Análise

O Despertar do Nacionalismo

No dia 11 Julho de 2012, a meia-noite, numa quarta feira de gravana, na Praça Nobre da nossa cidade, pela primeira vez, senti o valor e a essência da independência do meu País, quando vi o Presidente da República Drº Manuel Pinto da Costa a receber a Chama da Pátria que simboliza o calor, o brilho da Nação e a unidade dos santomenses. Tive a certeza de que o País estava a renascer .

Num período singular da sua magistratura, 20 anos depois, volta a ser eleito Presidente da Republica, recebe nas mãos de um jovem a chama da Pátria e coloca no Brasão da rotunda da nossa praça, onde pela primeira vez, se “ouviu hastear da Bandeira Nacional, os acordes e a letra do nosso hino Nacional Independência Total Glorioso, Canto e Povo” escrito pela nossa grande sofredora, lutadora e sabia Alda do Espírito Santo, combatente da Pátria pela valorização da dignidade dos santomenses.

Naquela praça nós os santomenses tornamos livres, libertamos da opressão do colonialismo português e consolidamos a independência.

A independência valeu a pena.

A nossa liberdade não tem preço.

Para mim, uma simples cidadã e jovem da Independência que sou,  o 37º Aniversário da Independência  foi um momento solene de alegria, de emoção, e confesso, despertou em mim o orgulho de ser santomense.

A Praça da Independência voltou a ser um palco privilegiado de resgate dos valores do patriotismo e do nacionalismo. Não tenho palavras para explicar esse sentimento despoletado na profundeza da minha alma, quando vi aquele fogo ardente num período da Democrácia iluminando o rosto do Presidente Pinto da Costa e de milhares de São-tomenses que aplaudiam e acenavam.

Naquele momento, percebi que estava a haver um convívio de gerações e apreendi a valorizar, muito mais, os esforços daqueles que lutaram para que hoje tornássemos um povo livre da escravatura do colonialismo e construtores do nosso próprio destino.

Feito em S. Tomé, 12 de Julho de 2012

Chady Elayne Borges

    5 comentários

5 comentários

  1. beto

    17 de Julho de 2012 as 20:05

    jeitoso miúda! a ver se o senhor Pinto ou alguém próximo a politica, te tira dos correios e te dá um melhor job.

  2. eu

    18 de Julho de 2012 as 9:44

    Essa é pau mandada do velhote António Quintas. Tanto ela como o namoradinho dela o Quintas fizeram tanto na ultima campanhã presidencial e no fim não viram nenhum tacho. Que pena! Agora é questão de fazer umas graxas e umas queixinhas para ver se sai tachos. Assim mesmo vai em frente eu te apoio. O mundo foi feito para espertos. Quem pode pode. Se eu tivesse oportunidade tambem fazia o mesmo, quem esta lá fez, porquê eu não posso fazer?

  3. conóbia cumé izé

    19 de Julho de 2012 as 9:37

    A ESPERANÇA ALIMENTA A VIDA.NÃO SE PODE POR EM CAUSA A INDEPENDENCIA ENQUANTO DIREITO SAGRADO DOS POVOS A AUTO DETERMINAÇÃO E A INDEPENDENCIA. O PROBLEMA ESTÁ NOS HOMENS. QUANDO OS SANTOMENSES QUIZEREM O STP TERÁ OUTRO RUMO. ECONOMIA EXISTE;PRECISAMOS DESENVOLVER CAPACIDADES PARA GERAR RECEITAS E CONSEQUENTEMENTE A JUSTA DISTRIBUIÇÃO DISTRIBUIÇÃO. TESOURO VAZIO APELOS PARA GENTES DE BARIGA VAZIA É OTOPIA PURA. FUI

  4. Argenezio Antonio Vaz

    19 de Julho de 2012 as 11:07

    Oi, na verdade 37 anos passaram, e parece que o Pinto tinha 37 anos quando chegou em STP para receber o Pais. Pois é, quando recebes algo de mão beijada, não sabes quanto custa algo, é deficil que dê bons resultados. Se olharmos para a foto e para aqueles que não sabem, em 1974, o povo não conhecia o Pinto , assim como os outros e por isso estamos hoje assim.
    Sera que vamos passar mais 37 anos no LEVE LEVE?

  5. contracurva

    20 de Julho de 2012 as 10:12

    Realmentte convenhamos nos ultimos o marcante 12 de julho tem sido sido um dia comum, neste ano as coisas foram diferente.
    Este ano vivemos a nossa independência mesmo com dificuldade mostrou o valor da data ouviu se cantar o hino .

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