Opinião

Ajudem o Tribunal de Contas

Tenho acompanhado com particular afinco os relatórios anuais do Tribunal de Contas. Esta instituição tem um papel bastante relevante porque anualmente nos relembra que temos sido roubados.

O tribunal de Contas são-tomenses assemelha-se ao segurança privado que, depois de termos sido assaltados, nos alerta: “oh chefe, eu estive de serviço, ontem, e vi um indivíduo encapuzado a sair pela porta traseira com aquela mala de dinheiro”. O relatório referente à actividade financeira do Estado de 2014 afirma algo idêntico. Os abusos com o dinheiro público andam de boa saúde e recomenda-se.

O relatório, recentemente publicado, afirma que o salário e os subsídios continuam a ser pagos à margem da lei. O Tribunal, aqui, é inconclusivo. Não se sabe se se refere aos ministros que solicitam subsídios para a compra de peças de carro no Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Ou se, antes, a situação tem que ver com altos dirigentes que requisitam avanços financeiros para a compra de creme para as esposas, namoradas e amigas cor de laranja, em Paris.

O meu fetiche é oferecer cremes a minha namorada. Então, se for em Paris, adoro. Logo, sou solidário com esses dirigentes. Parece-me que há, aqui, uma certa inveja do Tribunal de Contas.

O presidente do Tribunal de Contas está decidido a por termo a esta Liga de Aldrabões Financeiros (LAF) do Estado. José António Monte Verde vai implementar a estratégia “o que fazer”. Numa notícia sobre o assunto, o Tela Non cita o presidente: “o que fazer? É esta a questão que levantamos no relatório. É preciso que conjuguemos esforços a nível dos demais órgãos do Estado no sentido de encontrarmos as medidas à repressão desses actos”. A pergunta “o que fazer”? deixa antever que vem aí um forte combate à roubalheira no Estado. Eu e o leitor estamos descansados. A seguir, Monte Verde revela a estratégia propriamente dita – definir, com a colaboração dos aldrabões, estratégias para que estes deixem o dinheiro público em paz. Isto vai resultar.

Há poucos anos atrás, os políticos condenados pelo Tribunal de Contas recorreram ao tribunal civil e obtiveram uma suspensão da decisão. É tão bom que um juiz nos diga “absolvido, vá em paz e desfrute de todo o dinheiro que não é seu”. Posteriormente se soube que os tribunais se encontravam mergulhados em roubalheira financeira. Ficou mal o Tribunal de Contas que não deu valor à solidariedade entre companheiros de luta.

Ludmilo S. Rosa

2 de Junho de 2015

    8 comentários

8 comentários

  1. LuzF

    3 de Junho de 2015 as 15:53

    Isso também é cronica Milo? Quando souberes destinguir cronica com um artigo normal de opinião avisa.Prefiro quando escreves assim.Direto sem rodeios.
    Pelo visto tens mais jeito em fazer artigos desse gênero.

  2. Sao-tomense

    3 de Junho de 2015 as 16:08

    Oh, Milo calma, você não sabe que tribunal de contas não tem direito de julgar?Tinhamos um macaco no tribunal de contas,um anao, chamado Furtunato Pires, esse nem sabia as suas funções,andou a julgar as pessoas como se ele disse juiz. Como queres que o país melhore se os titulares de cargo público não sabem as suas funções?

  3. Eu amo Patrice Trovoada

    3 de Junho de 2015 as 16:36

    O melhor título correto seria: Ajuda o Milo a conseguir bolsa de estudo.

  4. Eu amo Patrice Trovoada

    3 de Junho de 2015 as 20:24

    Milo, tudo bem?
    Já consiguiste bolsa?
    Enviaste carta aos dirigentes de ADI a pedir bolsa, já conseguiste. Kakakakaka
    Nós não vamos te dar bolsa, você tem que saber que existe ministerio de educação, porque não escreveste carta ao ministerio de educação de São Tomé a pedir bolsa? Foste escrever carta aos dirigentes do meu partido Adi, não vamos te dar bolsa. Bolsa é pra nos.

  5. Adérito neto

    4 de Junho de 2015 as 6:08

    Ho milo cala-te andastes em reuniões connosco, vieste à STP a nossa custa, comportastes como um pedinte de dinheiro e de tachos. Melhor calares porque se não vamos fazer um artigo com o titulo milo pedinte.

  6. Homem de mudança

    4 de Junho de 2015 as 16:30

    Milo, cala-te, foste para São-tomé a custa do nosso ADI, fizeste campanha para o nosso líder Patrice Trovoada. Querias contrapartida, és um interesseiro. Depois escreveste carta a pedir bolsa, nós queremos os melhores, és um vadio, preguiçoso, não gosta de estudar. Existe ministério de educação, tens que candidatar como uma pessoa normal. Não é escrever carta aos nossos dirigentes a pedir bolsa. És um pedinte.Vai trabalhar.

  7. Mayfer

    5 de Junho de 2015 as 7:40

    Caros.
    Nao consigo perceber o porquê do nome ADI nos comentarios…
    Em Momento nenhum o Milo falou do ADI, TRIBUNAL DE CONTA doesn’t mean ADI meus senhores….

    Por favor, parem com Politiquices de Esquina e concentremos no nosso Pais…
    Se o Milo Reunio-se com Dirigente do ADI é algo que nao interessa a ninguem.

    Estamos interessados é na melhoria do nosso PAIS.
    E ele esta muito certo, é uma autentica palhacada esse nosso tribunal de contas….

  8. Costa

    5 de Junho de 2015 as 11:00

    ” Ajudem o Milo”

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