Sociedade

STP já definiu o plano de acção para beneficiar do apoio da FAO

A organização das nações unidas para agricultura e alimentação, FAO, está a apoiar a iniciativa de transição de sistemas agroalimentares mais inclusivos, resistentes e sustentáveis, para uma vida melhor nos pequenos estados insulares em desenvolvimento de África. S. Tomé e Príncipe integra os seis países beneficiários.

O plano de ação nacional, contendo as áreas prioritárias no quadro da iniciativa foi validado esta terça-feira. “A nossa preocupação está na nutrição, no sistema de irrigação, na relação o homem e a natureza, ou seja, em ações para diminuir o impacto da ação humana na floresta e projetos de segurança alimentar e nutricional com enfoque para as crianças” enumerou o consultor nacional Mé-Chinhô Costa Alegre.

Enquanto um país arquipelágico, S. Tomé e Príncipe está sujeito aos efeitos perversos das mudanças climáticas que incidem em particular nas zonas costeiras e suas comunidades, no clima, na disponibilidade de água para a agricultura, nos recursos pesqueiros e na biodiversidade em geral, afetando seriamente a segurança alimentar e nutricional da população.

Daí que o projeto da FAO, segundo o representante do ministro de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, está em linha com os objetivos do governo para a melhoria da segurança alimentar e nutricional.

“A grande vantagem desta abordagem regional, reside na capacidade de mobilização de recursos de forma consistente, com as especificidades de cada país, seguindo um processo participativo. Gostaria, em nome do governo, agradecer a FAO pela iniciativa e afirmar o nosso compromisso em contribuir para que esta louvável iniciativa atinja os objetivos fixados” – sublinhou Armando Monteiro.

A proposta de S. Tomé e Príncipe será integrada no programa regional com vista a mobilização de fundo para a sua implementação. Para além de S. Tomé e Príncipe, beneficiam da iniciativa da FAO, Cabo Verde, Comores, Guiné-Bissau, Ilhas Maurícias e Seycheles. 

José Bouças

1 Comment

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  1. Alberto Desleal

    13 de Julho de 2023 at 11:06

    Uma vez mais, vemos a necessidade dum plano de ação sendo definido sem uma estratégia clara por trás. Parece que estamos colocando a carroça na frente dos bois ao validar um plano de ação sem ter uma visão abrangente e diretrizes estratégicas definidas.

    A iniciativa da FAO em apoiar a transição para sistemas agroalimentares mais inclusivos, resistentes e sustentáveis nos pequenos estados insulares em desenvolvimento da África é louvável. No entanto, é importante questionar se temos uma estratégia sólida para aproveitar plenamente esse apoio.

    As áreas prioritárias mencionadas no plano de ação, como nutrição, sistema de irrigação e segurança alimentar, são certamente importantes. No entanto, sem uma estratégia clara que defina como essas áreas se encaixam num objetivo maior e como serão abordadas de maneira integrada, corremos o risco de trabalhar em silos e perder oportunidades de sinergia e impacto significativo.

    Como país arquipelágico sujeito aos efeitos das mudanças climáticas, é essencial considerar as especificidades de S. Tomé e Príncipe e como essas questões estão interconectadas. Isso exigiria uma abordagem estratégica que abranja não apenas a segurança alimentar e nutricional, mas também a resiliência costeira, a gestão dos recursos pesqueiros e a conservação da biodiversidade.

    A mobilização de recursos é outro aspecto crítico que precisa ser considerado. É louvável que a abordagem regional possa facilitar a mobilização de recursos, mas é igualmente importante garantir que cada país envolvido tenha suas especificidades atendidas e que os recursos sejam alocados de maneira equitativa e eficiente.

    No geral, é essencial que tenhamos uma estratégia clara e abrangente que oriente a definição e implementação de planos de ação. Sem uma visão estratégica sólida, corremos o risco de fazer esforços fragmentados e não alcançar os resultados desejados.

    Portanto, é hora de pensar além do plano de ação imediato e garantir que tenhamos uma estratégia robusta para orientar nossos esforços em direção a uma vida melhor para todos em S. Tomé e Príncipe.

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