Opinião

Projetos Estruturantes

Há dois ou três dias, sensivelmente, ouvi o senhor primeiro-ministro, na Assembleia Nacional, vociferar, com orgulho e empenho militante, que, com a aprovação do orçamento geral do Estado e das grandes opções do Plano, estavam criadas as condições para o país entrar, definitivamente, na senda de um desenvolvimento durável e sustentável.

Qual é o facto, inserto nos referidos documentos, designado como “projetos estruturantes” pelo senhor primeiro-ministro, que irá mudar, radicalmente, o nosso contexto comunitário, contribuindo com premissas, de natureza económica, social e, até, ambiental, para a transformação humana ou material, que garanta, num contexto temporal de médio e longo prazos, a sobrevivência e melhoria de qualidade de vida das nossas gentes, tendo como objetivo principal a gestão permanente da inclusão?

A resposta veio da boca do próprio senhor primeiro-ministro que nos garantiu que os projetos estruturantes que suportavam a sua ambição de um desenvolvimento durável e sustentável para o país, nos próximos tempos, são: a extensão da pista do aeroporto internacional de S.Tomé e Príncipe, com o financiamento da República Popular da China; a reabilitação da estrada número 1 que liga o centro e norte da ilha de S.Tomé, com financiamento do Banco Mundial e a reabilitação da marginal da cidade de S.Tomé com financiamento do Banco Europeu de Investimento e do Reino da Holanda.

São estes, segundo as palavras do senhor primeiro-ministro, os projetos estruturantes que irão garantir um desenvolvimento durável e sustentável ao país nos próximos tempos.

Não pretendo entrar em discussões desnecessárias sobre conceitos como “projetos estruturantes”, “durável” e “sustentável” que qualquer leigo pode encontrar numa edição de qualquer livro sobre a temática em causa.

Todavia, sendo projetos com estas características, “estruturantes”, “duráveis” e, sobretudo, “sustentáveis”, deveriam cumprir, pelo menos, uma destas três premissas essenciais: proporcionar um crescimento inclusivo, criando, com tal, condições para o desenvolvimento da economia com níveis elevados de emprego, numa perspetiva de médio ou longo prazos, apostando sobretudo no investimento produtivo; assegurar a coesão social e territorial, promovendo a promoção da equidade intra e intergeracional na repartição dos recursos que, até, são escassos e, por último, manter o equilíbrio dos ecossistemas, tendo em conta a nossa fragilidade neste âmbito.

Ora, parece-me que nenhum dos três projetos, enunciados e designados como “estruturantes”, “duráveis” e “sustentáveis”, cumpre alguma daquelas três premissas referenciadas porque, na minha humilde opinião, têm um impacto e contexto de orientação na economia muito redutor e limitado no tempo, não acrescentando valor nem transferência de tecnologia ao nosso empresariado, por um lado, e, por outro, não proporcionam um desenvolvimento sustentável, como foi apregoado, compaginável com os constrangimentos da realidade socioeconómica prevalecente, um dos quais é a alta taxa de desemprego de jovens, aparentemente qualificados.

Daqui por 1 ou 2 anos, por exemplo, quando estas obras terminarem, para onde é que vão os trabalhadores eventualmente contratados para a sua execução? É isto a essência de um projeto estruturante e sustentável? Que empresas nacionais vão participar nestas obras e dai tirar dividendos relacionados com a transferência de tecnologia ou Know-how que poderá ser aportado, posteriormente, ao desempenho das mesmas e do desenvolvimento do país?

É, também, por isso, que não estranhei a expressão usada pelo senhor primeiro-ministro quando afirmou, decorrente do processo de apresentação e votação do referido orçamento de Estado, «…Nesta altura vamos ter que exigir trabalho…as pessoas depois não vão dizer que este trabalho é pesado…o desempregado não escolhe trabalho…». Fim de citação.

Ele sabe, perfeitamente, ao contrário daquilo que apregoou, as características dos referidos projetos que estão, aliás, explícitas no conteúdo da frase anterior que ele mesmo proferiu que, não comportam nenhuma valência de sustentabilidade nem de estruturante, embora eu concorde que tais obras precisariam de ser realizadas.

