Opinião

Carta aberta ao Jorge sobre a nossa CASA

Meu Caro Jorge, 

Peço-te, antecipadamente, desculpas, pela ousadia de tratar-te por tu, tendo em conta as funções que, momentaneamente, ocupas, mas, quero falar-te da nossa CASA e não encontro a forma mais adequada de fazê-lo, sob espartilhos formais, usualmente utilizadas nestes contextos (Você, Vossa Excelência, Dr. º, etc.), que inibem ou afastam em vez de aproximar.

Afinal de contas, meu caro Jorge, a CASA é nossa e, neste contexto temporal concreto, de início de ano, propício à divagação, pelo menos para mim, dei comigo a pensar nela, após a releitura do poema “A CASA” da nossa Conceição Deus Lima, que vem no livro da mesma designado “O Útero da Casa”.

Para além disso, Jorge, somos colegas, filhos de uma longínqua gravana e de uma estação das chuvas, da ilha maior e menor, respetivamente, e frequentámos a mesma turma, no liceu nacional, se a memória não me falha.

Portanto, se os contextos insulares, físicos e socioculturais, têm para nós, individualmente considerados, um valor simbólico indisfarçável, fomos, todavia, moldados desde o nascimento, por outros processos de configuração identitária, mais ou menos presentes momentaneamente, que nos aproximam em termos de construção de significados e valores e tornam a nossa história individual e geracional relativamente diferente das de outras pessoas de outras gerações. Também, por isso, prefiro tratar-te por tu, neste momento, tendo em conta esta relação, de familiaridade temporal e idiossincrática, que estabelecemos com a nossa CASA.

Vamos, por isso, meu caro Jorge, falar da nossa CASA, com a mesma elegância metafórica que a trataste como um doente acamado nos serviços de urgências.

Tens, sobre os ombros, momentaneamente, a tarefa insubstituível de um mestre pedreiro, audaz, minucioso e sério, cuja função é não só a administração da CASA, inacabada, incompleta e, ainda, feia, bem como a defesa da sua integridade, mas, sobretudo, a criação de condições para que as pessoas que vivem no interior da mesma, em condições degradantes, não percam a esperança.

Meu caro Jorge, estamos, constantemente, a tapar buracos, de forma avulsa, e a impedir, periodicamente, que a chuva e o vento que entram pela CASA dentro, através dos telhados, paredes inacabadas e feias, nos impeça de dormir e sonhar em vez de construirmos um alicerce seguro e forte, com método e critério procedimental, que permita a reedificação da CASA onde todos possamos lá morar de forma digna e confortável.

Ou seja, neste registo rotineiro e inconsequente, que já dura há mais de 40 anos, sinto o futuro a escapar-nos, de forma irremediável, pelas mãos, na agitação caótica dos problemas que diariamente enfrentámos no interior da CASA. Só os mais astutos dos inquilinos da nossa CASA se sentem confortáveis neste pobre banquete diário.

Desdobramo-nos, durante muito tempo, em soluções fáceis e avulsas, para resolução de problemas diários complexos, no interior da CASA, que ficamos presos à tirania das pequenas e repetitivas decisões inconsequentes, qualquer que seja o pedreiro mobilizado para a obra.

Deves lembrar, com certeza, meu caro Jorge, daquela anedota, muito conhecida, de um morador de uma casa que, tendo perdido a chave da mesma e, posteriormente, quando questionado pelo paradeiro da referida chave, correu imediatamente para junto de um candeeiro mais próximo para a procurar naquele lugar. Todavia, quando interrogado pelo motivo de a ter ido procurar naquele sítio específico, o morador respondeu que, provavelmente, a chave em causa, eventualmente, poderia não estar no referido lugar, mas, supunha que ela lá estivesse, pelo facto do referido lugar estar iluminado.

Meu caro Jorge, andámos há quarenta anos a fazer isto! Ou seja, andámos há 40 anos a implementar soluções aparentes para resolução de problemas complexos, convencidos que aquilo que funcionou bem, por obra da sorte, uma vez, e, até, noutros contextos, utilizando determinados instrumentos decisórios, funcionará sempre bem todas as outras vezes. Cabe a ti, pois, a missão, em nome da nossa geração, de romper com este simbolismo político, caracterizador da improvisação, como estratégia, para a mudança de comportamentos no interior da nossa CASA.

