Opinião

E  se a carapuça me servisse…

Hum será? Veremos no fim dessa narrativa se a carapuça realmente me serviu. O estimado Doutor Adelino Pereira na sua legitima “Indignação”, denunciou do que na sua perspectiva será mais um caso de corrupção envolvendo políticos e autoridades santomenses. Digo bem na sua perspectiva, pois até onde é do meu conhecimento não creio que assim seja.

Porque já venho habituando as pessoas, com o meu franco verbo, em resposta as cutucadas, veladas ou não, que de vez em quando me são endereçadas, ímpeto próprio de quem não leva o desaforro para casa, sou a bem da verdade elucidar a quem assim o quiser, o que realmente se passou com o terreno, atração principal do enredo que nos propôs o Ex – Procurador da República.

Não o faço para o deleite daqueles que se escondem atrás de pseudónimos, os  CRSs como no passado recente assim os apelidou o Alcídio Montoia , quando ainda esses “populavam”  a primeira rede social que conheci, o Yahoo Group.

Faço – o sim, para aqueles que como eu , usam a dignidade da sua identidade pública para dizer o que sentem , vai  daí usufruírem do meu respeito  pessoas  como o próprio  Adelino Pereira, o Alcídio Montoia, o Adelino Cardoso Cassandra, o José Maria Cardoso, o Abílio Neto (apesar de nem sempre estar de acordo com que ele diz e defende), os jovens Hildeberto Dias , Adair Ribeiro e Aurélio Pontes  assim como o Mário Bandeira , este ultimo meu amigo, digam o que disserem do homem, é “do outro lado”, é  louco ou alucinado, pintem-no como o quiserem, mas é meu amigo ( vou fazer mas como então, já dizia um amigo angolano).

Mas vamos ao que aqui me trouxe … . Os que me conhecem bem sabem da minha veia empresarial, pois desde muito cedo já me dedicava aos negócios, alguns dos quais deram-me frutos bons, outros nem tanto, outros ainda muitas arrelias, que o diga o digno Procurador da República, o Doutor Kelvin Carvalho.

Há quem caracterize de promíscua essa minha dualidade de  “funções”, que permite a coabitação dos entes empresário e politico. Provavelmente. Mas enfim, não serei sem dúvida a excepção, muito pelo contrário, acho que faço parte da regra que dita os contornos e os bastidores do poder em quase todos os países do Mundo. Uns mais camuflados que os outros, mas quase todos assim.

No início do ano 2009, já na senda do advento da chegada do cabo submarino ao nosso País, convidei para uma reunião, cerca de uma quinzena de homens de negócios da nossa praça, oriundos dos mais variantes quadrantes sociais e políticos com o fito de nos apropriarmos das eventuais valências positivas, permitam-me a redundância, que tal empreendimento poderia trazer para a classe empresarial santomense.

Era voz corrente, pelo menos do que ia lendo aqui e acolá na mídia internacional, que nos países por onde passaria o tal cabo submarino, homens de negócios preparavam-se para, conjuntamente com o sector publico, estabelecerem parcerias com vista a exploração das oportunidades advindas de tal tecnologia. Se assim era lá fora que pecado haveria se o mesmo acontecesse aqui em “casa”’?

E não se trata “dos mesmos de sempre” ou de “políticos que a custa de todos vão-se enriquecendo…”aliás linguajar retórico e fatalista daqueles que acomodam-se no quotidiano comodista “divinamente” sentenciado, isento de ambição, aliás qualidade que normalmente énata ao ser humano.

Trata-se sim de sagacidade e argucia empresarial que deve estar presente naqueles que fazem das oportunidades que se lhe oferecem, instrumentos para conquistas e vitórias e isso, faço aqui um parênteses, em S.Tomé e Príncipe não é coarctado a ninguém.

Depende, claro está, muito do que dispõe o interessado no momento, aonde a estruturação dos objectivos que persegue é a peça fundamental. Sem essa visão e sem essa predisposição, fatalmente estaremos condenados apenas a contemplar a nossa inércia e consequentemente o nosso fracasso, tornando-se por isso falacioso a etiquetagem daqueles que ao contrário de nós, logram com sucesso os seus objectivos.

E foi tão-somente este atributo inerente nesse grupo que esteve na origem da decisão da constituição de uma sociedade denominada “SOGITEL LIMITADA”, cujo objecto social principal é a prestação de serviço na área de telecomunicação e tecnologias de informação, tendo como base a exploração de um segmento (leia-se percentagem) do cabo submarino.

