Sociedade

Meio milhão de euros para investigação em saúde nos PALOP

A Fundação Gulbenkian e a Fundação “la Caixa” vão apoiar três projetos de instituições científicas dos PALOP – nas áreas do microbioma, cancro e COVID-19 –, num investimento de cerca de 500 mil euros até 2023.

Os projetos, selecionados por um júri internacional, são liderados por investigadores de Angola, Cabo Verde e Moçambique que participaram no curso de Gestão de Ciência, uma iniciativa promovida pelas duas fundações que decorreu entre 2018 e 2021 e que envolveu cerca de 50 investigadores nas três edições.

O Instituto Nacional de Investigação em Saúde, através do Centro de Investigação em Saúde de Angola, vai desenvolver o projeto “Helminth infections and allergic respiratory diseases. Does a neglected tropical disease influence a non-communicable disease?”. Este projeto tem como objetivo perceber a ligação entre a doença respiratória alérgica com a presença de helmintos (parasitas intestinais) e o papel que o microbioma intestinal possa ter na asma e no controlo dos helmintos. Este projeto é uma parceria com o Hospital Militar de Luanda e a Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa e é liderado por Jocelyne Vasconcelos e Margarete Arrais.

Instituto Nacional de Saúde de Moçambique foi outro dos vencedores do concurso com o projeto “Epidemiology and characteristics of SARS-CoV-2 infection among children and their households in Mozambique” liderado por Nilsa de Deus e Osvaldo Inlamea, para os próximos dois anos. O projeto consiste no estudo do SARS-Cov-2 em crianças de três escolas primárias de bairros urbanos, peri urbanos e rurais de Maputo. Os investigadores vão analisar a taxa de mortalidade e morbilidade nestas faixas etárias, assim como realizar um estudo epidemiológico e um inquérito de sero prevalência que permitirá perceber a exposição ao vírus pelas crianças.

Universidade de Cabo Verde vai desenvolver o projeto “Clinical-Pathological Characterization of PALOP`S Cancer – INCUBATOR”, um projeto que tem como objetivo perceber a incidência do cancro da próstata em Cabo Verde e Moçambique, fazer um estudo biológico, saber qual o subtipo mais frequente daquele que é o cancro que mais mata em Cabo Verde. Este projeto inclui ainda a criação do laboratório digital “INCUBATOR”, uma plataforma para a publicação de dados e informações para apoio ao diagnóstico do cancro da próstata. O projeto é liderado por Neidy Varela Rodrigues e Mamudo Ismail, numa parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique.

 

 

                                                                        Fonte :Fundação Gulbenkian 

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