Opinião

A Solidariedade em Tempos de Emergência

Estamos a viver tempos difíceis, decorrentes dos constrangimentos provocados pela pandemia do COVID-19 e, neste âmbito, enquanto comunidade, devemos agir, individual e coletivamente, de acordo com as exigências deste mesmo tempo, contribuindo, com maior ou menor empenho solidário, para minimizar o impacto da referida pandemia nas nossas vidas.

Mas, esta solidariedade não pode ser, nalguns casos, sinónimo de egoísmo, de oportunismo, de falta de ética e desumanidade.

Acabei de receber, através de alguns amigos, algumas imagens que algumas organizações da sociedade civil com alguns políticos à mistura, andaram a fazer, um pouco por todo o país, tendo, aparentemente, como motivação intrínseca, aquilo que consideraram ser uma campanha de “distribuição de cabazes aos nossos pobres”.

Fiquei perturbado com as referidas imagens por três razões que tentarei descrever abaixo.

Em primeiro lugar, não se compreende que interesses terá uma organização da sociedade civil que, segundo as palavras dos seus representantes, aparentemente, querem contribuir com a sua ajuda, através da “distribuição de cabazes”, para mitigar os problemas de pobreza no país, decorrente da pandemia do COVID-19 e, simultaneamente, utilizam tal expediente solidário, para fotografar ou filmar estas mesmas pessoas, nalguns casos em situação de grande vulnerabilidade física, económica e social, no ato de realização da referida ajuda.

Para quê? Qual é a finalidade de quererem ajudar os mais pobres e, ao mesmo tempo, aproveitarem este expediente para fotografar ou filmar estas mesmas pessoas, como se tratasse de um processo de troca ou de mercantilização desta mesma pobreza para, posteriormente, tirarem algum proveito, político ou de outra natureza, com a mesma?

Em segundo lugar, tal facto, poderá ter implicações de natureza jurídica ou criminal porque estas pessoas, ao fazerem o que estão a fazer, percorrendo todo os distritos e região autónoma do Príncipe, fotografando e filmando as pessoas da nossa terra, tendo como propósito, aparentemente, uma hipotética ajuda que estarão a dar aos mais pobres e vulneráveis da nossa sociedade, não têm nenhuma autorização desses mesmos pobres para fazerem o que andam a fazer e, posteriormente, multiplicarem, através das redes sociais, vários registos destas fotografias e vídeos, alguns dos quais retratando, de forma cruel e sem piedade, a realidade física, económica e social destas pessoas que, nalguns casos, não é nada saudável.

Os nossos pobres, que já estão numa situação de grande vulnerabilidade, decorrente desta pandemia, e não merecem isso! Que interesses terão estes supostos filantropos, com esta ação, em nome desta suposta ajuda aos mais pobres, ao condenarem-nos a tanta exposição nos fóruns de diversas redes sociais que, nalguns casos, as consequências negativas, decorrentes deste ato, são superiores à própria ajuda que fornecem?

Existem alguns direitos de personalidade, designadamente, relacionados com a privacidade ou recato, a imagem, a identidade pessoal, familiar e social, etc., que devem ser respeitados, independentemente das pessoas serem pobres ou ricas.

E, neste âmbito, as pessoas não podem ser expostas, quase que completamente desnudadas nos domínios da sua privacidade, identidade e imagem, só pelo facto de alguns senhores, políticos e “candidatos a políticos”, entenderem que uma suposta ajuda através da “distribuição de cabazes” aos referidos pobres é suficiente para fazerem o que entenderem neste domínio.

Isto diz muito da forma como, ainda, infelizmente, tratamos os nossos pobres. E o que me indigna é que algumas das pessoas que, aparentemente, estão na linha de frente desta suposta campanha, “distribuição de cabazes”, fazendo o que fazem fotografando e filmando os mais vulneráveis da nossa sociedade e colocando, posteriormente, estas imagens nos vários fóruns das redes sociais, segundo me informaram, são as mesmas que, nalguns contextos, batem com a mão no peito, entre juras, declarando que são os maiores defensores destes mesmos pobres e miseráveis da nossa sociedade. Haja paciência para tanta hipocrisia!

Em terceiro lugar, acho que estamos em presença de um problema moral. As pessoas não podem e não devem, sob pretexto de estarem a ajudar os mais pobres com uma suposta campanha de “distribuição de cabazes”, enganá-las deliberadamente, colocando os supostos beneficiados com esta mesma ajuda, numa situação de humilhação pública, constrangedora e intencional.

É isto que, consciente ou inconscientemente, fazem, quando realizam registos fotográficos e filmes das mesmas, sem autorização e, posteriormente, multiplicam a exposição das referidas imagens nos fóruns das redes sociais, revelando a condição social de pobreza destas mesmas pessoas, tornando-as conhecidas por um grande número de pessoas por todo o mundo.

