Opinião

Do medo da palavra à indigência intelectual e ao falhanço das instituições

Do medo da palavra à indigência intelectual e ao falhanço das instituições.

A propósito da publicação do livro As tramas da política e a emancipação do saber histórico.

Tenho noção das múltiplas dificuldades por que São Tomé e Príncipe passa, entre elas, o lastro de acrimónia arraigado na política, eventos trágicos, como o do Amfitrit, e as dificuldades económicas geradoras de angustiantes incertezas no dia-a-dia. Por isso, estou cônscio do ralo valor deste texto. Porém, a propósito da publicação do meu livro São Tomé e Príncipe: as tramas da política e a emancipação do saber histórico, não posso deixar de revisitar itens relacionados com a valia dos princípios e com a solidez institucional, itens decerto não alheios à evolução de São Tomé e Príncipe.

De há muito defendo que o pior pecado do colonialismo foi, não o da malquista exploração económica, mas o da desertificação cultural. Na sua fase de enquistamento racista, o colonialismo expulsou os melhores filhos da terra e, ato contínuo, destroçou a sobrante elite local. O fechamento de perspetivas e a mesquinhez de atitudes levavam as autoridades colonialistas a tergiversar perante a cupidez de roceiros e, daí, a prescindir de valorizar as gentes da terra, imperativo para que o colonialismo acordou tardiamente, apenas no seu ocaso. Todavia, após a independência, a desertificação cultural prosseguiu: a ideologia impôs-se e atrofiou consciências e formas de saber, as quais só podiam ser enunciadas se conformes ao credo ideológico do poder. Também por isso, em tempo de rigidez hierárquica – algo distinto da solidez das instituições –, facilmente a ignorância virava arbitrariedade, por sua vez indutora de dissimulação e de receio da palavra, quais gangrenas do relacionamento social! E, infelizmente, assim sucedeu já depois…

Com a democracia, a sociedade pareceu (querer) libertar-se desse anátema… Mas, sem embargo da formação avançada de muitos são-tomenses, o debate no espaço público não reflete a qualificação das pessoas. Queda, pois, por saber porque é que São Tomé e Príncipe se revela tão avesso à primazia do saber, que, compreensivelmente, não pode ser o das verdades convenientes e mistificadoras da realidade.

Afinal, nem a democracia nos livra de que a ignorância e o preconceito degenerem em estupidez, de que não é menos nociva a protagonizada por pequenos e obscuros poderes, não necessariamente da esfera política. Repito, escrevo a propósito do meu livro, São Tomé e Príncipe: as tramas da política e a emancipação do saber histórico, que, sabe-se lá por que inescrutáveis motivos – por absurdo, aventar-se-á que talvez por resquícios do colonialismo, esquemas e corredores –, na circunstância não imputáveis a decisores políticos, não me foi possível apresentar em São Tomé. Não obstante, posso asseverar tratar-se de um livro que interessará até aos são-tomenses que dele discordem. Esta já seria uma, e não pequena, virtude.

Da importância do conhecimento histórico

A par da narrativa, este livro denota uma inquietação, indiciada pelo título – para quem o saiba ler e entender, facto de que alguém deu prova de não ser capaz –, que se prende com o descompasso da investigação histórica face quer ao avanço do conhecimento noutras áreas, quer à liberdade patente na valoração que, sem peias, a “rua” tece da história recente do país. Ora, rebaixado pela demissão de análise crítica, o conhecimento histórico em São Tomé queda em défice quando comparado com o discurso da “praça” onde campeia a liberdade de dizer até o implausível, que se replica como verdadeiro. Noutros termos, sem visões históricas fundadas em investigações consolidadas no exercício do contraditório próprio do debate científico, o moralismo primário, o preconceito e a ignorância tratam de ditar a sua “história”, as mais das vezes, com uma carga fortemente pejorativa e politicamente corrosiva. Uma das consequências é a apartação entre, por um lado, os políticos e, por outro, os governados que veem nas suas provações quotidianas a prova inequívoca para os epítetos insultuosos com que, com ressentimento, apodam os políticos. Não é demais repisar que o saber histórico é crucial para a formação da opinião, para a solidez político-institucional e para o diálogo político e social… sem o que a “rua” e o populismo triunfarão sobre as instituições e corroerão a sociedade.

