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Patrimônio nacional, ruínas e sucata

Patrimônio nacional, ruínas e sucata:

O desvanecimento dos elementos físicos da memória histórica em São Tomé e Príncipe 

Xavier Muñoz Torrent

geógrafo

Os meios de comunicação são-tomenses, as redes sociais e alguns foros acadêmicos especializados estão a denunciar constantemente o avançado estado de degradação (e mesmo a perda) do patrimônio nacional. Paralelamente, os discursos de responsáveis políticos e de expertos consultores estão a sublimar a necessidade de desenvolver o setor turístico utilizando esse ingente patrimônio como elemento diferenciador da oferta.

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E, efetivamente, não são poucas as propostas alternativas às atividades de resort que aproveitam a cultura de plantação para oferecer excursões guiadas nas antigas roças ou percursos pelo mato humanizado, ou mesmo ultimamente pelos próprios espaços urbanos, que são especialmente agradecidas pelos visitantes estrangeiros, ávidos de adicionar mais alguma coisa que banhar-se na praia ou tomar o sol ou agüentar aborrecidos entretenimentos de salão (coisas para as quais não é preciso deslocar-se a um destino tão caro como São Tomé).

 

Com tudo, resulta chocante, quando menos incoerente, que nem as autoridades nem os proprietários, nem as pessoas, companhias ou instituições que por acaso tem em concessão roças onde há elementos desse patrimônio, não façam nada ou praticamente nada (salvo contadas e honrosas exceções [1]) por manter ou devolver esses elementos ao seu estado original e à atividade, para assim abundar nessa proposta diferente de turismo, baseada na história e na cultura, ou mesmo para dar-lhes novos usos, por exemplo, na sua adaptação a formas singulares de hotelaria e restauração, ou simplesmente a alojar serviços públicos ou, como houvesse sido o habitual, seções de administração de explorações ou cooperativas agrárias.

Há uns anos (2014) nos surpreendeu a todos o desmoronamento do pavilhão esquerdo do monumental Hospital de Agostinho Neto (antiga roça Rio d’Ouro), um dos mais famosos emblemas que foi do país, cuja imagem icônica foi largamente reproduzida em postais e guias turísticas, mesmo nos bilhetes de banco. E mais ainda nos surpreende que depois desse tempo e de um vácuo lero-lero, o edifício continue mal ou pior, sem nenhuma reconstrução, nem também não nenhuma intenção real de fazê-la.

 

No passado março de 2018, o artista e prezado amigo René Tavares, na sua conta de Facebook, influente, se somava ao espanto, também pontualmente noticiado por Tela-Nón, da queda do edifício da roça Amparo II (magnífico exemplo de arquitetura colonial francesa com toques de barroquismo português nas ornamentações exteriores), que há anos, depois de ser sede de diferentes programas de desenvolvimento e outras atividades de ajuda social, tinha sido concedida à Ordem dos Advogados, para depois ser devolvida [2]. Não sentem imensa vergonha os seus concessionários e os responsáveis do patrimônio do Estado por ter possibilitado, já seja por omissão, a aceleração do processo de degradação e queda final do que foi um edifício único no país?

 

Mas, as suas Excelências: qual vai ser o próximo casarão em cair? Talvez o de Boa Entrada, de Porto Alegre, de Vista Alegre, de Plancas, de Praia das Conchas ou de Uba-Budo, ou mesmo insignes edifícios no centro da Cidade de São Tomé… se vão juntar à perda quase irreversível do Hospital de Ribeira Peixe, do Hospital de Água Izé ou de tantos outros edifícios históricos ruídos dos quais já nem apenas se intui a sua silhueta no chão?

Mais ainda: agora nos chegam comentários preocupantes sobre a degradação das estruturas dos dois imponentes aviões Lockheed L1049H SuperConstellation (“Connies”) que ficam junto ao aeroporto de São Tomé, os que durante tempo se conservaram pela direção do restaurante “As Asas do Avião”, e que constituem o último vestígio da ponte aérea de ajuda humanitária ao Biafra, esforço titânico que empreenderam um punhado de ONGs internacionais no fim dos anos 60, e que emergiam, de fato, como um monumento de memória histórica daquele período, no qual São Tomé teve um papel crucial [3]; mas também de reconhecimento, com a sua preservação, a tantos e tantos outros atos de ajuda humanitária no mundo.