Diante da necessidade de se articular o mais rápido possível todos os componentes envolventes à efectivação do objecto social, criou-se no seio da sociedade, então constituída, um grupo de trabalho com a finalidade de quantificar financeiramente os custos de tal empreitada.

Foi assim que após essa quantificação a sociedade optou por encontrar na banca nacional a fonte de financiamento necessário. Numa reunião realizada numa das salas do então OCEANIK BANK, uma representação da sociedade SOGITEL LIMITADA reuniu-se com os Administradores deste Banco com o propósito de encontrar neles o receptáculo para o seu objecto financeiro.

Foi com bastante entusiasmo que os Administradores do Banco abraçaram, eu diria mesmo apadrinharam a nossa intenção, solicitando para o efeito apenas o cumprimento de duas condições, sendo que a primeira tinha a ver com garantias físicas para a avalização do financiamento e a segunda com uma atestação do Governo de então que confirmaria ser política deste permitir o acesso do sector empresarial nacional ao usufruto da exploração do cabo submarino.

Se a primeira condição seria fácil de cumprir, pois todos os membros do grupo tinham bens que serviriam de garantia física, o mesmo já não se poderia dizer em relação à segunda condição. Com efeito o Primeiro Ministro de então, e aqui evito por polidez, como sempre, nomear as pessoas ( o leitor fará a sua própria leitura se estiver atento a ordem cronológica dos acontecimentos), numa audiência que concedeu à uma representação da sociedade liderada por mim, teceu-nos uma teia de razões para  convencer-nos da péssima ideia que seria envolver o sector empresarial nacional numa tamanha “odisseia”, o que deitava por terra o cumprimento da solicitação do Banco Nigeriano.

Confesso-vos que saímos desta audiência terrivelmente frustrados, pois tínhamos a certeza que o futuro teimava mais uma vez em passar ao largo das legítimas ambições nacionais. Foi como se ali, naquele momento, estava-se decretando a relegação de anseios nacionais á níveis e patamares subalternos, aonde o único papel existente no seu próprio país era o de mero coadjuvante.

Se a nossa única fonte nacional de financiamento deixava de existir, resolvemos encontrar alternativas no exterior. Depois de alguma pesquisa e contactos no mercado da nossa região, o nosso projecto encontrou albergue num grupo financeiro angolano, que se predispôs a associar-se à SOGITEL, desde que se incorporasse no projecto uma componente bancaria.

Aprovada a ideia em Assembleia Geral dos Sócios, a sociedade achou por bem que a edificação de um empreendimento de tal grandeza, em que a banca e serviços de telecomunicação estariam sitiados num edifício emblemático, a localização era extremamente decisiva do ponto de vista de marketing.

A visão era de ao mesmo tempo que se atribuía dignidade à empresa e contribuir-se-ia para a modernização do panorama arquitectónico da nossa cidade. Assim pensado, ocorreu–nos como local ideal o terreno aonde se situava o balneário público, razão desta crónica.

Ao apresentarmos o projecto, solicitamos ao Ministro das Obras Públicas de então, que nos concedesse o citado terreno. O nosso pedido só foi aceite volvidos quase nove meses, depois do parecer positivo da Câmara Municipal, que na altura tutelava o local, sustentado por um acordo entre a instituição camarária e a SOGITEL.

Neste acordo a SOGITEL era obrigada, em troca do usufruto do local, a construir quatro balneários na cidade. As Partes identificaram entre outros locais, a Praia ex. PM e a Praça de Táxis. Assinado o acordo, a SOGITEL iniciou o processo de aquisição no estrangeiro, de banheiros ecológicos, alguns dos quais móveis, para atender eventos recreativos.

Entretanto quis o destino que com a morte do saudoso Francisco Silva, eu tenha sido obrigado a afastar-me das lides da empresa para assumir a Presidência da Assembleia Nacional. Pelo facto de ser a pessoa que estava na linha de frente dos assuntos correntes da SOGITEL, o processo de aquisição dos balneários conheceu alguma morosidade.

Enfim, chegam as eleições legislativas e autárquicas de 2010 e com elas o fim dos dois Governos, o Central, que nos havia concedido o terreno e o da Câmara de Água Grande com quem tínhamos assinado o Acordo. Assim que a nova Assembleia tomou posse voltei a segurar as rédeas da SOGITEL.

Creio, se a memória não me falha, que três ou quatro meses depois, num determinado dia, já lá “pró” final do ano 2010, sou alertado por um dos sócios da SOGITEL, não executivo, que talvez não fosse prudente cercar o terreno sem cumprir primeiro o Acordo que havíamos assinado com a Câmara de Água Grande, isto é a colocação dos balneários nos outros pontos da cidade.