Ao mesmo tempo que se avoluma a cizânia, que afloram devaneios erráticos, que assomam derivas autoritárias, escasseia, a meu ver, a capacidade de uma análise histórica rigorosa do passado recente. Cabe lembrar que, ao invés da noção de senso comum, o saber histórico não se reduz a um acúmulo de asserções supostamente consabidas acerca do passado. Laborioso, o conhecimento histórico implica uma análise a um tempo holística e minuciosa, assim como um apurado sentido crítico. O conhecimento histórico não é uma súmula conveniente, antes é um saber qualificado pela capacidade de pensar e equacionar o que não nos é dado ver e entender de imediato.

Em São Tomé e Príncipe constata-se a dificuldade de debate ponderado, exaustivo e qualificado das diferentes opiniões e, bem assim, de análise crítica dos factos e processos históricos, dificuldade em parte atribuível a afinidades com protagonistas, em princípio, pessoas de poder, o que, por si só, aparentemente qualifica de verdade intocável o que eles narram. Ora, independentemente do poder mobilizador e, até, criador dos lemas dos atores políticos, para o saber histórico e social não há nada de mais enganador.

Com efeito, para qualquer historiador as “tramas da política” são múltiplas: no que respeita a São Tomé e Príncipe, posso suspeitar de que a mim, por ser estrangeiro, nunca me dirão que, se calhar, não valeu a pena lutar… embora possa ser esse o sentimento, sobretudo, de alguns dos que mais abnegada e genuinamente se empenharam na emancipação do país. Mas, porque sempre andei pelas ruas e na terra, posso testemunhar do sentimento de logro de muitos são-tomenses com a evolução do pós-independência, sentimento ao tempo não claramente expresso por tal lhes ser vedado.

Não se trata, longe disso, de branquear o colonialismo. Porém, não será que, a acrescer às consequências danosas do colonialismo, os factos do momento fundador – que, como em muitos outros processos históricos, também tinham a ver com a apropriação do poder pelos putativos dirigentes independentistas – não tiveram importância? É óbvio que tiveram, que não foi pequena e, todavia, não a vemos competentemente escrutinada nem explicada…

Com a enunciação destas interrogações, pretendo apelar à construção de um saber histórico crítico e rigoroso, aquele que se alcança pela aplicação livre das regras do ofício relativamente aos temas e aos atores de que se é afetivamente próximo, o que, no caso de São Tomé e Príncipe, vale no tanto no sentido figurado quanto no da materialidade das vidas, dadas a insularidade, a exiguidade e a contiguidade como que forçadas… Afinal, nem a mim é fácil dizer a são-tomenses, amigos ou apenas conhecidos, que tiveram responsabilidade num governo ditatorial ou em atitudes discricionárias…, cabendo-me frisar – por disso estar ciente – que o narrarmos as ações passadas não faz de nós melhores pessoas do que os respetivos protagonistas.

Ora, apesar destes escolhos, ou justamente por causa deles, não será necessário descrever densamente, analisar com profundidade e explicar exaustivamente o passado?

Por exemplo, pondere-se: quantas decisões não se tomaram num ambiente pautado pela exaltação (compreensível mas não necessariamente preclara) com a desforra das agruras dos tempos precedentes? Ou quantas não foram apoiadas pela fé em lemas supostamente redentores e em figuras (afinal) desconhecidas? Quantas decisões não resultaram da obstinação na ignorância da realidade e do alheamento das consequências, apenas e só para se atender à construção do poder? E, por fim, a acrimónia gerada pelas invetivas, quase insultos, no recente debate político não resultará também de nunca se ter seriamente debatido a história recente do país?

Das vulnerabilidades das instituições e da sociedade 

Comparativamente, o erro, por exemplo, no domínio da justiça, da administração e da política parecerá bem mais dramático do que a ausência de conhecimento histórico. Mas convir no peso dos danos na vida de pessoas decorrentes de eventuais erros políticos, judiciários ou administrativos não consola quanto às consequências gravosas para a sociedade resultantes da amputação do saber sobre a história recente.