Desculpar-me-ás a ousadia em sugerir-te conselhos, mas, poderias começar, no interior do teu próprio partido, por melhorar a organização, as condições para o aprofundamento democrático, os procedimentos programáticos e metodológicos, a determinação de objetivos, a seleção rigorosa de meios e recursos humanos de intervenção, tendo como referência a nossa realidade sociocultural e económica, contaminando os outros partidos, do nosso sistema partidário, voluntária ou involuntariamente com as tuas ações e motivações, de modo a que estivessem, também, minimamente preparados, no futuro, para a missão de servir a nossa CASA com dignidade.

Saberás, melhor do que eu, meu caro Jorge, que um partido, qualquer que ele seja, não é uma mera justaposição de personalidades que se reúnem num sítio qualquer com o objetivo de assaltar a CASA mas, antes, uma forma concreta de organizar um determinado trabalho coletivo. Não se pode, pois, falar na existência de partidos se não houver organização e perceberás a razão pela qual a questão partidária é, em democracia, prévia relativamente a todas as outras.

O espetáculo degradante, no interior da nossa CASA, de indisciplina, mediocridade, abuso de poder, descrédito das instituições, desorganização, inoperância e disfuncionalidade está, também, diretamente relacionado com a qualidade dos nossos instrumentos de intervenção política. Sei, no entanto, meu caro Jorge, que a tarefa em causa é difícil. Extremamente difícil, sobretudo, porque acredito que haja pessoas, dentro do teu próprio partido e de todos os outros partidos, que medram, exatamente, num sistema de vulnerabilidade organizativa destes, tornando-os, cronicamente, num instrumento ou espaço vazio de organização, que acabam por preencher, com uma rede de cumplicidades, com motivações diferentes daquelas que constituem a posição pública dos referidos partidos.

Por isso, meu caro, se tu não empreenderes esta tarefa, alguém o fará por ti com resultados contrários aos desejados e, acredita, há muita gente a conspirar na nossa CASA para que tal venha a acontecer até pelo facto do poder, ter, normalmente, horror ao vazio.

Dir-te-ei, finalmente, ainda neste âmbito, meu caro Jorge, não aceites nunca que quem financia o partido, direta ou indiretamente, se possa apropriar da capacidade de dominação e de decisão do mesmo, transferindo, deste modo, a legitimidade decorrente dos resultados eleitorais para fontes de intervenção invisíveis que contribuem para diminuir a tua capacidade de neutralização das resistências em prol da modificação da realidade no interior da nossa CASA.

Meu caro Jorge, esta carta já vai longa, mas, antes de a terminar, gostaria de partilhar contigo uma outra preocupação.

Ainda recentemente, ouvi um pescador da nossa CASA, numa entrevista dada à R.T.P-África, afirmar que, com a passagem do tempo, a vida da generalidade dos pescadores nacionais, seus pares, está a transformar-se num inferno tendo em conta que, com a escassez dos principais recursos marinhos explorados por estes, nesta atividade artesanal, têm, ano após ano, que correr mais riscos e gastar mais energia e dinheiro, afastando-se cada vez mais da nossa costa (o dobro da distância que faziam há sensivelmente dez anos) para conseguirem uma quantidade de peixe inferior àquela que apanhavam anteriormente, utilizando frágeis canoas neste processo.

Constatei, naquela declaração do referido pescador, meu caro Jorge, muita mágoa, revolta e desespero, relativamente ao futuro, que, em condições normais, deveria servir de alerta aos governantes da nossa CASA.

Para além disso, o risco associado à atividade em causa, fruto deste processo, aumentou, nos últimos anos, constatando-se, cada vez mais, a manifestação de fenómenos de desaparecimento momentâneo dos nossos pescadores que acabam por aparecer, posteriormente, noutros países da costa africana quando tal não termina em condições de tragédia maior. Toda a gente, minimamente informada, sabe que, momentaneamente, se constata uma diminuição de alguns recursos marinhos, um pouco por toda a parte, fruto da sobre-exploração dos mesmos para responder aos desígnios da procura desenfreada.