Espantado fiquei com aquela observação, pois enquanto gerente da SOGITEL, em momento algum havia empreendido tal tarefa, por isso tratei de me certificar do que estava acontecendo. É assim que sou informado que fora a Câmara de Água Grande, que havia concedido à uma outra entidade que não a SOGITEL, a tutela do terreno para edificar aí a sede de um Banco Islâmico.

Incrédulo, “corri” em direcção á sede da Câmara de Água Grande para, em audiência, ser informado pelo Presidente daquela instituição da veracidade do que acabava de tomar conhecimento. O Senhor Presidente da Câmara foi generosamente solícito em colocar-me a par e com detalhes de todos os contornos do episódio.

O Senhor Presidente da Câmara começou por me dizer, que infelizmente não tinha conhecimento de nenhum acordo que ligava a Câmara, que preside, à SOGITEL e que nem mesmo os Serviços Cadastrais haviam informado o Governo central da atribuição daquele terreno à qualquer empresa ou individuo, pois a decisão de se atribuir o terreno aos empresários ligados ao Banco Islâmico tinha partido do Concelho de Ministros, tendo este órgão decidido assim o fazer em troca de UM MILHÂO DE EUROS, dos quais cem mil iriam para os cofres da Câmara.

Fiquei atónito e perplexo com o que acabava de ouvir, o que levou o Senhor Presidente da Câmara, embaraçado com a situação, a prometer-me que iria ainda ver o que se poderia fazer. Compreendi, logo ali, que nada mais havia a fazer.

Os governos são soberanos em suas decisões, que estão sempre ou na maioria das vezes, assentes em suas estratégias e politicas sectoriais plasmadas em seus programas de Governo. Ora, se no âmbito de sua estratégia de governação, o Governo de então, decidiu que aquele local serviria melhor para albergar um imóvel com a grandiosidade arquitectónica que normalmente caracterizam os bancos de primeira linha, quem sou para dizer o contrário.

Aliás, só prova que estávamos todos no mesmo diapasão, nós, a SOGITEL, o GOVERNO e o PRESIDENTE DA CÂMARA, convencidos que a nossa urbe merece melhor visual, que na certa estava sendo (ou ainda está) arranhado e de que forma, por aquele cenário caótico e promíscuo, provocado por um aglomerar de compatriotas nossos que talvez relegados que estão a sua sorte, buscam ali de forma anárquica, desordeira e por vezes indecente a sobrevivência do seu quotidiano.

Acabou aí, nesse filme, a minha participação e da SOGITEL e, já lá vão quase três anos e meio. Por isso quando hoje, ao passar pelo local, vi a placa que lá está a anunciar a construção de um centro comercial, a primeira pergunta que fiz a mim mesmo foi, porque é que os promotores do Banco Islâmico optaram por uma outra vertente económica que não a construção do que inicialmente estava previsto, como havia-me dito o Presidente da Câmara !!

Bom, pensei comigo, “vocês que são brancos que se entendam”, eu estou fora dessa. Mas digo isso com pena, pois se aplaudo essa iniciativa que trará outro ar e beleza à nossa cidade, com alguma dor de cotovelo questiono “ não é que ficaria melhor lá um Centro de Telecomunicações com uma componente bancária ?”

Em jeito de arremate, um conselho aos promotores do centro comercial, não custa nada unir o útil ao agradável. Façam ou mandem fazer um recenseamento do aglomerado de indivíduos que religiosamente todos os dias coabitam ali.

Não se surpreendam se encontrarem ali entre bêbados e arruaceiros e também gente pacata, embora desocupada, pedreiros, ajudante de pedreiros, pintores, carpinteiros, canalizadores, marceneiros e outros sem profissão definida, mas que no caso de necessidade é gente para servir de guarda, “office boy”, empregada doméstica etc .etc.

Já que a classe empresarial nacional continua na subalternidade , dêem à esses desocupados, do terreno do balneário, a possibilidade de com o seu trabalho honesto ganhar honradamente o seu pão de cada dia . Quem sabe assim eles agradeçam ao amigo Adelino Pereira a solidariedade que lhes foi manifestada com o descabido pedido de embargo. Ah, CRSs agora é a vossa vez, “metam o pau a vontade”, porque

A CARAPUÇA NÂO ME SERVIU .