Por exemplo, e sem embargo da complexidade dos percursos históricos, não caberá perguntar porque é que a trajetória do país se revelou tão dissonante das promessas da independência? Além do oneroso lastro do colonialismo, deveu-se também à deriva do poder e às vulnerabilidades da sociedade, cujas linhas de rutura quedam cada vez menos disfarçadas apesar da afabilidade do comum dos são-tomenses. Ao menos em parte, a resposta estará na deriva das instituições que, na torrente do voluntarismo, foram paulatinamente desmanchadas, quando não abolidas sem mais. E, de 1990 para cá, os “novos valores” de pouco valeram.

Seja como for, as perdas derivadas da deliquescência institucional não se revertem nem fácil nem rapidamente. E sem instituições fortes – firmadas em leis ponderadamente debatidas e em procedimentos escrupulosos –, capazes de compaginar a adversidade e a litigância das sociedades hodiernas, como é que se protegerão as pessoas contra eventuais pulsões da “política”? Como a história mais recente o evidencia à saciedade, onde não existirem instituições – fortalecidas pelo primado do espírito e da letra da lei –, prevalecerão o arbítrio, a disrupção e a violência.

Aos que porventura achem este diagnóstico excessivo – e, porventura, parecê-lo-á quando se compara o arquipélago com muitas outras zonas do globo – perguntar-se-á: ao tempo da independência, alguém imaginaria que, nem passados cinquenta anos, São Tomé e Príncipe estaria na situação de disrupção política e social em que se encontra? Por não ser racista nem etnocêntrico é que não direi que não há remédio ou que tinha de ser assim. Mas, mesmo esperançosa, esta asserção, per se, não serve de nada, nem torna as perdas menos dolorosas, desde logo a do sentimento de irmandade…, sentimento que poderia reportar-se à história se desta se tivesse um conhecimento inteligente e profícuo.

Do medo da palavra

Neste contexto em que a sociedade carecerá de referências baseadas na sua história, sem embargo de alguns pequenos avanços (de que salientaria a publicação de algumas memórias de valor desigual), o saber histórico elaborado pelos são-tomenses permanece num estado larvar… Porquê?

Evidentemente, por um défice de massa crítica, mas também pelos condicionalismos que impendem sobre a esfera pública de que o conhecimento devia ser um esteio relevante. O medo da palavra pensada e debatida em contextos institucionais, mormente universitários, revela-se um infortúnio porque, favorecendo-se a indigência intelectual, sobrevêm a irracionalidade, a imponderação e, inevitavelmente, a mentira e a acrimónia do boca-a-boca.

Justamente, vários constrangimentos atrofiam o saber porque as instituições, debilitadas, não protegem as pessoas. Por exemplo, arriscaria dizer que ninguém a trabalhar para uma universidade em São Tomé e Príncipe conseguirá ter uma vida previsivelmente independente, nem no plano material, nem no da possibilidade da expressão da opinião desassombrada. O pior de tudo para a produção do saber e subsequente capacitação das opções políticas, e não só, é a deliquescência das instituições e a sua incapacidade de proteger as pessoas, de compaginar interesses e divergências, cuja enunciação é, não raro, encarada como um ataque pessoal.

Ora, o horror à diferença, à pluralidade de opiniões, à problematização das ideias não indicia senão a forte possibilidade de as instituições e demais entidades acabarem enfeudadas, se não a interesses não escrutináveis, certamente à inércia paralisante e ao marasmo. Desde a independência, o que se tem revelado especialmente danoso para São Tomé e Príncipe é a falência das instituições e entidades, incluindo da sociedade civil, especialmente quando ficam reféns da pequenez e da mesquinhez dos que as tutelam e as instrumentalizam em prejuízo de uma sociedade tendencialmente empobrecida, também por falta de profundidade cultural e de debate informado.

            E das tramas

Por fim, resta dizer que, apesar de perfilhar uma visão universalista da história e da condição humana, compreendo a tentada elaboração de visões históricas de viés nacionalista. Em todo o caso, qualquer narrativa nacionalista são-tomense não se firmará senão no exercício do contraditório com visões diferentes e, se for o caso, opostas.