Esta observação, meu caro Jorge, retratada pelo referido pescador, que se pode encontrar, sem muito esforço investigativo ou de pesquisa, em qualquer relatório sobre a atividade em causa, perturbou-me sobremaneira e não li, em qualquer programa de sociedade, antes, durante ou após a recente campanha eleitoral, nenhuma intervenção, minimamente estruturada, no sentido de valorização da mesma, nos contextos económico, político e social.

Ou seja, aquilo que, o humilde pescador nos disse, publicamente, caracterizador da sua própria experiência pessoal e dos seus pares, não é nem mais nem menos do que aquilo que vem explícito nos relatórios internacionais sobre a referida atividade ou que qualquer assessoria técnica, minimamente preparada e informada, deveria assegurar aos nossos governantes para que estes, agissem em conformidade, em termos de decisão política, como contributo para a configuração do nosso futuro coletivo, como comunidade, neste âmbito.

No entanto, meu caro Jorge, periodicamente, assinámos acordos de parcerias, no domínio das pescas, com vários países e blocos económicos regionais, que são uma autêntica pechincha para estes países, despidos, no entanto, de quaisquer contrapartidas que minimizem os impactos ambientais negativos decorrentes da sobre-exploração dos recursos marinhos nas nossas águas e que contribuem para agravar a desgraça dos nossos pescadores.

Ou seja, estamos a prejudicar, aparentemente, com estes acordos de pescas, os nossos pescadores, recebendo em contrapartida uma pechincha, desbaratando, todavia, os nossos recursos pesqueiros, enquanto estes países e blocos económicos regionais, nos seus contextos de soberania, estabelecem medidas como definição de quotas para diminuição de capturas, criam normas que regulamentam os instrumentos de pesca, estabelecem limites de período de captura e proíbem o uso de determinadas técnicas de pesca, com o objetivo de proteger os seus recursos piscatórios e, consequentemente, os seus pescadores.

Estamos tão preocupados, meu caro Jorge,  com os problemas do presente, que são muitos e exigem preocupação, como, por exemplo, a água, a luz, a EMAE, o vencimento dos trabalhadores da função pública, a dívida galopante, a corrupção, os golpes de Estado inventados, a promoção desenfreada, voraz e sem critério pré-definido de clientela político-partidária para cargos e estruturas da administração do Estado e outras coisas, mais ou menos importantes, que, sem reparamos, esquecemos ou desprezamos o futuro.

E aquilo que retratei anteriormente, meu caro Jorge, não é mais nem menos do que a preocupação do referido pescador com o presente, mas, sem o desligar com o futuro da nossa CASA. É extraordinário constatar, no entanto, que seja um humilde pescador, a nos lembrar que o futuro existe.

Calculo, que, se nada for feito, e, sobretudo, se não passarmos a incluir a preocupação com o futuro na nossa agenda, na celebração de contratos de pesca com estas entidades externas, acabaremos, também, por destruir este sector de atividade produtiva como já fizemos com a agricultura.

Temos, meu caro Jorge, de mudar radicalmente o conteúdo destes contratos de pesca, consubstanciados preferencialmente em contrapartidas financeiras que constituem uma autêntica pechincha para o nosso orçamento do Estado, dotando-os de opções alternativas que salvaguardem os interesses dos nossos pescadores, no presente e, sobretudo, do futuro da nossa CASA.

Deste modo, meu caro Jorge, que tal, a partir de agora, do ponto de vista estratégico, conformar todas as contrapartidas decorrentes dos contratos a serem feitos com entidades externas, neste âmbito específico das pescas, ao grande objetivo que é a criação de condições de gestão pesqueira que possa contribuir para minimizar a rutura de stocks de pesca de algumas espécies na nossa zona costeira e marinha, sobretudo, neste contexto temporal e global concreto, que se constata que os efeitos e consequências, que ainda desconhecemos, localmente, das alterações climáticas, são cada vez mais acentuadas nos ecossistemas marinhos?