Temos, todavia, de explorar melhor, as nossas relações com a China, numa perspetiva diferente e mais proactiva, caso contrário estaremos mais uma vez condenados a falhar.

Não existia a possibilidade dos acordos assinados com a China Popular, já que têm um carácter multissectorial, poderem contemplar, preferencialmente, transferência de tecnologia e conhecimento, que permitissem a dinamização do sector da agricultura e do turismo, por exemplo, associado ao projeto, já em curso, de construção de casas sociais, e, com tal, se criasse as condições, internamente, para a dinamização do meio rural, fixando ai pessoas, com o desenvolvimento e gestão de projetos no domínio da agricultura, pecuária e do turismo rural, numa perspetiva inovadora e compaginável com o nosso património ambiental e patrimonial?

Não existia a possibilidade de refletirmos, neste momento, respeitando todas as iniciativas de caráter privado neste âmbito, sobre a necessidade de um país tão pequeno como o nosso ter 3 instituições de ensino superior, provavelmente, todas elas, com carências tremendas de quadros e infraestruturas de apoio, e pensarmos na possibilidade de unificarmos os três projetos, tentando garantir os direitos de todos em presença, e criar condições para dotar o país de uma só grande universidade, contando com o apoio da China, que teria caráter de financiamento para a sua construção, formação de quadros, e apetrechamento dos laboratórios e outros serviços complementares, dotando-a de valia investigativa, preferencialmente, nas áreas de Educação, Agricultura e Ciências do Mar, por exemplo?

Na minha humilde opinião, uma conceção deste âmbito é que deveria estar na base da nossa cooperação estratégica com a China e suportar, sempre, um consenso nacional interpartidário, o mais alargado possível, com o objetivo de combate à pobreza e criar as bases para um desenvolvimento sustentável. Ou seja, a cooperação deveria ser vista, sempre, numa perspetiva de desenvolvimento e não de ajuda, sobretudo porque ela não é eterna e, para tal, basta ver o que aconteceu com a ajuda que Angola e outros países nos foram dando ao longo dos tempos. Serviu para quê?

Para além disso, não basta anunciar, com pompa e circunstância, a existência de “projetos estruturantes” para o país. Temos de começar a introduzir no país uma cultura de avaliação e responsabilização política mais assertiva.

Por exemplo, o senhor primeiro-ministro deveria anunciar, decorrente da implementação dos seus projetos estruturantes para o país, cujo objetivo é acabar com a pobreza, que impacto mensurável, terão no desempenho da economia, durante toda a legislatura, através de indicadores económicos e sociais, de forma que no final da referida legislatura, todos possamos fazer um juízo global sobre a distância entre aquilo que foi feito e anunciado, obrigando, desta forma, todos os outros governos posteriores, a adotarem a mesma prática. Isto sim, seria fazer diferente.

Temos de começar, a partir dos próprios governantes, a interiorizar e praticar uma cultura de avaliação e responsabilização política. Não se pode estar a exigir ao povo uma cultura de trabalho, ambição, avaliação e responsabilidade e os exemplos que vêm de cima refletem a antítese de tudo isso.

Se não mudarmos de vida, teremos grandes problemas, num futuro não muito longínquo.

Aliás, as consequências já começam a se manifestar. São as próprias populações que, inorganicamente, estão a reagir, amiudadamente, contra as instituições do próprio Estado, provocado por insuficiências de funcionamento destas, em situação de algum descontrolo emocional, decorrente da insatisfação generalizada que começa a tomar conta do país.

Estamos numa situação que qualquer coisa, por mais pequena que seja, pode incendiar o país, e os dirigentes políticos deveriam ter muito cuidado com aquilo que dizem e prometem, fazendo um exercício exemplar de responsabilidade política e pedagogia cívica estimulador da defesa dos valores da cidadania.