Arzemiro dos Prazeres

    35 comentários

35 comentários

  1. Estanislau Afonso

    12 de Junho de 2014 as 7:50

    Sou de opinião que não se deve embargar a obra pelo fato de ser um espaço de jardim,e, que foi demolido o balneário público. Devemos no primeiro lugar saber se haverá construção de outro balneário e, qual é a vantagem que o País terá? Mas na verdade, não acho normal haver construção com projeto aprovado na cidade capital sem o parecer favorável da Câmara. Apesar de existir alguma parcialidade deste serviço Camarário.
    Gostaria de saber onde estava o Adelino Pereira quando foi construído a Biblioteca Nacional no espaço que era jardim,

    • Vamos ver

      12 de Junho de 2014 as 23:33

      Não sera que querem embargar a obra ganhando tempo para que venha as eleições. Com tanta esperança que têm de poderem ganhar as eleições com a guitar do banho, então anulam o acordo com os chinocas e voltam ao banco islamico. Esses do ADI sabem é muito nas suas negociatas escuras.

    • Fernando Rimoy

      13 de Junho de 2014 as 15:47

      Tens toda razão Estanislau Afonso, pelos vistos o Prazeres anda por aí a querer nos confundir, como anónimo de PCD esperava uma desculpa melhor. Esse resposta não justifica terreno de estado ir parar em nome dele. Mesmo naquele projecto dele o terreno deveria permanecer do estado e as rendas irem para estado (nunca particulares oportunistas).

  2. Mulato

    12 de Junho de 2014 as 8:28

    Tenho que aplaudir o texto do Bano. Está muito bem feito, do ponto de vista estético e de conteúdo. Afinal de contas a Câmara de Água Grande que aparece agora a embargar a obra é, provavelmente, a grande responsável por todos estes problemas???!!! Eu exijo que o senhor presidente da Câmara de Água Grande venha ao público explicar, tim-tim por tim-tim a participação desta instituição neste imbróglio. As pessoas têm de ser responsabilizadas pelos seus atos. Que papel teve o Banco Islâmico em tudo isto? Que papel teve o governo do ADI nisto tudo? Que papel teve a Sogitel nisto tudo? Eu como cidadão deste país quero saber tudo isto. A Câmara de Água Grande ou o seu presidente não pode andar a criticar os outros e a simular que vai embargar a obra quando ela mesma tem responsabilidades acrescidas, positiva ou negativamente, em tudo o que está a acontecer.

  3. LinoBendito

    12 de Junho de 2014 as 8:47

    Foi continuo feio, Azemiro Prazeres, que nem o tarzeiro de um camiao…para completar, soube que você anda por ai acumulaneo bens feitos pelo seu granda cambalacho…eu sempre vi em você um SAFADO, cara!

  4. Ma Fala

    12 de Junho de 2014 as 8:50

    Pois e Senhor Azemiro, o vosso pedido foi aceite na altura porque quer a Camera Distrital, quer a Assembleia estavam nas maos do vosso partido politico PCD, outrossim o seu aborto deve-se ao facto de que no nosso pais haver um combate uma “caca cega ao Homem opositor”, desta feita nao era de esperar o contrario a entrada do ADI no poder significa o entrave nas ambicoes dos aliados dos outros partidos,e vice- verca.
    Resume:Se continuramos nestes lengas-lengas desnecessarios sem aNtes pensar-mos no bem-estar do nosso pais jamais daremos passos rumo ao desenvolvimentos, ate porque estamos a um mes de completar-mos 39 anos de desordem,atrazo,desgovernacao e anarquia, que muitos cegamente preferem denominar Independencia Nacional.

  5. Pinta Cabra

    12 de Junho de 2014 as 9:05

    Afinal de contas a Câmara de Água Grande e o seu presidente estão também metidos nesta trapalhada de terrenos do balneário??? Quem ouve este presidente a falar fica com a impressão que ele é um Santo e não tem nada a ver com esta situação. Fazer um Banco naquele lugar para quê, minha gente? Este país está desgraçado. Nem presidente da câmara, nem o governo nem ninguém, todos são famílias do mesmo tacho. Malditos!!!!

  6. Victor Ceita

    12 de Junho de 2014 as 9:15

    Caro senhor Alzemiro dos Prazeres, devo confessar que pela primeira vez li algo vindo de si que me agradou, e digo-o solicitando que releve esta minha ousadia, já que tem a liberdade de dizer o que entender, agrade ou não aos outros. Mas devo reconhecer que a perspectiva que acaba por emprestar à sua narração amortece um pouco a visão negativa que legitimamente as pessoas têm daqueles que se servem da política e da posição social que conquistaram (ou que lhes fora dada?) para se arrogarem estar na linha da frente, contra tudo e contra todos. Espero que a solidariedade que recomenda na conclusão da sua narrativa seja uma prática também aplicada a si e aos grupos (de empreendimentos) em que se envolve. Quem sabe assim os santomenses ganhariam todos, cada um à sua escala, um pouco do todo que a todos pertence.
    Bem haja.