Que tal, meu caro Jorge, subordinar o conteúdo destes contratos de pesca, ao financiamento, por parte destas entidades externas, de projetos nacionais que permitam a edificação e desenvolvimento de áreas marinhas protegidas, na nossa zona costeira e marinha, bem como a criação de condições para a sua monitorização, tendo como objetivo, entre outros, a gestão sustentável dos recursos marinhos e, consequentemente, um desenvolvimento socioeconómico sustentável?

Que tal, meu caro Jorge, subordinar o conteúdo destes contratos de pesca, ao financiamento, por parte destas entidades externas, de projetos nacionais que permitam a melhoria significativa das condições de trabalho, do ponto de vista da segurança e aumento de rendimento, dos nossos pescadores?

Só agindo assim, estaremos em condições de voltar a trazer o futuro para a agenda pública, em nome da melhoria das condições daqueles que vivem, também hoje, na nossa CASA.

Meu caro Jorge, hoje em dia, alguns bens comuns, como a sustentabilidade de uma forma geral (social, ambiental e económica) e a estabilidade das nossas instituições, só podem ser assegurados se formos capazes de articular, de forma consistente, decisões imediatas ou do presente com as de médio e/ou longo prazo, sobretudo num contexto de carência económico e financeira como o nosso e, também, porque a gestão dos mesmos exige mudanças ao nível individual, coletivo e, até, institucional, caso contrário, estaremos sempre condenados a começar de novo, como temos feito até então.

Por tudo isto, Jorge, peço-te, encarecidamente, que coloques, impreterivelmente, o futuro, na agenda do governo da nossa CASA, em todas as decisões que tomes para a resolução dos imensos problemas que existem momentaneamente que, reiteradamente, tens feito referência em vários discursos públicos.

Gostei, por isso, de te ver referenciar, nos diversos atos, formais e informais, de intervenção política, como nunca tinha constatado por parte de qualquer outro primeiro-ministro, sobre a necessidade do combate à corrupção na nossa CASA.

Regozijei-me com a abertura que manifestaste para ouvir e incluir todos os residentes da nossa CASA, quer estejam, momentaneamente, dentro ou fora da mesma, no projeto da sua transformação.

Adorei a pertinência discursiva relacionada com o aprofundamento da nossa democracia.

Aplaudi, num silêncio cúmplice geracional, a necessidade abordada por ti, de todos contribuírem, para a credibilização da política e dos políticos na nossa CASA, sob desígnio da maximização da ética como principal instrumento ligado ao propósito em causa.

Achei oportuna e necessária, a abordagem que fizeste e que, já começou a ser implementada, aparentemente, relacionada com esforços de contenção de despesas nas telecomunicações, transportes e de ordem diversa, nos ministérios e direções administrativas do Estado, bem como o ato formal de apresentação, no Tribunal Constitucional, da declaração dos rendimentos e patrimónios dos titulares dos cargos públicos, do governo da nossa CASA, com o objetivo de controle público da riqueza dos mesmos.

Meu caro Jorge, estas são, todavia, apenas medidas simbólicas, necessárias para credibilizar um caminho governativo, perspetivando-se, necessariamente, a abertura de um novo ciclo que, aparentemente, se abre, no governo da nossa CASA.

No entanto, meu caro Jorge, tens que ter a noção, se é que não a tens, de que aquilo que mina a política na nossa CASA não é apenas a imoralidade ou ausência de ética na política, mas, sim, a política nociva, praticada durante muitos anos, que tem lesado os interesses gerais.

Como te alertei, no início desta já longa minha carta, meu caro Jorge, estamos constantemente, a tapar buracos, de forma avulsa, e a impedir, periodicamente, que a chuva e o vento que entram pela CASA dentro, através dos telhados e paredes feias e inacabadas, nos impeça de dormir e sonhar em vez de construirmos um alicerce seguro e forte, com método e critério procedimental, que permita a reedificação da CASA onde todos possamos lá morar de forma digna e confortável.