No mesmo dia que o primeiro-ministro anunciou os seus projetos estruturantes, duráveis e sustentáveis para o país, vi e ouvi, através de um vídeo que me enviaram, as peripécias relacionadas com os bombeiros que foram mobilizados para combater um incêndio no Distrito de Lobata, que provocou 2 vítimas mortais.

Segundo o relato das populações, vítimas do referido incêndio, o mesmo começou pelas 21 horas e os bombeiros só chegaram pelas 23h17 minutos. Para além disso, quando estes tentaram ligar as mangueiras estas não funcionavam e estavam rotas fazendo a água espalhar, pelo chão e ar, de forma difusa, molhando as pessoas que estavam distantes do referido foco de incêndio menos a referida casa onde deveria estar concentrada a atenção dos referidos bombeiros. A água, entretanto, acabou, de repente, e, tendo chegado outro caminhão dos bombeiros, aconteceu exatamente o mesmo. Ou seja, a intervenção dos bombeiros no referido incêndio não contribuiu, minimamente, para a sua resolução, antes pelo contrário, criou confusão, caos, mortes e tristeza.

A população, enfurecida com este desempenho dos bombeiros, começou a apedrejar os mesmos, num contexto de manifestação de revolta perante tanta incapacidade.

No mesmo dia que tal facto aconteceu, soube-se, também, que um cidadão, perante o facto da sua filha ter introduzido uma moeda nas vias respiratórias que lhe provocou a obstrução das mesmas, dirigiu-se ao hospital central, em aflição, para que o referido problema fosse resolvido. O diagnóstico e resolução do problema terminou com a morte desnecessária da criança, perante a manifestação de arrogância e prepotência do médico que atendeu a mesma.

Estes dois episódios, que não são casos isolados ou avulsos, muito pelo contrário, denunciam um padrão de comportamento transversal na nossa sociedade e refletem a metáfora perfeita daquilo que está a acontecer ao governo do país, neste momento.

Tudo parece estar roto no país e mete água por todos os lados. O Governo não é capaz de se concentrar naquilo que é, de facto, essencial para o desenvolvimento do país, como a mangueira dos bombeiros perante o alvo principal que era a casa onde ocorria o referido incêndio.

Por isso, limita a atirar promessas para o ar, em todas as direções, sem qualquer critério, estudo ou responsabilidade política. Não estamos em campanha eleitoral (e mesmo aí eu condenaria) para que o governo continue a prometer mundos e fundos tendo, contudo, a consciência que não vai cumprir ou que as mesmas configuram uma burla ou logro. Designar tais projetos por estruturantes, duráveis e sustentáveis parece-me, por isso, um logro.

E se as pessoas já estão desiludidas e têm pouca confiança nas nossas instituições, este comportamento do governo só vem contribuir para consolidar este sentimento e, posteriormente, originar comportamentos de impaciência e agressividade como aqueles que têm acontecido um pouco por todo o país.

O primeiro-ministro não manda, como ele mesmo confidenciou, recentemente, que tem sido vítima de pressões inqualificáveis da própria maioria que suporta o seu governo. Como é que um primeiro-ministro que se sente tão pressionado, por aqueles que deveriam, em princípio, ser os primeiros a protegê-lo, ao ponto de verbalizar esta acusação, publicamente, pode estar em condições de governar o país tendo em conta a salvaguarda de princípios como a inclusão, igualdade, equidade e equilíbrio institucional?

Eu soube, por exemplo, que tendo a Índia fornecido computadores e outros materiais ao Estado de S.Tomé e Príncipe, estes foram distribuídos por todas escolas de S.Tomé, mas, todavia, nenhum deste material chegou ao Príncipe. Da mesma forma que, tendo o governo Chinês fornecido bolsas de estudo ao país, nenhum estudante do Príncipe foi contemplado com estas bolsas.

Não creio, todavia, que tal propósito seja uma orientação política explícita do senhor primeiro-ministro para tratarem a região Autónoma do Príncipe desta forma. Deve ser, com toda a certeza, o comportamento da senhora ministra de educação que governa o seu ministério como se tratasse de uma roça privada, com tiques de arrogância e prepotência. Os estudantes do Príncipe e a sua população saberão, com certeza, na altura certa, dar uma resposta a este comportamento discriminatório e não é por acaso que o MLSTP tem perdido, ao longo dos tempos, expressão eleitoral na região autónoma do Príncipe.