Neste caso concreto, estamos em presença de um ato de assédio moral em que alguns privilegiados, gozando deste suposto estatuto de relação social assimétrica, de forma autoritária, sob o propósito de estarem a ajudar os pobres, coloca-os numa situação de vulnerabilidade muito maior do que a suposta ajuda que estão a oferecer, com tiques de desumanidade e contrários aos princípios de ética recomendáveis.

Estes supostos pobres nunca deram autorização a estes supostos filantropos para divulgarem, perante o mundo, através das redes sociais, aspetos importantes da sua história de vida familiar, social ou económica em troca desta suposta ajuda e tal só é feito porque, os tais pobres, de acordo com este estatuto de marginalidade, vulnerabilidade e fragilidade que estão sujeitos na nossa sociedade, são incapazes de defenderem os seus próprios direitos com liberdade e determinação.

Uma coisa é a comunicação social do país, tendo conhecimento de desenvolvimento de um programa, de âmbito estatal ou privado, de uma instituição benfeitora ou filantrópica, e comparecer na mesma fazendo, posteriormente, registos fotográficos específicos e discretos da sua realização, para complementar o conteúdo de uma notícia sobre tal facto, e, outra coisa, bem diferente, é a organização propositada e consciente de uma iniciativa deste âmbito por parte de agentes da sociedade civil, em conluio com alguns políticos, tendo como propósito o desenvolvimento de um projeto de ajuda aos mais pobres da nossa sociedade e, posteriormente, acabarem por fotografar e filmar os mesmos, sem qualquer autorização, e colocarem estes registos fotográficos nas redes sociais sem a devida autorização dos supostos beneficiados com a referida ajuda.

Isto é um crime e é algo condenável do ponto de vista ético e moral.

A diocese de S.Tomé e Príncipe, por exemplo, sob a coordenação do senhor Bispo Dom Manuel António, tem um projeto valioso, “Casa dos Pequeninos”, que presta um trabalho inestimável aos mais frágeis da nossa sociedade, e eu nunca vi o senhor Bispo a expor fotografias de dezenas de crianças que frequentam aquele espaço nos grupos ou fóruns das redes sociais, em prol da demonstração da bondade do seu projeto.

A conterrânea Dulce Gomes, desenvolve (não sei se o projeto em causa ainda continua) um extraordinário projeto de apoio aos “Meninos da Rua” que teve uma grande expressão e contributo na valorização de dezenas de jovens, contribuindo, com tal, para tirar alguns deles de um caminho com contornos complicados. Nunca a vi fotografar aqueles miúdos e colocar as fotografias em causa em grupos ou fóruns das redes sociais com objetivo de ganhar qualquer protagonismo pessoal.

A Congregação das Irmãs Servas da Sagrada Família, na ilha do Príncipe, desenvolve um extraordinário trabalho de apoio aos idosos naquela parcela do nosso território, que tem contribuído, de forma exemplar, para mitigação dos níveis de abandono e pobreza destas pessoas na nossa sociedade, e eu nunca vi as referidas irmãs a exporem fotografias de dezenas de idosos que frequentam aquele espaço nos grupos ou fóruns das redes sociais, em prol da demonstração da afirmação da importância do referido projeto.

Poderia continuar a dar muitos mais exemplos neste âmbito tendo como protagonistas outras instituições de caráter social da nossa terra.

Por tudo isso é que tenho dificuldades em compreender a decisão destes supostos filantropos com o desenvolvimento desta iniciativa, cuja génese só pode estar relacionada com propósitos de natureza político-partidária ou similar que, como eu referi anteriormente, será mais uma pedrada lançada na nossa democracia e, neste caso, comportará, no futuro, uma luta implacável pelo controlo e hegemonia de “grupos políticos” sobre os nossos pobres.

É, por isso, aliás, que nenhum “grupo político” nacional, apesar de vãs promessas, reiteradamente expressas, de mudança e desenvolvimento do país, está interessado, de facto, em acabar com a pobreza ou com os pobres na nossa terra, exatamente porque precisam dos pobres para continuarem alimentar os seus projetos pessoais e de grupo, fazendo o que fazem, abusando da fragilidade e vulnerabilidade destes, como este caso parece demonstrar.

Se as coisas evoluírem como estão a evoluir, teremos nos próximos tempos, como já se constata nalgumas situações, grupos rivais com interesses económicos e de outra natureza bem determinados, que lutarão entre si, taco a taco e zona a zona, pelo controlo da hegemonia sobre os nossos pobres, como se de uma mercadoria se tratasse, com o pretexto de que estão a falar ou defender uma causa político-partidária, usando, contudo, os golpes mais baixos e desumanos possíveis, nesta competição, perante o silêncio e cumplicidade de uma minoria mais enriquecida do país, do ponto de vista socioeconómico e cultural.