Por tudo isso, meu caro Jorge, relembro-te que não é somente a ética na política ou o combate à corrupção que nos vai fazer mudar de rumo na CASA. Aliás, aquilo a que convencionamos chamar de corrupção, em alguma literatura especializada, é entendida somente como um “género de delitos praticados por uma personagem pública”.

Ninguém, todavia, nos garante, que o facto de qualquer dirigente ou governante da tua equipa que, nos governa, momentaneamente, não cometer nenhum “delito ético ou moral” que tal seja sinónimo de que estão aptos ou à altura de uma verdadeira cultura e realização política.

Se as coisas fossem somente assim, provavelmente, tudo seria muito mais facilitado.

É este, feliz ou infelizmente, o dilema que iremos viver nos próximos 4 anos e, caso nos consiga surpreender, serás, decididamente, recordado, como o representante da minha/nossa geração que mudou, de facto, as coisas na nossa CASA, depois de mais de 40 anos de improvisações constantes, pobreza de iniciativas, manifestação de alguma incompetência, indecisões e rotinas inconsequentes. Torço por ti, meu caro Jorge e como diria a nossa poetisa contemporânea, sobre a nossa CASA:

… Aqui

Sonho ainda o pilar –

Uma retidão de torre, de altar.

Ouço murmúrios de barcos na varanda azul.

E reinvento em cada rosto fio a fio

As linhas inacabadas do projeto.

Um bom ano de 2019 para ti, meu caro Jorge, repleto de realizações e que nos possas encher, a todos, de esperança, no interior desta nossa CASA.

Adelino Cardoso Cassandra

Algures no calçadão de Quarteira (Algarve) aos 02 de janeiro de 2019

    9 comentários

9 comentários

  1. modesto

    3 de Janeiro de 2019 as 9:26

    HUFF!!!
    Pensei que acabaria por adormecer-me ao ler esta longuíssima carta, mas sinceramente quero felicitar ao senhor Adelino Cardoso Cassandra, por produzir um texto de tão alto nível, tanto em termos de elaboração como de conteúdo, capaz de manter o leitor desperto e sempre interessado em ler o próximo paragrafo. MEUS PARABÉNS!

    Quanto ao assunto das PESCAS que bastante aflora, também concordo plenamente que todos os acordos relacionados devem ser revistos. Todos eles na minha opinião, são fraudulentos e lesivos aos interesses de São Tome e Príncipe. A grande tristeza é que tudo isso aconteceu com conivência de alguns JUDAS nossos compatriotas, que a troco de migalhas entradas diretamente para os seus bolsos, acabam prejudicando o bem estar e o futuro da nossa nação.
    Um inquérito com vista a detetar todas as anomalias a volta desses acordos devia ser instaurado e os responsáveis penalizados.

    Ao Dr. JBJ, apraz-me aperceber o seu lado firme e guerreiro. É que no meio de tanto caos, brandura da sua parte significa fracaço certo. SEM PUNHO DURO IMPONDO O BEM, V.Ex. não conseguirá quebrar os vícios e as correntes negativas que aprisionam a elite governativa santomense, com a qual terá que conviver durante estes quatro anos.

    Que DEUS TODO PODEROSO PROTEJA SAO TOME E PRINCIPE!!!

  2. Felismina

    3 de Janeiro de 2019 as 9:34

    Eu acho que esta oportunidade deve ser a última que nós temos. O MLSTP se não agarrar esta oportunidade e fazer o mesmo que o ADI fez nós não teremos salvação nenhuma. As pessoas já estão cansadas dos partidos políticos que entram e saem e tudo continua na mesma. Grande parte das pessoas tinha muita esperança no ADI e no entanto só nos deu fiasco e perseguições. Eu própria cai neste jogo de mentiras e ilusões. Tinham tudo para fazer o país andar e jogaram fora por causa de perseguição e outras porcarias. Eu só espero que o Bom Jesus faça alguma coisa. Até agora ele tem mostrado valor e consciência. Vamos ver. Só tenho medo de algumas pessoas que estão com ele. Mas seja o que Deus quiser.
    Bom ano a todos.
    Felismina