É óbvio que tudo isto torna a vida do primeiro-ministro muito mais difícil já que ele se encontra metido num covil de predadores implacáveis, onde predomina o avulso, o desenrascanço, a luta desenfreada por interesses privados e a banalidade institucional, disfarçada de manifestações de arrogância e prepotência, como o episódio clínico que culminou com a morte da criança no nosso hospital central. Estamos no bom caminho!

Adelino Cardoso Cassandra

    30 comentários

30 comentários

  1. XYZ

    9 de Dezembro de 2019 as 8:50

    Sai um governo e entra outro e a situação continua tal e qual. A única diferença que eu vejo é no palavreado. Cada um tem o seu estilo. O resto é tudo igual. Se o primeiro ministro se sente pressionado então pedi demissão e explica isto ao povo. Agora eu não vejo razão para estar sempre a dizer que está a ser pressionado e que não consegue trabalhar. Se não consegue trabalhar porque está pressionado então o país está mal porque se o primeiro ministro não consegue trabalhar o país não avança.

  2. Souza

    9 de Dezembro de 2019 as 8:53

    Eu sempre disse que este país não vai avançar. Cada um faz o que quer. As pessoas morrem por coisas simples no hospital. Isto é demais. É para isto que tomamos independência??? Sinceramente…………..

    • Souza

      11 de Dezembro de 2019 as 8:48

      Este apelido não é seu

  3. Lobata

    9 de Dezembro de 2019 as 9:03

    Quando este governo entrou sinceramente que eu estava ciente que as coisas iriam mudar. Muito paleio, muito discurso, o primeiro-ministro devolvia dinheiro de viagens, passava raspanete aos colaboradores, etc. Agora só vejo bandalheira e incompetência e roubalheira. Cada um só está a defender seus interesses. Cada ministro quer ter tudo mais rápido possível para quando sair ter vida minimamente organizada. No hospital pessoas morrem por incompetencia e falta de material. Casas de pessoas queimam porque os bombeiros não tem equipamentos. Os salários foram cortados. Luz vem dia sim, dia não. Estradas estão cheias de buracos. Escola está uma calamidade. Professores abusam das alunas e não ensinam nada. Os deputados só falam de porcarias que não interessam a ninguém. É isto a mudança que nos prometeram. Palavra de honra.

  4. Militante de Base

    9 de Dezembro de 2019 as 9:57

    Coitado do Jorge que eu considero uma boa pessoa. Ele está metido num grande problema. Mas a culpa também é dele. Ele andou a confiar nalguns malvados que pensam que o partido é deles como o senhor Rafael Branco, Pósser e outros e agora estas mesmas pessoas estão a dar ele troco. São bandidos. Eles tramaram o Pinto, tramaram a Maria das Neves, tramaram o Aurélio e agora vão tramar o Jorge também. Pergunta ao Pinto o que Rafael Branco fez elee.

  5. Aledunha

    9 de Dezembro de 2019 as 11:04

    Um governo que tem tudo na mão para trabalhar bem, unir as pessoas, fazer a terra avançar está a fazer porcarias atrás de porcarias. Não é para isso que eu esperava.

  6. Revoltado

    9 de Dezembro de 2019 as 11:06

    É muita confusão para um país tão pequeno. Bando de incompetentes.

  7. Ilha do Príncipe

    9 de Dezembro de 2019 as 11:43

    Nós no Príncipe já estamos habituados com este comportamento do MLSTP. Sempre foi assim. É por isso que eles estão a perder aqui no Príncipe de ano para ano. Qualquer dia nem um voto vão ter aqui no Príncipe. Isto é uma vergonha. Se deram computadores para o país todo porquê que só as escolas do Príncipe é que não recebe nenhum computador? Depois querem união. É esta união que o primeiro ministro quer para o país. Ele fala em união mas faz exactamente contrário. As pessoas dom Príncipe não são parvas. Patrice Trovoada pode ser tudo que ele é mas nunca ele tratou Príncipe desta forma. Estou a espera de eleições presidenciais e outras para correrem com esperteza vir pedir votos de pessoas de Príncipe. Mando-vos para uma coisa que eu sei.