O risco de destruição final nos causa especial tristeza aos que, desde todas as partes do globo, solicitamos a sua preservação e sugerimos a sua conversão num centro para o estudo da memória histórica. Finalmente a ignorância, a absoluta desídia ou a impotência das autoridades, uma atitude negligente ou intencionada, e mesmo os ganhos da sua hipotética venta como sucata podem vencer às súplicas internacionais de manter essas asas em pé, como um elemento desse patrimônio a valorizar na cultura e na história são-tomense, mas também evidentemente como um novo objeto de aproveitamento para essa política diferenciadora da oferta. A sua desaparição constituiria um novo atentado contra a história e a cultura, mesmo contra a memória dos mortos em Biafra, um novo ato de total falta de sensibilidade, e de falta de visão das oportunidades que poderia abrir-se para o desenvolvimento de um novo recurso na oferta de atrativos propícios para articular uma política diferenciada de promoção nacional, particularmente dirigida com especial força ao mercado africano, que é quem realmente poderá converter-se no meio prazo (se não o está a fazer já agora) na alternativa aos clientes europeus.

Mas os aviões começam agora por desvanecer-se nas imagens do Google Earth ou no Open Street Map (talvez a sua imagem, outrora nítida, se confunde agora com as construções que lhe foram anexadas, ou por uma lona quiçá, a modo de esticado telhado, e o seu jardim se mimetiza com uma zona de armazenamento de viaturas, similar à que pode ter uma zona industrial), como advertira Volker Schreiner aos membros do projeto “Constellation Survivors Web” [4]. Tal desvanecimento, ainda que virtual, acendeu todas as alarmas.

De fato, a perda desse patrimônio também seria um grave atentado contra a economia nacional: sabe alguém verdadeiramente qual é o seu valor, não apenas em termos monetários (que vai perdendo ano após ano com o abandono e o vandalismo ao que estão submetidos), senão em incomensurabilidade de serem elementos físicos de uma cultura e da paisagem e, por tanto, atrativos diferenciais de um país? Que outro país do mundo tem esse patrimônio e o dilapida dessa maneira? Que governantes se desentendem de manter as heranças da história? Talvez talibãs ou membros do DAESH derribando Budas ou dinamitando complexos arqueológicos inteiros? Os efeitos são os mesmos.

Ninguém reparou na opção de criar lá, nos Aviões, um espaço de exposição e atividades a dar especial singularidade ao complexo do aeroporto, aproveitando a possível integração desses restos para projetar uma imagem bem internacional da cidade e do país, ao tempo que se recuperavam os vestígios da ponte aérea, e se provocava, além da admiração pela idéia de dar ênfase do apoio à ajuda humanitária, um lugar para o debate aberto da história contemporânea de África, de ágora para a resolução de conflitos, de centro de documentação, sala de exposições, etc, de lugar para a difusão da cultura da paz, da cultura da humanidade por em cima da violência, também para servir de lugar de convívio, de difusão e merchandising de todo o relativo ao fato histórico. Mas agora é preciso atuar antes que o fato seja consumado e a sua perda se adicione à lista dos recursos desperdiçados absurdamente. Onde estão os pró-homens da cultura e da economia a defender de novo esse patrimônio, a criticar, a atuar para evitar essa degradação?

Com tudo, o pior de todo isso, dessa desídia e insensibilidade, dessa falta de visão, inadmissível numa governação moderna, é que vai in crescendo, e vai criando na gente um esquecimento pelo que esse povo foi, para que as lembranças dos tempos passados se desvaneçam sem nenhuma piedade, sem nenhum respeito, materializado na queda desses edifícios históricos, com a redução a ferrugem de monumentos da história contemporânea, para que talvez nenhum jovem nem velho possa lembrar-se mais do que os antigos tiveram que trabalhar ou viver para chegar até este ponto, para evitar que, em essência, ninguém possa reagir contra um status quo de alienação mental, que afeta à essência mesma do futuro do povo são-tomense. Talvez seja que a memória histórica são-tomense nos últimos tempos haja sido reduzida também a sucata e vendida a custo zero a tratantes de mediocridade, mestres da destruição ou, pior ainda, a geradores perversos de ignorância e obscuridade.