Se com a sua leitura deste livro os são-tomenses puderem fortalecer as suas convicções, terão motivos para agradecer ao BISTP por ter apoiado a sua edição. Por mim, estou reconhecido pelo patrocínio desta obra, cuja publicação muito me honrou, sobretudo por me ter sido dito estar destinada a inaugurar um mecenato exemplar, o da criação de uma coleção de saber sobre a terra e, também, pelos da terra.

Mas, qual hipótese absurda!, se, por alguma fraqueza inconfessável – daquelas que amiúde menoscabam a hombridade, a liberdade de juízo, a independência de espírito –, alguém viesse a ter e a difundir medos ou a sentir embaraço com este livro…, não ficando bem nos dias de hoje um auto-de-fé, nem sequer simbólico, de um tão nefando, por alegadamente polémico, livro, restar-me-ia sugerir que o faculte de borla a quem o queira ler…

Quanto aos exemplares que me couberam, alguns já foram e serão entregues a professores de diversas universidades e, bem assim, a várias bibliotecas em Portugal, enquanto outros já têm por destino bibliotecas de universidades de todo o mundo.

Augusto Nascimento

    10 comentários

10 comentários

  1. MIGBAI

    10 de Maio de 2019 as 12:22

    Muito boa tarde Sr.Augusto Nascimento.
    O meu caro, conseguiu aguçar-me o apetite.
    Assim, como vai haver a Feira do Livro de Lisboa, salvo erro, no final do mês de Maio e início de Junho, gostaria de saber, se o seu livro vai estar em algum stand da Feira.
    Eu irei a Portugal nessa altura, pois fiz coincidir alguns exames médicos com a realização da Feira do Livro de Lisboa, onde tenho ido quase todos os anos, para assim poder banhar-me naquele paraíso fabuloso da literatura.
    Por favor, queira dizer-me se vai estar à venda o livro, e em que stand.
    Muito obrigado.

    • Augusto Nascimento

      11 de Maio de 2019 as 13:04

      Caro “Migbai” (não sei quem seja, por isso recorro a este heterónimo!)

      Em primeiro lugar, obrigado pelo seu interesse pelo livro.
      No tocante aos livros, em Lisboa só estarão os meus exemplares, já destinados a bibliotecas de universidades de várias partes do mundo, onde conheço colegas interessados em História de África.
      Creio que os livros estarão em São Tomé, embora não saiba com quem. Talvez os livros estejam no BISTP, o qual, invocando conveniências de agenda e de oportunidade, resolveu inopinadamente cancelar a apresentação do livro. Não se pode deixar de aventar que, independentemente do propósito, com tal decisão o BISTP – ou alguém no BISTP, não sei dizer por desconhecer como e em que bases aí se formam as decisões – de algum modo se permitiu tecer um juízo sobre a menoridade dos são-tomenses, decidindo por eles, o que os são-tomenses devem, ou não, ler, perguntar, querer saber e aprender.
      Em alternativa, talvez os livros também possam estar na Universidade de São Tomé e Príncipe, ou destinar-se à USTP, com quem o BISTP ia estabelecer – reproduzo o que me foi dito e é congruente com a capa do livro – um protocolo de mecenato para a publicação de obras científicas sobre São Tomé e Príncipe. Se tal protocolo se estabeleceu, ou não, se se mantém, ou não, nada sei dizer. Aliás, o Magnífico Reitor alegou que a USTP não podia envolver-se no lançamento do livro com uma desculpa que, de tão esfarrapada, ofende a mais pobre das inteligências. Na verdade, a desculpa aduzida inspira tristeza por não se poder senão supor que o Magnífico Reitor, que devia pugnar pelos princípios basilares da independência e da liberdade académica bem como pela primazia do saber qualificado, sujeitou a Universidade de São Tomé e Príncipe a conveniências inimagináveis. Se se tivesse alegado falta de dinheiro, compreender-se-ia… Mas a desculpa para não acolher um lançamento… é aviltante, não para mim, mas para a Universidade de São Tomé e Príncipe, rebaixada por quem a devia elevar e pugnar por ela.
      Noutros termos, pode uma sociedade progredir se quedar refém de propósitos e de poderes tão pequeninos?
      Por fim, o livro resulta do meu trabalho, mas, de alguma forma, os exemplares dos livros pertencem aos são-tomenses. Por isso, é de elementar justiça que os livros, estejam eles onde estiverem, sejam facultados aos são-tomenses que queiram ler e, presuntivamente, discutir fundamentadamente as narrações, explicações e opiniões expressas acerca da história do país.
      Augusto Nascimento

