Sociedade

Protestos por obras inacabadas resultaram em intervenção das forças de segurança

As autoridades de São Tomé e Príncipe estão a apurar as motivações que levaram à recente onda de barricadas registada em várias localidades do país. Em comunicado oficial, o Governo sublinhou que todos os envolvidos em atos contrários à lei serão identificados e responsabilizados nos termos legais.

Com o apoio da Unidade de Intervenção Rápida da Polícia Nacional, das Forças Armadas, dos Bombeiros e de maquinaria pesada, o Executivo procedeu ao desmantelamento das barricadas erguidas ao longo da estrada que liga Bobô-Forro à Desejada, via que se encontrava intransitável desde segunda-feira.

A resistência de alguns populares foi respondida com disparos de advertência e resultou em várias detenções.

Em comunicado, o Governo reconheceu a legitimidade das reivindicações enquanto expressão democrática, mas reiterou que não tolerará métodos que comprometam a ordem pública e a segurança dos cidadãos. “As autoridades competentes estão a investigar a origem e as motivações destas ações, incluindo eventuais ligações a interesses organizados com o objetivo de desestabilização”, afirmou Vera Cravid, Ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher.

O Executivo admite a possibilidade de manipulações por detrás da recente onda de barricadas. “Existem indícios preocupantes de mobilização e funcionamento informal de cidadãos para sustentar tais práticas, o que será objeto de um apuramento rigoroso”, acrescentou.

As forças de defesa e segurança foram mobilizadas no terreno, em regime de prontidão, para assegurar a manutenção da ordem pública. “O Governo assegura que todos os responsáveis por atos que violem a lei serão responsabilizados nos termos legais”, reforçou o comunicado.

As barricadas erguidas ao longo da estrada que liga os distritos de Mé-Zóchi e Lobata surgiram em protesto contra as más condições da via, cujas obras de reabilitação tiveram início há cerca de cinco anos, mas permanecem inacabadas devido a constrangimentos financeiros.

José Bouças

1 Comment

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  1. Colomicha

    31 de Março de 2026 at 6:57

    Necessário dar formação às forças de defesa e segurança, nomeadamente polícia nacional, de modo quando tiverem que actuar, a sua primeira função é e deve ser a proteção e segurança das populações e cidadãos, a salvaguarda dos direitos humanos, mas se de alguma forma as devidas intervenções, resultar de alguma forma em danos físicos, ou morais aos cidadãos devem ser primeiros a prestar socorros e apoio, pois trata-se de cidadãos São Tomenses seus iguais, deferindo da farda e função que têm ou lado ou posicionamento que estejam,…

    Nas detenções vimos uma cidadã, que acabou por ser ferida na detenção, sangrando logo deve ser prestado assistência médica de emidiato, pois trata-se de perda de sangue, que poderia condicionar a vida da cidadã.

    Vimos também a quando da actuação para conter manifestações e protestos, um agente da polícia a apontar arma aos cidadãos, pratica incorrecta de manuseamento de equipamentos militar, falta de formação preparação, para além de as forças de proteção e defesa não estarem devidamente equipados, capacetes, botas, equipamentos de choques, cavalos, cães, nestas situações, pelo que as populações arremessaram pedras e objectos aos agentes, que constituição uma violação grave, a lei , ou a actuação das forças de proteção e segurança, estavam a fazer o seu trabalho.

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