Os povos ou os países forjam-se a base de valorar e manter viva a sua história, de apreender dela, de identificar-se com todos os seus capítulos, com todos os seus protagonistas, dos que tiveram a sorte ou a desgraça de vivê-la em primeira pessoa, mesmo dedicando-se em corpo e alma, para fundir-se nela, sem os quais a história nunca tinha acontecido e nunca poderiam transmiti-la como herança e aprendizagem, nem menos ainda perguntar-se se algum dia também poderiam ser eles os protagonistas. E agora desalmados espíritos indolentes e destrutivos atentam mais do que terroristas contra essa alma, fazendo-a pedaços.

Vamos ter que gritar bem alto um novo “Nunca mais!” e que isso se reflita na agenda política, na implementação das políticas culturais e também nas políticas turísticas, de mãos dadas; também da política econômica, introduzindo uma revisão urgente do sistema de concessões sobre bens públicos e um novo protocolo para a gestão inteligente do patrimônio nacional e um plano para sua recuperação, muito especialmente nas condições estritas para a sua concessão e nos mecanismos de seguimento e fiscalização efetivos e, no seu caso, de revogação; condições que devem transmitir-se aos parceiros e mecenas, aos aliados internacionais, e também às comunidades locais, para que participem conscientemente e decididamente na recuperação e valorização do patrimônio são-tomense, pois além da onda de destruição, também se dão boas práticas, ainda que excepcionais, que, com essa valoração histórica e o respeito pelo ambiente, repercutem positivamente sobre a criação de postos de trabalho e na geração de novos negócios e economias de escala, que deixem rendas no país, e também na regeneração de lugares de residência; práticas que é preciso reconhecer, salientar, promover e facilitar.

Notas

  1. Honrosas exceções como os projetos, em São Tomé, na roça São João, na roça Micondô ou na roça Monte-Forte, ou no seu momento a roça Bombaim ou a aproveitamento do Hospital de Diogo Vaz como escola e centro de formação. No Príncipe, a roça Ponta do Sol, a roça Belo-Monte, e mais recentemente a recuperação da administração de Sundi como hotel. Também é de mencionar que em 2014 o governo de Gabriel Costa também se postulou e anunciou atuações em pró da manutenção do patrimônio, mas em essência pouco ou nada se materializou por parte da iniciativa pública.
  1. A Ordem dos Advogados, em setembro de 2017, ante a incapacidade de disponibilizar recursos para a reabilitação do edifício da administração de Amparo II, o devolveu à Direção do Patrimônio. Já nessa altura o edifício tinha a ameaça de ruína, à vista da total desproteção da casa do freqüente vandalismo e roubo de materiais. Ver os artigos já publicados em Tela-Nón.
  1. A consultar sobre esse tema os artigos da série Biafra e a ponte aérea de São Tomé, recolhidos na web da Associação Caué, Amigos de São Tomé e Príncipe em Barcelona:

http://www.saotomeprincipe.eu/caue_projetos/caue_activitats/caue_biafra2011.htm

  1. Antecedentes na web de Constellation Survivors

 http://www.conniesurvivors.com

 

 

    19 comentários

19 comentários

  1. Mario Andrade

    4 de Fevereiro de 2019 as 17:25

    Muito bom artigo, mas os políticos santomenses estão mais preocupados em roubar e depois construir horrorosas mansões no campo de milho com a areia das praias, como a Fernando Dias, ou mesmo destruir as praias para construírem horrorosas propriedades como aconteceu com a praia das conchas.
    Os 5 anos de licenciatura lá fora não bastam para um africano que vem de um bairro de pau-a-pic aperceber-se que a arquitetura e o ordenamento de um país são também a base do bem estar e no caso de São Tomé uma fonte de atração turística. É inútil alertar, ainda não conseguem perceber.

  2. Metido a Besta

    4 de Fevereiro de 2019 as 17:52

    Muito triste e eu que trabalhei na central tefefonica conheci de perto todo estes patrrimonio historico quando reparamos ou na instalacao de novas linhas e depois durante servicos militar em Sao Tome e Principe,

    30 anos depois voltei a Sao Tome, em 2016 e fiquei triste com o estado de abandono de Edeficio de patrao e o escritorio de Agua Ize onde algumas familias habitam no residem reis chao.