      • Preocupado

        12 de Maio de 2019 as 10:36

        Sinceramente!!! Cada vez mais compreendo menos os dirigentes de S.T.P. Como é que uma universidade (será que é mesmo universidade?) que deveria ter a função de criar condições para a análise e divulgação de obras de investigação, debate e discussão pública sobre os conteúdos das mesmas, disseminar a cultura investigativa sobre a nossa História e Cultura pode ter um comportamento deste? Porquê que o próprio BISTP que financiou a publicação da obra tem este tipo de comportamento? Cada vez mais começo a interiorizar a ideia que o país não tem salvação com estes dirigentes tão ignorantes que só estão preocupados com as suas agendas pessoais. É muito triste! Senhor Drº Augusto Nascimento só lhe peço, encarecidamente, para continuar a escrever sobre o meu país mesmo não sendo natural do mesmo. Haverá sempre muitos Santomenses dispostos a comprar e ler a sua obra. Tenho dito.

  2. eoqueupenso

    10 de Maio de 2019 as 14:22

    Todos os grandes problemas de São Tomé, educativos, económicos, sociais, políticos, etc, resultam dessa indigência intelectual, cuja causa tem como base efectivamente o antigo sistema colonial, mas actualmente essa causa não pode mais ser invocada.

    Vamos parar de uma vez por todas de atribuir a culpa de todos os males ao colono. Desde a independência, São Tomé formou pelo menos três novas gerações de quadros no país, nas mais variadas áreas de especialidade e, ao se analisar hoje o grau de desenvolvimento cultural e cientifico da população Santomense, o cenário que se constata é assustador e o problema mais grave é que a tendência será para piorar, isto é, ao contrário do que seria normal, vai aumentar o grau dessa indigência intelectual por cada nova geração que é formada e isso tem uma razão que se chama sistema educativo.

    O sistema educativo Santomense precisa de uma revolução completa. Tem que ser formada uma comissão de sábios nacionais e estrangeiros que estudem a situação actual e apresentem um novo paradigma educacional para o país para as próximas gerações. Ao abrigo desse novo paradigma, a grande maioria dos quadros nacionais actuais ligados á educação (sejam eles professores, directores, quadros do Ministério) tem que ser ajudados na sua requalificação e infelizmente a maioria deles tem que ser afastada, pois não tem formação técnica nem intelectual para estar a formar as próximas gerações do país.

    Por outro lado, a grande maioria dos apoios financeiros externos que São Tomé recebe têm que ser direccionados para a área da educação, mas para uma educação séria e não uma educação baseada na estatística, em que os jovens hoje têm graus de escolaridade superiores aos das gerações anteriores e não sabem sequer falar e escrever Português.

  3. Aqui Mesmo

    11 de Maio de 2019 as 12:17

    Grande reflexão do Drº Augusto Nascimento. Isto daria um bom tema, como contributo reflexivo inclusivo, para ajudar a nossa comunidade a arrepiar caminho. Estamos tão concentrados, neste momento, com a espuma dos dias, que grandes reflexões como esta, por exemplo, são secundarizadas em detrimento de pequenas politiquices, sem qualquer valor simbólico ou factual, com o objetivo de perpetuar o papel dos indigentes no nosso sistema político-partidário.

  4. Renato Cardodo

    11 de Maio de 2019 as 13:55

    Prezado Senhor:
    Não tive oportunidade de ler a sua narrativa.
    Li agora na diagonal o seu texto e vou o reler.
    Questiona assuntos interessantes que tenho tentado compreender e solicitado os que possuem mais conhecimentos a fim de ajudar a perceber as causas desta encruzilhada que o país vive e agrava—se dia após dia.
    Qual à chance de obter a obra que escreveu?
    Obrigado

  5. Amar o o que é nosso

    11 de Maio de 2019 as 14:17

    Não consegui ler.. Português caro! Deu preguiça

    • Leitor

      13 de Maio de 2019 as 10:33

      Não consegues ler tenta aperfeiçoar o hábito de leitura. Também é isto que tem contribuido para a situação caótica do país. Quem não sabe ler ou quem não lê num país sério não deveria ocupar nenhuma função minimamente importante.