  8. Fundá

    9 de Dezembro de 2019 as 12:01

    Eu sempre disse isso. Quem estava a espera que este governo ia fazer coisa diferente é melhor tirar cavalinho da chuva. Tirando Pinto da Costa que fez algumas coisas boas para este país e outras não tão boas o MLSTP sempre foi um partido que está interessado em encher os bolsos dos dirigentes seus. Olha a riqueza que o Rafael Branco tem. Olha riqueza que a Maria das Neves tem. Olha a riqueza que o senhor Guliherme Pósser tem. A própria Elsa Pinto disse que Angola envia dinheiro e os camaradas comem tudo. Se própria dirigente do partido diz isso eu não posso acreditar nesta gente. São ladrões e corruptos incorrigiveis. O problema do J.B.J é que ele foi apoiar-se nestas pessoas e mais no camarada Osvaldo Abreu. Outro corrupto que já é rico com casa lá em Portugal e tudo. Onde é que ele viu dinheiro para comprar casa em Portugal.

  9. Autonomia Total

    9 de Dezembro de 2019 as 12:12

    O MLSTP sempre que esteve no governo fez este abuso com a região autónoma do príncipe. A confusão de 26 e 27 que fez muita gente do príncipe ir para cadeia foi por causa deste abuso do MLSTP. Eles continuam a abusar. Eu só digo uma coisa. Qualquer dia isto vai acabar com separação porque o príncipe não precisa de s.tomé para nada. Só estão a atrapalhar. Se não gostam de nós aqui no príncipe não atrapalha. Cada um segue o seu caminho e mais nada. Agora andar a dizer que somos irmão, blá, blá, blá e depois ter este comportamento conosco é abuso.

  10. Homem Grande

    9 de Dezembro de 2019 as 12:34

    Este país tem de parar e deixar de fazer política de espetáculo todos os dias. Já estamos fartos de discursos bonitos e com muitas flores. As pessoas tem de perceber que a situação do país não é para para brincadeira. As coisa estão complicadas. Não há dinheiro. Não há luz. O hospital não funciona. A escola está de cabeça para baixo. Estamos a formar ladrões em vez de cidadãos exemplares. Os serviços não funcionam como deve de ser. Os polícias são corruptos. Os juízes são corruptos e incompetentes. Os ministros de forma geral são fracos e não sabem o que andam lá a fazer. Os deputados dão reles e sem capacidade. Tudo isto tem de ser mudado e pensado. Agora eu só vejo o primeiro ministro com discursos bonitos e a realidade continua a piorar cada vez mais. O país precisa de um abanão e é isto que o primeiro ministro tem de fazer. Primeiro – Mudar alguns incompetentes que estão no governo e nas direções do estado. Segundo – Dizer a verdade ao povo e falar claro em vez de estar a inventar truques. Terceiro – Correr com os corruptos que existe no partido dele que está a impedir ele de governar. Quarto – Definir três ou quatro ideias para alavancar o país e tomar decisões.

  11. C.P.J

    9 de Dezembro de 2019 as 12:49

    Não é falta de aviso. O Jorge foi avisado muitas vezes por pessoas que confiam e gostam dele. Ele preferiu seguir certos dirigentes desgastados e sem perfil.

  12. C.P.J

    9 de Dezembro de 2019 as 13:11

    Projectos estruturantes!!!!!!! Kuá Liiiiiiiiiiii…………

  13. Celestino

    9 de Dezembro de 2019 as 13:49

    Numa situação tão dificil para o país o ADI está quase morto. É por isso que a maioria está a abusar

  14. Gente do Príncipe

    9 de Dezembro de 2019 as 13:55

    O homem manda com tempo e Deus manda para sempre. Se este governo trata o Príncipe desta forma Santo António do Príncipe vai colocar ele no seu lugar. Todos que brincaram com o Príncipe Santo António saberá dar resposta. O MLSTP está a pagar o que colheu. Eles eram sempre maioria aqui no Príncipe agora estão a encolher. Eu quero ver onde vão parar.