    Nao me pareceu que tal edeficio apresenta estabilidade minima para habitacao e ate isso Autoridade nao existe para zelar nem para o bem estar de um edificio historico e muito menos o bem estar de populacao que ocupam p stais edificios ilegalmente.

    Comeram e destruiram tudo que gente malvada e ruim.

    Nao ajudam empresarios nacionais e so empoe uma taxa exorbitante que leva o capital e o lucro.

    Depois de varias critica dos empresarios so agora que o FMI vem defender o melhor ambiente de negocios.

    A muito que empresarios Sao Tomense, Angolanos e Cabe Verdiano vinha reclamado as melhores condicoa para trabalharrem , fazendo negocios .

    Juntei a minha voz ao dos referido empresarios e o Governo da Cabo Verde respondeu com uma linha de credito e a fundo perdido alinhado a credito boneficado, Angola reformulou as taxas de Alfandiga com reducao .

    E Sao Tome ???? Aumento a taxa para 120% onde o custo de produto ja colacao em Sao Tome incluindo transporte custou € 4.000.00 e o governo taxou € 5000.00 e o lucro bruto seria € 3000.00 .

    a venda seria no totaL € 7000.00 e o governo de parasita de ADI cobrou 5.000.00 mais 4000.00 de custo de pruto e tramsporte perfazem o custo total de 9.000.00 .

    Quando no mercado de Sao Tome o valor comercial seria de € 7.000.00

    O ADI e P Trovoado nap passam de bandos dos estudidos que nada entendem de governacao nem tao pouco de negocios ,

    Investi € 4.000.00 mil e fiquei a arder sem lucro nem o capital e isso explica o estado de abandono de maioria das estructura em Sao Tome.

    Enquanto ministros de direitores de servicos constroem hoteis , vivenda e sao done de tudo e mais alguma coisa , como pode?

    Gatunos , corruptos e fornicadores que so sabem usurparem dos bens alios ate mulheres de outtrem.

  3. Tony

    4 de Fevereiro de 2019 as 18:15

    Após 43 anos, o que fizeram??
    Somente roubaram e destruiram, em primeiro os Srs Governantes após Independência, sem qualquer exceção, depois o povo por sobrevivência e falta de conhecimento.
    Depois vejo todos os anos e em todos os governos que o turismo vai florescer, agora pergunto como? Com destruição e miséria, acho que não, jamais.

    Stp não tem condições para ser estado independente, após 43 anos está mais que provado. Tambem na economia não tem relevância para que exista investimento externo.

    Agora se um empresários quiser a concessão de uma roça para promover uma unidade de turismo, tem tantos problemas para resolver que desiste, e o estado somente mantém a destruição.

    Não têm condições para se governarem….

  4. Alberto de morais

    5 de Fevereiro de 2019 as 6:16

    Está tudo dito
    Gente ruim

  5. Gentino Plama

    5 de Fevereiro de 2019 as 19:20

    Pois é a mentalidade. Os colonos não nos ensinaram a valorizar coisas, a não ser trabalhar a chicotadas. Mesmo assim, poderíamos nós vermos de que, estes elementos são singulares e que enriquecem a paisagem urbana, bem como o nosso quadro infraestrutural e arquitetural. Anos após anos, Governos sucedendo outros, todos eles com ministro e ministério de infraestrutura, nenhum com o crânio para fazer ver e ouvir de que no País existe enumero edifício a clamar pela reabilitação ou mesmo a recuperação.
    Existiu, existe e provavelmente existirá jovens, homens e mulheres a procura de meio para sobreviver. A falta de trabalho é gritante, mas Há trabalho, a questão é que a entidade governamental continua ignorante perante certas matérias. A recuperação destas relíquias, diminuirá significativamente a falta de trabalho no País.
    Infelizmente, as pessoas não veem ou não querem ver o País a progredir. Há muito trabalho. Se o governo não tiver a cobertura para tal, existe a cooperação. Estou em crer que os são-tomenses não têm o amor a Pátria. Veem que o primeiro ministro de cabo-verde construiu na sua legislatura 4 Aeroportos Internacional. Tenhamos Vergonha.