  6. Nuno Menezes

    11 de Maio de 2019 as 20:16

    Ficamos mesmo pelo o livro,aonde existe varias historias e relatos.
    Falando em livro existe um livro dentro de Sao Tome and Principe que ao ler esse mesmo livro da Medo,quem sabe podemos dar o titulo desse mesmo livro as Dividas externas e interna dentro de Sao Tome and Principe ano 2019.
    Isso sim, que torna muito preocupante aonde os numeros sao inorme (grandes) e ao mesmo tempo essa situacao causa o desenvolvimento muito e muito slow dentro de Sao Tome and Principe.
    O que vemos dentro de Sao Tome and Principe sao de pessoas Privadas sao das pessoas que estao imigrar fora de Sao Tome and Principe e constroem Hotel,bar,discoteca,casa,loja de internet e outras coisas mais dentro de Sao Tome and Principe e isso nao tem nada haver com o governo em questao,apenas pagamos a eles o que esta estepulado,e o que esperamos do governo nao vemos nada.., uma pessima condicoes hospitalar,estradas em pessima condicoes e o governo tem um modelo de lei muito e muito antiga pior do tempo de salazar….dentro de Sao Tome and Principe.
    E condicoes de Prisionais fora daquilo que informa human rights act.
    Papel do Governo ‘e fazer infraestrutura uma delas PRISAO.
    Isso sim ‘e um original livro do ano 2019 dentro de Sao Tome and Principe.
    E depois chega na altura das eleicoes o arroz e outra coisas mais deixa de existir dentro de Sao Tome and Principe e o sistema meddo Medo entra em accao (em Funcionamento) e nesta epoca das eleicoes aonde a propria polucao sente medo e ao mesmo tempo sente fome por escasez de bens necessario.
    O Passado da Republica Portuguesa esta no museu,aonde existe tambem a disciplica escolar ser professor de historia e existe uma formacao para tal para aqueles que querem seguir ser o professor de historia, mais no entanto Portugal com a cabeca erguida estudou o seu meio de sair dentro da sua crise e elas foram varias dentro da Republica Portuguesa aonde eles os mesmos estudaram e concerteza sem ajuda… e sao tome and principe isso nao se aplica necessitam sempre de outros para assim ajudarem,um desenvolvimento muito controlado e ao mesmo tempo poucas coisas o governo tem feito para o desenvolvimento de Sao Tome and Principe.

    E o melhor livro seria voltar a dar Sao Tome and Principe nas Maos de Portugueses de Portugal,e se isso acontecer… dia seguinte as ruas dentro de Sao Tome and Principe estariam limpas o mercado em condicoes sem papel no chao e sem muita confusao na cidade e outras coisas mais graves que assim existe, e concerteza nas eleicoes nunca faltaria arroz e outros bens necessarios dentro de Sao Tome and Principe.
    E autocarro por todas as cidades dentro de Sao Tome and Principe com o passe L123
    E isso se chama devenvolvimento e com infraestretura.
    E sonho da pricisa bela adormecida conheco!!!
    Pergunto a mim mesmo se isso for aplicado qual sera a razao a cidade no dia seguinte estaria limpa e as pessoas NEGRAS obdecerem????
    E se os mesmos aplicarem o IVA concerteza seria aceite sem nenhum Negro gritar muito.
    E concerteza tinha direito a greve dentro de sao Tome and Principe igual a Portugal brancos e Negros.

    Nuno Menezes
    Lincoln,Reino Unido

  7. Barão de Água Izé

    13 de Maio de 2019 as 17:11

    A História de STP está marcada na pele dos(as) Sãotomenses que vivem na miséria e pobreza desumana, indesculpável.
    Que tal debater as nacionalizações e considerar a sua extinção, desnacionalizando e libertando
    a terra para quem possa e queira desenvolver a economia agrária que está totalmente moribunda
    decorrente do fracasso das nacionalizações. Dr. Augusto Nascimento, quer abordar este tema da nossa História actual?

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