  3. WXYZ

    3 de Janeiro de 2019 as 9:40

    Okay. Desta vez um pouco diferente a sua escrita. Querendo levar a crer que estamos nos aproximando melhor das realedades ca em San Tome e Principe. E se assim for verremos que o Diabo nao era assim tao feio como se escrevia. Estas parecendo agora um cidadao Santomense, independente e imparcial que tem como o seu principal partido politico San Tome e Principe. Todos sabemos que ainda ee muito cedo pa faze uma avaliacao deste JBJ, nosso novo chefe de admnistracao; mas pelos primeiros passos que o mesmo esta a dar ja esta se tornando preocupante. Talvez seja esse o motivo dessa sua carta. Os slogans de campanha foram vazios e nenhum deles abordava as preocupacoes trazidas nessa sua carta, por isso ela torna se vista como bem oportuna.

  4. Américo

    3 de Janeiro de 2019 as 11:30

    Um bom ano a todos os Sãotomenses. Que Deus nos guia para ultrapassar as dificuldades que existem nesta terra.

  5. Sinonimos

    3 de Janeiro de 2019 as 12:02

    “Ninguém, todavia, nos garante, que o facto de qualquer dirigente ou governante da tua equipa que, nos governa, momentaneamente, não cometer nenhum “delito ético ou moral” que tal seja sinónimo de que estão aptos ou à altura de uma verdadeira cultura e realização política.”
    Gigante Adelino Cassandra.

  6. Bem de S.Tomé e Príncipe

    3 de Janeiro de 2019 as 17:30

    Boa radiografia da situação do país. Mas, como JBJ disse e que sublinho de forma inquestionável, ” Não quero que nos deixem trabalhar, quero que nos ajudem a trabalhar”. Quem fizer o contrario, não é verdadeiro(a) santomense, e sim, um apátrida. Esqueçamos das coisas ruins; ódio, rancor e vingança. Todos pela causa de São Tomé e Príncipe.

  7. Renato Cardoso

    3 de Janeiro de 2019 as 19:23

    O Fazedor de opinião nos brinda com esta reflexão e espera—se que o destinatário aproprie dos conselhos e sugestões; contudo noto que o mesmo não terá vida facilitada e nem contexto político suficientes para contagiar os acompanhantes que navegam com o mesmo.
    Apesar da euforia passageira após o afastamento do poder da adi que é aparente e os interesses dos outros partidos que estavam fora do arco da governação; regressam todos com apetites de ocupar postos e outras mordomias e muitas das vezes despreocupados com o interesse coletivo.
    Ora num Governo e noutros órgãos de soberania com interesses tão díspares parece difícil instalar o fio condutor capaz de promover o interesse nacional.
    Outro problema que o Fazedor de opinião referiu é a casa partidária do destinatário que não tem condições de promover visão diferente daquela que dispensa comentários.
    Normalmente é necessário ter fontes seguras de financiamento que é o braço armado da política e sem o qual fica difícil fazer funcionar a máquina partidária e alimentar os seus membros.
    Este pormenor irá fazer toda diferença do mandato do destinatário.

  8. T.S.E

    4 de Janeiro de 2019 as 9:40

    Boa explanação! São Tomé Poderoso agradece. Bom ano para todos os compatriotas.

  9. Armindo Assuncao

    6 de Janeiro de 2019 as 16:36

    Não concordo com a liguagem meu caro Jorge.
    Adesculpa não se pede simplesmente devemos evtar.
    Em casa dos meus Pais ou em casa dos meus avós, eu os meus irmãos e os meus primos, ate podemos andar as cavslitas mas quando nos encontramos fora de casa a boa regra nos obriga outro comportamento.
    Conheço razoavelmente os meus contemporâneos eles são mesmo assim.
    Sem limites.
    Eu sei que a ideia é dar a conhecer os leitores que o Sr.andou na escola com Primeiro Ministro, jogaram futebol de trspos juntos e mais….
    Quando em 1975 que a liguagem era Camarada chegou o momento que alguem tinha basta.
    Tratar por tu não é ofensa depende como
    Numa carta fechada ou numa conversa pessol.
    A maioria de nós somos memo assim.
    Oque fazer?????

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