  6. Renato Cardoso

    5 de Fevereiro de 2019 as 21:13

    A incúria agregada a memória suicida consubstanciam esta passividade ou falta de amor próprio.
    Caso para dizer andam loucos!

  7. Xavier

    6 de Fevereiro de 2019 as 14:00

    Com tudo, acho que é momento de passar à ação: plano de recuperação, catalogando oficialmente, estabelecendo prioridades e possíveis vias de financiamento, assím como possíveis novos usos para os edifícios/espaços recuperados

    • XXXXXXXXX

      7 de Fevereiro de 2019 as 16:14

      Concordo plenamente!!!

  8. José Mendes

    6 de Fevereiro de 2019 as 14:43

    Deixe de reclamar e execute, Europa é o que hoje diz-se ser não pelo estado mas pelo cidadão que tinham bens, fez e entregou ao estado faz você também, Historia deve ficar na Historia se a Europa não tem memória pelo seu erro porque teria a África de ficar com a memória? Por não acusa-lo do crime contra Humanidade e exigir a respectiva indemnização pelas vidas perdidas?
    Escreva coisa com sentido e não bobagem.

    • MIGBAI

      7 de Fevereiro de 2019 as 14:06

      És mais um palerma nesta terra destruída pelo comunismo trazido pelo ponto da costa.
      Vai-te lavar.

    • Xavier

      8 de Fevereiro de 2019 as 8:29

      Quem deve executar é o proprietário desse ingente patrimônio que é o Estado santomense. Nós podemos advertir da perda, sugerir atuações, mesmo pressionar para que se façam (e isso não é “bobagem”),… mas quem tem as rédeas nesse assunto é o Governo da nação.

      • XXXXXXXX

        9 de Fevereiro de 2019 as 18:37

        Sim, mas podem ser criados grupos de pressão. E a imprensa pode jogar um papel importante, agora que o protofascismo acabou.

  9. MIGBAI

    6 de Fevereiro de 2019 as 16:11

    DEVOLVAM as roças aos verdadeiros donos para que estes as voltem a dinamizar.
    Estou farto de alertar para a necessidade de acabar com a propriedade coletiva imposta pelo comunismo trazido pelo pinto da costa e avançar com a devolução das roças aos donos.
    Infelizmente a raça negra é assim mesmo, não faz, nem deixa que os verdadeiros donos fazerem.
    Terra minha, como estás completamente destruída pelos novos colonos pretos que aqui aportaram com uma única intenção, ENGORDAR!

  10. XXXXXXXXX

    6 de Fevereiro de 2019 as 16:41

    As roças coloniais, esta parte tão determinante e tão traumática da nossa história e da nossa identidade, devem ser preservadas. É preciso salvar o que for ainda possível salvar. Agir.

    • Xavier

      8 de Fevereiro de 2019 as 8:33

      De fato, se estou bem informado, no registo da propriedade ainda constam os antigos proprietários, se bem também há o decreto de nacionalização (mas não está apontado no registo). Segundo isso os antigos roceiros poderiam reclamar a propriedade.

      • MIGBAI

        8 de Fevereiro de 2019 as 20:33

        Já cá estiveram antigos donos com vontade de dinamizar e implementar turismo rural e outras actividades empresariais que iam criar riqueza e imensos postos de trabalho. Coitados tiveram que ir embora porque está negrada de oportunistas e colonos negros quase que os iam levando ao desespero. Não dá para entender este meu povo e muito menos estes governantes oportunistas.

        • XXXXXXXXXXX

          9 de Fevereiro de 2019 as 14:57

          Agente provocador branco…

          • MIGBAI

            10 de Fevereiro de 2019 as 12:57

            Branco só mesmo os dentes e o coração. O resto é igual à maioria da escumalha que tomou conta de STP e que teima em arruinar totalmente as ilhas.

  11. Barão de Água Izé

    9 de Fevereiro de 2019 as 7:53

    Privatizar, não concessionar, deverá ser a regra para mudar o modelo econômico. O fim das Nacionalizações tem que ser o caminho para se recuperar o País.

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