  15. José Povinho

    9 de Dezembro de 2019 as 18:46

    existe coisas básicas que este governo deveria fazer e que não fez. Por isso existe algumas confusões. O país precisa de um governo de combate, com pessoas altamente competentes, independentemente da sua filiação partidária. Temos no entanto um dos governo mais fracos da nossa democracia. O país precisa de uma boa oposição neste momento. Temos a pior oposição de toda a nossa história democrática. O país precisa de verdade e transparência na relação com os cidadão. Temos no entanto um governo e primeiro ministro que não quer dizer a verdade e só tenta transmitir um discurso com floreados. Não é preciso ser muito inteligente para saber a razão das coisas estarem a acontecer desta forma. Fui

  16. Lucas

    9 de Dezembro de 2019 as 18:50

    Nao quero ofender ninguem
    Mas porque nao vão todos, mas mesmo todos, dar banho ao cão ?
    Aliviava o ambiente!!

    • Mateus

      9 de Dezembro de 2019 as 21:50

      O que é que se passa senhor Lucas? Está chateado? Credo!!!!

      • Lucas

        10 de Dezembro de 2019 as 6:46

        Está chateado e muito
        Aliás como está chateada toda a gente
        Tirando 10 ou 20 que vivem do orçamento do estado (Mateus incluido) todo o resto da população está chateada
        Sr Mateus vá por aí e pergunte à gente se vive feliz?Dá para chorar…de alegria? Não senhor de dôr .Por isso estou muito chateado

      • Jesus

        10 de Dezembro de 2019 as 9:24

        Lucas está tunchado. kikikikikikikikiki

  17. Armadilha

    9 de Dezembro de 2019 as 21:56

    Quando a cabeça não pensa o corpo é que paga. Jorge Bom Jesus tinha tudo para ser um bom primeiro ministro deste país mas como os outros falharam criaram condições para ele falhar também. Prepararam armadilha e ele subiu sem pensar. Agora estão a rir dele escondido e a gozar com ele. Para reverter esta armadilha ele tem de trabalhar muito e ser muito inteligente. Vamos ver o que isso vai dar.

    • Martelo da Justiça

      10 de Dezembro de 2019 as 9:16

      E têm duvidas que Jorge Bom Jesus vai ser o melhor Primeiro Ministro de todos os tempos aqui em STP??
      Será que alguém estava a espera de milagres de um dia para outro, perante um ambiente catastrófico deixado pelo Patrice Trovoada??
      Todas essas reclamações e criticas são infundadas e não fazem nenhum sentido.
      Agora está na moda criticar tudo ou nada.
      Compreendo o desespero das pessoas, umas por falta de paciência e outras por dor de cotovelo. Esses últimos perderam os tachos e agora vão ter que trabalhar como eu. Foi um escândalo aquilo que se passou em 4 anos. As pessoas a exteriorizar riquezas sem provar onde é que arranjaram tanto dinheiro. Aonde é que anda a PGR. É tão fácil provar que houve corrupção!! Só quem não quer é que não vê. Tem que se por basta a essa onda de corrupção que começou desde a abertura para o multipartidarismo e que agudizou nesses últimos 4 anos.
      Vamos dar o tempo ao tempo. No fim de 4 anos vamos falar. Esses críticos vão ficar todos caladinhos.
      Por acaso não sou do MLSTP nem defendo ninguém para tirar proveito algum. Mas também se fosse não seria crime nenhum. Há muita gente seria no MLSTP que também esta indignada com alguns dos seus membros corruptos. O tempo veio provar que a corrupção não está apenas nos elementos do MLSTP. Verificou-se que está no seio de todos Partidos. Alias, essa gentalha aproveitar dos Partidos Políticos para se enriquecerem.
      Sou um cidadão consciente, que observo as coisas a minha volta, sei diferenciar o mal e o bem. Conheco muito bem todos os autores políticos da nossa praça e estou interessado para que o Pais avançe.
      Deixem por favor o Governo trabalhar porque estou farto de de bandidos. Façamos criticas sim mas construtivas. Só essas melhoram o desempenho do Governo.
      STP terá que avançar!!

