Em S. Tomé e Príncipe, muitas adolescentes tornam-se mães sem a preparação física, emocional ou financeira necessária para enfrentar os desafios da maternidade.
“Gravidezes indesejadas comprometem o futuro dessas jovens, afetam sua saúde física e mental e limitam as suas possibilidades de exercer plenamente os seus direitos”, destacou Nilda da Mata, Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável.
Esta realidade tem contribuído para o surgimento de famílias não estruturadas, marcadas por vulnerabilidades múltiplas que comprometem o bem-estar das jovens mães e das suas crianças.
“Para além das dificuldades materiais e da interrupção precoce do percurso escolar, estas raparigas enfrentam, muitas vezes sozinhas, o peso opressivo do estigma social”, destacou a governante.
Face ao problema, o Governo aprovou recentemente a Estratégia Nacional da Juventude, que orienta políticas públicas voltadas para o empoderamento e desenvolvimento da juventude santomense.
“Devemos garantir empregos dignos e rendimentos justos, capazes de assegurar estabilidade e permitir um planeamento familiar consciente”, prometeu a tutelar da pasta da juventude.
No entanto, trata-se de um objetivo que ainda está longe de ser alcançado. Até que o sonho se torne realidade, é preciso investir na prevenção.
“Os jovens devem ter acesso à informação fiável sobre saúde sexual e reprodutiva, conhecer os métodos contracetivos disponíveis e poder utilizá-los de forma segura e sem tabus”, advertiu Nilda da Mata.
A preocupação das autoridades surge no Dia Mundial da População celebrado sob o lema “capacitar os jovens para criarem as famílias que desejam num mundo justo e esperançoso”.
José Bouças
Vanilson Santos
15 de Julho de 2025 at 9:36
Ahhh pois… os jovens e as jovens já sacaram o segredo da vida: é bom demais para deixar para amanhã. E como ninguém avisa com clareza, nem educa com frontalidade, o “amanhã” vem com berço, fraldas e testes de gravidez escondidos debaixo da cama da avó.
Em São Tomé e Príncipe, o aumento “assustador” da gravidez na adolescência não é um fenómeno misterioso — é só a consequência natural de um sistema que fecha os olhos e abre as pernas da ignorância. Enquanto os adultos andam ocupados a fingir moralidade e a encher a boca com “valores tradicionais”, os miúdos já estão em modo experiência prática de ciências naturais — mas sem manual de instruções, nem preservativo. A verdade? Descobriram que é bom, sim senhor. Mas esquecem-se que depois do prazer vem a realidade: um bebé não é like no Insta — chora, caga e não tem botão de “desfazer”. Portanto, ou se começa a falar de educação sexual como se fala de futebol, ou vão continuar a nascer futuros adultos traumatizados de pais que ainda nem sabem ser adolescentes.