  7. CEITA

    12 de Junho de 2014 as 9:20

    muito bem Alzimiro infelizmente esse denuncia só fazia sentido no momento de recusa por governo de Patrice trovoada em fazer a construção prevista. mas de qualquer forma é bom passar essa informação porquê ha muito veneno na praça sobretudo esses senhores do ADI.

  8. Diogo Angolar

    12 de Junho de 2014 as 9:30

    Afinal de contas o presidente da Câmara de Água Grande está metido até a cabeça nestas trapalhadas todas? Sinceramente, meus compatriotas. Este senhor aparece a embargar a obra, a dizer que não sabia de nada, a dizer assado e cozido, a dizer que os outros são corruptos e que ele é um grande homem de moral e afinal de contas ele e o senhor Patrice Trovoada é que queriam construir um Banco naquele lugar para lavagem de dinheiro. Quanto mais se escava mais porcarias vão aparecendo. Quem vê este homem a maldizer dos outros fica com a impressão que ele é o exemplo maior de honestidade neste país. Agora as pessoas vão ouvindo aquilo que eu sempre disse em relação a este presidente.

  9. Paracetamol 500mg

    12 de Junho de 2014 as 9:54

    É com tristeza que leio este texto. Fraco e pobre. Um politico tratando assim os seus eleitores? Mais, tratando o seu semelhante como “vadio” relegado a sua sorte, sabendo que o Sr. Arzemiro, vulgo bano, é politico e deputado. É o representante daqueles que lhe confiou o seu voto para melhor servir. Retratar os mesmos como largado a sua sorte é repugnante. o Senhor enquanto politico deveria buscar por melhorias para servir ao povo, o seu eleitorado.
    Muito triste, esse politico de meia tigela.

    • Maguita nlangi

      12 de Junho de 2014 as 12:32

      A carapuça te serviu?
      Fui……

      • Maguita nlangi

        12 de Junho de 2014 as 14:46

        Fraco e pobre és tu sr. Paracetamol,melhor ficares calado em vez de fazer esse comentário patético, será que a carapuça te serviu?

  10. Luis Neto

    12 de Junho de 2014 as 10:40

    Há várias leituras que se pode fazer. Porém, apenas uma me preocupa, a subjacente à expressão “concedido à uma outra entidade […]a tutela do terreno para edificar aí a sede de um Banco Islâmico”. O outro lado, os terrenos da extinta Feira do Ponto, tinha sido atribuído à uma sociedade líbia islâmica, se não me engano, a mesma a quem foi entregue terrenos privados de S. Carlos, adjacentes à Praia do Governador. Ou estou errado? Preocupante…

    • Luis Neto

      12 de Junho de 2014 as 11:47

      Esquecera – me de Mte Café.

      • samangwana

        12 de Junho de 2014 as 23:07

        e ainda esqueceste do espaço da atiga feira- de -ponto para construção do hotel Laico

  11. josé luís tavares

    12 de Junho de 2014 as 10:50

    Venho simplesmente agradecer pelo tão oportuno e louvável esclarecimento do Sr. Dr. Alzemiro dos Prazeres. Até hoje, também reclamo à bendita(?) equipa de gestão da Câmara Distrital de Água Grande, para repararem o que me foi roubado (pedras, rachões, e arreia) retirados numa gigantesca operação no terreno do qual sou detentor de um Título de Posse e que me foi devidamente atribuído, tendo também acolhido um PARECER favorável da mesma edilidade Camarária o meu Projeto de Construção de um edifício de 1 piso destinado a gabinetes (escritório), mas que arbitrariamente entre tantas malezas por onde a Câmara devia ter iniciado com todo o seu ímpeto de melhor fazer,(!) entendeu enviar para um local com 210 metros quadrados (minha pertença) maquina pesada, para destruir tudo o que já se encontrava implantando naquele terreno, toda a selagem e pilares de ferro, já erguidos e que me haviam custado um balúrdio, tal tem sido a postura da atual gestão da Câmara de Água Grande, subscrevi uma carta, andei a procura da merecida resposta, mas, era só voltas e mais voltas, os mais indignados nestes situações, costumam dizer “AQUI É MUNDO”, no meu caso, apenas considero que na vida, temos que estar sempre atentos a esta grande premissa, que é para todos, sem exceção, de que, os homens passam, mas, as instituições ficam.