  18. Jesus

    10 de Dezembro de 2019 as 9:25

    isto é um autêntico carnaval. Este país não existe. Nem nos meus piores sonhos.

  19. M.S.P

    10 de Dezembro de 2019 as 11:02

    Cada dia que passa começo a acreditar que o melhor é aceitarmos integrar num espaço com Portugal, por exemplo, com uma autonomia relativa, e abandonar esta ideia de independência de forma definitiva. Não podemos estar a insistir nesta ideia de independência com orgulho e teimosia para colocar as pessoas a viverem mal, sofrerem, morrerem por coisas básicas que não existe no hospital, etc, enquanto meia dúzia de pessoas passam a vida no bem bom com casas em Portugal consultas periódicas lá fora, bolsas de estudo para seus filhos e outras mordomias. Assim não, peço desculpas. Isto é masoquismo. Se a independência é para meia dúzia passar bem e todos os outros andarem a sofrer então…

    • Lucas

      11 de Dezembro de 2019 as 7:56

      Senhor MSP
      Portugal não quer os Santomenses de geito nenhum
      Muito menos numa autonomia disfarçada
      São Tomé virou sitio mau frequentado
      Ninguém quer a gente
      Vamos morrendo lentamente numa agonia atroz.
      Alguém duvida?

    • Nita

      11 de Dezembro de 2019 as 20:48

      É? É entrar só? Tá pensando que Portugal é fácil… Portugal exige trabalho, eficiência. Vê só os vendedores nas lojas, garcons como trabalham rápido e eficiente

  20. José Lamego

    10 de Dezembro de 2019 as 12:15

    Não se pode comparar este governo com o Governo anterior
    Pelo menos o anterior ainda deixava alguma esperança. Via-se a energia a ir por todas as partes, as estradas fora da cidade a serem construída, Liceu em Lobata, em Porto Alegre e outras zonas mais, projectos de água estavam em execução, estavam já a preparar o projecto de requalificação da cidade, estavam já a preparar o projecto de reabilitação da estrada nº 1, estavam a preparar a reabilitação da central de contador etc, estavam a preparar a reabilitação do Hospital Central com Kwaite . etc. Pelo menos via-se algo e havia alguma esperança.
    Mas com este Governo?
    Só se vê as mortes. Mortes por incendio, mortes por receitas mal passadas, morte nas mão do cirurgião etc.
    Adeus povo tudo acabou

  21. Souza

    11 de Dezembro de 2019 as 9:02

    O financiamento da República Popular da China, Banco Europeu de Investimento, do Reino da Holandae Banco Mundial para reabilitação da estrada número 1 e a reabilitação da marginal da cidade de S.Tomé.
    As empresas chinesas ganham as obras, vários chineses (pedreiros,operadores de máquinas e engenheiros que são “penitenciários, criminosos”) viram a São Tomé e recebem pelo serviço e tudo vai pra China, as empresas nacionais e o pedreiros,operadores não terão como fazer nada. E já tem muitos presos chineses a trabalhar nas obras de construção

    • Lau

      12 de Dezembro de 2019 as 12:05

      Grande verdade senhor Souza. Este modelo de cooperação eu não gosto. Os nossos empresários não ganham nada com isto. Ficam descapitalizados, não podem participar nestes negócios, acabam ficando na falência e vão despedir os trabalhadores nacionais aumentando assim o desemprego e o rendimento de muitas famílias.

  22. franciscoassis

    12 de Dezembro de 2019 as 17:55

    O Jorge Bom Jesus disse que iria avaliar directores e ministros. Já passou muito tempo e não se viu tal avaliação. O senhor acha que temos mente curta. Enganam as pessoas e pensam que são inteligentes….uma vergonha de governantes…

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