Os cidadãos são-tomenses constituem hoje a comunidade estrangeira que mais rapidamente cresce em Portugal, segundo um relatório do Instituto português de Estatística divulgado esta semana.
Em apenas quatro anos, o número de residentes quase quadruplicou: de 12.875 em 2021 para cerca de 46.731 no final de 2025 — um aumento de 263%, o mais expressivo entre todas as nacionalidades.
Este movimento traduz-se em famílias separadas e decisões difíceis, como relatou o emigrante Jess Veiga, que sublinhou os desafios da integração e da legalização.

As razões repetem-se: trabalho, estudos e melhores condições de vida, sobretudo entre os mais jovens, com impacto direto na mão de obra do arquipélago.
O empresário são-tomense José Alves Esteves revelou ter perdido 40 profissionais preparados para contribuir no país.
O fenómeno reacende o debate sobre políticas capazes de criar oportunidades internas, como defendeu José António Esteves.

A tendência não é exclusiva de São Tomé e Príncipe: Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau também registam crescimento das suas comunidades em Portugal, sinal de uma realidade partilhada no espaço lusófono.
José Bouças