  12. Kiney! Feira Ponto

    12 de Junho de 2014 as 11:00

    Eu só quero saber se os 1 milhão de euros entrou ou não.
    Porque se não, o Kiney sai em defesa dos 100 mil euros que ele já comeu.

    Sinceramente, credo Kiney, ADI e Patrice.

    Jabó cá bé cu nancé.

  13. Conselho

    12 de Junho de 2014 as 11:42

    Acho que o sr Mulato interpretou mal o texto…O seu comentário traduz a sua incompreensão do texto. Era bom que relesse!

  14. Conselho

    12 de Junho de 2014 as 11:44

    Não queria dizer o sr Mulato, mas sim, o sr Diogo Angolar. Peço desculpas, ao sr Mulato!

  15. Peso Pesado

    12 de Junho de 2014 as 11:54

    É pena que o texto a determinadas passagens peca pela forma como trata os cidadão Santomenses, por outro lado nota-se, talvez pela cegueira de querer atacar o presidente da Câmara de Água Grande, que pelos vistos está coberto de razão, diz coisas completamente inexistentes neste artigo, o que, não sendo a fraca capacidade de interpretação, então tem apenas a ver com o sempre propósito de atacar, leviana e gratuitamente as pessoas.

  16. Iluminado

    12 de Junho de 2014 as 13:50

    Artigo miserável só podia vir mesmo de político fraco. O senhor Arzemiro dos Prazeres é um homem falido moralmente perante a sociedade santomense e se tivesse vergonha na cara não teria escrito este artigo de opinião tão baixo, aliás mesmo do tamanho da sua estatura física. Toda essa polémica deve-se a promíscuidade entre políticos miseráveis e empresários falidos…Só temos traidores e aproveitadores envolvidos nesta polémica…

  17. joao ninguém filho de ze quem é

    12 de Junho de 2014 as 14:10

    CARTA ABERTA
    À SUA EXCIA SR 1º MINISTRO E CHEFE DO GOVERNO,
    DR GABRIEL COSTA.

    Sr PM,por favor eu enquanto cidadão EXIJO uma AUDITORIA às CONTAS da Camara de Água Grande.
    E que seja URGENTE.

    Fico Grato.

  18. xuxanti

    13 de Junho de 2014 as 1:29

    So nao entedi o pk que o senhor bano faz mensao em alguns nomes e ca vejo o nome de um dos amigos meus amigos e outra coisa esssas comedias de aconteceu nao aconteceu disse nao disse sempre aparece nas epocas da campanha mas a sena aconteceu ja a 3 anos nunca houve nenhuma denuncia do facto pelo senhor A P pk que so agora porque o senhor sabia que naquela altura tb tinhas divida no cartorio por isso nao vale lamuriar pelos leites deramados oque tem que fazer e pegar a carapuca guardare que no futuro podera servir sos outros ou mesmo a ti

  19. Feira Grande

    13 de Junho de 2014 as 9:59

    Este presidente da Câmara de Água Grande está a desiludir-me. É triste constatar isto. Uma pessoa que andou a dizer mal dos outros, a criticar este e aquele e sobre ele recai agora suspeitas de corrupção. Devemos confiar em quem neste país? Onde esará o dinheiro pago pelo banco Islâmico? O que é que a Câmara de Água Grande fez com este dinheiro? É triste que sai uma geração de corruptos e outra igual começa a entrar para continuar a desgraçar o país. O que é que o senhor Patrice Trovoada fez com o dinheiro quen o Banco Islâmico pagou para lá construir o tal Banco? Isto tudo tem de ser explicado e muito bem explicado.

  20. Imparcial

    13 de Junho de 2014 as 13:56

    É muito triste quando vejo pessoas com algum esclarecimento apoiando esse tipo de discurso redigido pelo Bano, é muita baixaria pra quem já foi dirigente politico deveria demonstrar maior elegância política… e esse escândalo só vem demonstrar o quanto esse personagem politico é corrupto e como vivem a costa do Estado… Ainda bem que temos possibilidade de votar… e como disseram que vai haver supressas, só espero que não haja também corrupção no ato eleitoral…

  21. Imparcial

    13 de Junho de 2014 as 14:12

    Caros compatriotas, leiam o artigo com muita atenção e prestam atenção ao período cronológico dos vários momentos da negociata… quando Bano fala do acordo com a Camara de Água-grande, foi quando o seu partido tinha a mesma camara, logo, teve o negocio facilitado…

