de assassinato cometido pelo cidadão Helder Soares Moreira no último sábado em Boa Entrada.

«Este tipo de atitude tem vindo a crescer na nossa sociedade….», reconheceu o Governo no comunicado que foi lido à imprensa, pela jornalista Idalina Martinho, na qualidade de assessora da ministra da justiça e dos direitos humanos, Ivete Lima.

O Governo aproveitou para «repudiar este comportamento desumano…. e endereça a família enlutada as mais sentidas condolências…».

O Téla Nón coloca a disposição do leitor, links que dão acesso aos vídeos da manifestação de quinta- feira na cidade de São Tomé.

https://www.facebook.com/100004572947735/videos/2059171630911915/

https://www.facebook.com/606674451/videos/10159546558804452/

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    18 de Junho de 2021 as 15:16

    Direito humano e igualdade de género ………….

  2. Vanplega

    18 de Junho de 2021 as 16:20

    Hà uma falta de autoridades em Sao Tome e Principe.

    O que temos:
    Corrupçāo e um deixar andar

    Os politicos, tenhem amor à PÀTRIA. Nāo

    Tenhem amor ao ROUBO do que ñ lhes pertencem

    E agora: continua a impunidade, crimes e roubo, roubo, è unica escola que eles aprenderam

  3. Seabra

    18 de Junho de 2021 as 22:27

    A violência contra a mulher que leva ao FEMINICÍDIO, existe em todas as camadas sociais,infelizmente. Esta QUESTÃO é abafada porque muitos homens políticos e bem posicionados na sociedade têm esta prática nos seus lares…eís uma das razões porque a autoridade minimiza e até mesmo não toma em consideração as várias QUEIXAS que as víctimas depositam. Elas continuam vivendo no perigo de morte por negligência das autoridades , que lhes deviam proteger.
    As MULHERES precisam de PROTEÇÃO da parte do ESTADO. É IMPERATIVO e urgente!

  4. José pires

    19 de Junho de 2021 as 12:13

    Esse Jorge está doido. Então polícia não protege a mulher o homem mata, os familiares e populares manifestam e são presos. Quem devia estar preso são vocês políticos de meia tigela.

  5. Anjo do Céu

    21 de Junho de 2021 as 12:13

    Mulheres têm ke lutar até ultima gota defendendo seus direitos. Correr em plena igualdade com os homens reconhecendo o papel importante que MULHER hoje exerce no mundo.
    Acabam com esse machismo tão acentuado no nosso País e nao só.

    Colocar MULHER mum lugar cimeiro para que haja respeito na sociedade. Experimentar uma MULHER na Presidencia da Republica.Direito e deveres iguais. Não tenham receio.Basta de Machismo apoiando uma candidata com capacidade de dirigir o País,Frente que é caminho.
    Maria das Neves toma posição.BEM HAJA

  6. Ôssobô

    21 de Junho de 2021 as 13:03

    “Denunciei 10 vezes e acabei morta”…”O estado não me protegeu”.
    Isto é uma dor que não tem fim!
    Julgo que a justiça santomense não é célere e não funciona.
    E se isso continuar, talvez a população começará a fazer a sua própria justiça.

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