  22. O EX.

    14 de Junho de 2014 as 7:56

    Gente, gente, da terra cuidado com as pessoas. Somos Todos Parceiros, esse é o lema do (STP), vos pergunto agora será que alguma empresa seria tão parva “me desculpe a expressão” de começar uma obra dentro da capital nesse local sem que a Câmara saiba? o balneário é um património publico mas sub tutela da CDAG sim, se foi demolido é porque Sr. Presidente sabia. Então onde foi os utensílios de limpeza dos funcionários? O Presidente com essa cara de anjo faz me lembrar a história cristã do Lúcifer que era o queridinho la do alto e que de repente se rebelou e nos colocou no caos que vivemos a milhares e milhares de anos. Esse presidente é jovem mas manhoso, porque que só agora ele vem a publico dizer que vai embargar a obra depois de um cidadão comum ter pedido isso. mas sempre vai ao publico para mostrar que inaugurou uma torneira em S. Marçal, e ainda vai ao publico com comunicado a se queixar e mostrar o acordo com a EMAE agora nos mostra o acordo com o tal Banco Islâmico.
    Acho melhor e urgentemente o Presidente solicitar apoio da interpol porque aqui na terra daqui a pouco será filial dos Islamitas radicais, Um grupo de tais governantes parece ter serio compromisso com aqueles grupos. Reparam que sempre que entram no poder fazem algo por gente daquela banda.┴ Em 2008 entalaram o espaço ex feira de ponto. em 2012 a 2013 cederam o edificio que seria Doca de Pesca e agora o balneario para banco Islamica. Para quê para finaciar o terrorismo? é de se pensar ainda quando eles falam em caos até ja começo a imagir nós a refugiarmos no ilheu das cabras. porque onde não temos. para alguns.

  23. gente

    15 de Junho de 2014 as 0:45

    Então, este senhor é um autêntico louco! não vê ele que num país sério não se pode realizar os negócios na base do trâfego de influências? É tudo o que disse, definiram fundar a empresa e foram diretamente à câmera pra reivindicar o direito ao terreno. peloo empreendedorismo que diz ele ser importante para o desenvolvimento do país, pouquíssimos empresários teriam esta possibilidade de agendar reuniões com ministros e etc, etc….Tudo o que este senhor disse é uma prova real de que em S. Tomé não existe leis…Os senhores podem tudo na base do trâfego de influência…E continua ele falando como se estivesse dando alguma lição de oralidade….UM AUTÊNTICO IGNORANTE POLÍTICO…Uma pena que em nosso país, tenhamos gente deste tipo batendo o peito…

  24. António Menezes

    15 de Junho de 2014 as 18:16

    Meu caro, Dr, Eng, não sei como mtrata-lo, pois como politico, não sei, não é uma profissão. Desculpe, esse Pais um dia as coisas andarão , meu caro. Então, tudo já passou e agora vem acusar os outros, pois, o seu partido está no poder. Mas não te esqueças que esse teu PCD vai acabar e mesmo que entres no MLSTP, irão te buscar. Onde estão os Euros das obras que nunca terminaram? Explica todos os actos de corrupção comprovados e nada de levantar suspeitas, quero explicações.
    Que se lixe os vossos partidos , quero sim justiça, o uso correcto dos nossos bens.

  25. Independência diz

    16 de Junho de 2014 as 14:25

    Muita palha pouca fruta…….

  26. SEABRA

    19 de Junho de 2014 as 9:12

    Camaradas e irmaos saotomenses, a HORA é GRAVE, muito GRAVE!
    O lider “estrangeiro ” do partido ADI, na pessoa do Patrice TROVOADA, gabonês de nacionalidade, pretende ter depositado uma queixa contra STP( estimo que continua a difamar STP e o seu povo, como fizeram em França, como refugiados politicos), junto do TRIBUNAL INTERNACIONAL da HAYE. O que é um ABSURDO, pois que antecipou e tentou inverter a situaçao, visto ser ele que merece ser enviado ao TI . Creio que deve ser de novo um dos “bluffs” dele, para chamar a atençao, visto ele sentir-se mal, sem explicaçoes quanto à longa ausência dele do pais STP, desde que ele deixou o PODER (demonstra clarament que a ùnica intençao dele é de aproveitar do pais para os bens pessoais dos Trovoada…).
    Acho ABSURDO que a queixa principal é contra o actual presidente Manuel Pinto da Costa, o homem politico detestado pelo +velho, o pai Miguel Trovoada, que a todo o custo, continua com a idéia de assassinar politicamente o Pinto da Costa( jà que na pôde fazê-lo , realmente, em 1977, quando tentou dar um golpe de estado preparado para assassinar fisicamente o Pinto),e contr

  27. SEABRA

    19 de Junho de 2014 as 9:43

    Continuaçao, sobre a queixa do lider do partido do ADI, Patrice Trovoada, que meteu uma queixa junto do TI contra o actual presidente Pinto da Costa e o governo do Gabriel da Costa, como 1° ministro.
    Ora bem, se os TROVOADA estao hoje em STP, devem imenso ao apoio incondicional dos estudantes saotomenses que se encontravam em França, sobretudo do Pascoal Daio e do Gabriel da Costa (hoje detestado pelos Trovoada, porque nao jogou com eles o jogo do odio, do rancor, contra o Pinto da Costa , Daniel Daio, Costa Alegre etc).
    Quero chamar a atençao a todos os militantes e amigos da liberdade, da democracia, da paz social e politica em STP, para que tenham muito cuidado com a manipulaçao que os TROVOADA querem impôr em STP de meter uns contra os outros, para eles poderem REINAR e finalmente vingarem-se do Pinto da Costa. Eis o ùnico OBJECTIVO dos malditos TROVOADA. Querem desta vez , levar o pvo de STP à uma definitiva PERDA, assim o pais fica destruido, desprezado pelo mundo, enquanto os TROVOADA( cobardes como sao …), levar a victoria…creio que hoje, todos os saotomenses deram bem conta do VICIO, da PERVERSIDADE , da MALDADE, da Mà Fé, dos TROVOADA, que nunca tiveram nem estima, nem consideraçao, nem amor, nem respeito e muito menos PATRIOTISMO para STP…é de uma importância CAPITAL que o POVO DE STP toma consciência disto.
    Certo, hà problemas politicos, sociais e economicos em STP, mas pode-se resolver com o tempo e na paz.Nao creio que seja com a VIOLÊNCIA, que o partido ADI, pelo intermediàrio do Levy e outros, propoêm…nada se resolve com o sangue. Se nao houve guerra, durante a colonizaçao, acho que nao é agora, depois da independência é que um nacional estrangeiro, contrariado contra uma pessoa que ele detesta, que venha a ter este PODER, uma influência NEFASTA, para destabilizar STP, porque quer-se VINGAR do Pinto da Costa(aliàs, o Patrice Trovoada basiou-se no governo do P. da Costa de 1976 à 1990…é obvio, que se trata de um RANCOR de longa data, que os TROVOADA querem concretizar a todo o preço, seja como fôr, tem que se realizar. Como o Miguel Trovoada nao conseguiu quando tentou, agora quer levar a maioria com ele, tal um dirigente de uma seita…lavando o cérebro de muitos, de condicionà-los para que se lancem , sem muito reflectir.
    Camaradas e irmaos saotomenses, como é que podemos considerar a estes individuos que nos enduzem para fazer o que nao é bom para a colectividade? Lembrem-se, que os TROVOADA têm saida, quando tudo destruirem em STP, pois que têm outras nacionalidades e jà roubaram o suficiente em STP para nao mais precisarem de vocês , gentalha do povo, como pensam os TROVOADA, que hoje enganam-vos para melhor tirarem PROVEITO da situaçao.
    Vamos continuar a apoiar-vos, para que STP mude para o MELHOR…Sem cair nos extrêmos, na violência, como deseja a familia e os partidàrios dos TROVOADA .
    Bem haja, estàmos juntos…a luta contra os TROVOADA continua, a victoria é CERTA!!!!

  28. laurinha de carvalho

    22 de Junho de 2014 as 19:15

    A trageda foi a seiS mese AI

  29. SILVINO PEREIRA LOPES

    14 de Julho de 2014 as 9:33

    já deveria ser proibido a presença das pessoas como ( o sr Bano ) e os outros politicos dos mesmos elente ,que ja mancharam a imagém do pais , atravez dos apoíos internacionais , ajuda financeira ,no caso do apoio do governo taiwan , valores isorbitantes , gostaria saber de que forma foi investigado este processo criminal , o uso do dinheiros publicos , para haver transparencia e mostrar o pais que a culpa não podem morrer solteiros , ate então o sistema judicial não esclareceu , como podemos tranquilizar as populações e tira-los as duvidas que tiveram , o povo vote nos poiticos ,são eles que não são honestos para com o povo , as secuélas deste sistema tera que ter o seu fim vamos – nos acreditar em aqueles politicos que querem o bém estar do povo, o funcionamento da sistema jodicial honesta , leal , de olhos abertos para todos .

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