Aliás, segundo me dizem, já existe nas redes sociais uma grande competição, em forma de concurso, entre diferentes grupos, que, lutam, taco a taco, em multiplicação de registos de fotografias e vídeos, demonstrativos da ajuda que deram aos nossos pobres, com recurso, nalguns casos, a um formato que designam como “diretos” para demonstrarem a sua capacidade hegemónica e influência sobre os mais desfavorecidos da nossa sociedade, como de uma mercadoria se tratasse. É isto que designam como ajuda e solidariedade para com os pobres!

Os Homens são dotados de igual dignidade, e o respeito à pessoa humana deve prevalecer independentemente do grupo ou classe social a que a mesma pertence.

Não é este, definitivamente, o tipo de solidariedade que precisamos neste momento de emergência que, nalguns casos, comporta o egoísmo em detrimento do altruísmo.

Adelino Cardoso Cassandra

    17 comentários

17 comentários

  1. Lei

    18 de Maio de 2020 as 20:59

    Isto é mal que nós padecemos desde tempo. Os políticos aproveitam dos pequenos para irem para poder fazendo estas coisas que envergonha. É muito triste ser pobre no nosso país. O problema é que eu não vejo dia que isto vai acabar.

    • Ralph

      19 de Maio de 2020 as 6:41

      Os políticos são de não se confiar, em quase todo o tempo. Procuram fazer-nos pensar que ajam no interesse do público, procurando demonstrar isso por ações públicas de bondade e boa vontade. Geralment, porém, apenas procuram avançar os seus próprios interesses ao parecerem ser amigáveis e bondosos. Querem assegurar os votos do eleitorado, raramente fazendo o bem porque realmente queiram efetuar o bem.

    • Ana Graça

      19 de Maio de 2020 as 9:27

      Não são só politicos…todos os são-tomenses gostam de aparecer. Políticos, Federação de futebol. lojas de libanês, todo tipo de associções….juvê…toda gente quer aparecer. só hipocrisia.

  2. Teodora almeida

    18 de Maio de 2020 as 21:20

    Nascer pobre neste país é terrível. Muito difícil a vida não muda porque alguns senhores não estão para ai virado. Apesar de todas as ajudas que dizem que outros países dão só uma meia dúzia é que aproveita. E depois nestas alturas distribuem algumas migalhas para esta classe mais desfavorecida como coisa que estão a fazer algum favor. Eu e os meus amigos sabemos o que sofremos lá no fungá fungá de Ponta Figo e sacrifício que os meus familiares fizeram para termos alguma coisa. Até bolsa de estudo era para os da cidade e filhos de ministros e diretores. Nunca me deram nada naquele país e quando o meu pai viajou é que a nossa vida começou a mudar um bocadinho. Agora eu estou fora do país mais os meus irmãos e apoio pessoas que sem sequer tenho muita intimidade que estão lá em S.Tomé. Não há mal que perdura. Muito obrigado senhor Adelino Cardoso Cassandra pela escrita não acertiva.

  3. Fidel Castro

    18 de Maio de 2020 as 21:23

    O teu irmão Miro CASSANDRA saiu agora mesmo na tvs a filmar pessoas que ele deu Cabaz. Vocês não enganam ninguém.

    • Seabra

      19 de Maio de 2020 as 2:47

      Este Adelino CASSANDRA enche o saco…é um FRUSTRADO, TORTURADO, que insiste em encher-nos o SACO.Este safado, deve sofrer de “dérangement psychologique ” , ou seja não choca com o BARALHO TODO .
      Você que faz parte de uma das família mais OPORTUNISTA de STP,ousa vir com frequência nos encher a cuca com os seus problemas EXISTENCIALISTAS…faça uma psicanálise, porque você precisa. …URGENTEMENTE !

  4. Dar César o que é de César

    18 de Maio de 2020 as 21:28

    Adelino CASSANDRA escreveste esse artigo exatamente a criticar o que teu irmão Arzimro Cassandra acabou de fazer, saiu na televisão a mostrar as pessoas que o mesmo mais amigos deram cabazes. Acho que o senhor devia moralizar primeiro a sua casa.

  5. Americano

    18 de Maio de 2020 as 23:17

    Fidel Castro desculpa meter nesta confusão mas o senhor tem toda a razão. Como ele disse uma coisa é uma associação distribuir coisas para o povo e televisão filmar para passar e outra coisa é umas pessoas andar a distribuir coisas para a população e tirar fotografia de pessoas e andar a colocar no facebok sem autorização. Eu tive a dias um bate boca no face com o senhor danilo salvaterra que eu acho que é do príncipe sobre este assunto. Ele e mais algumas pessoas andaram a colocar fotografias de várias pessoas no face para mostrar que ele deu cabases. Eu disse ele que eu não concordava com isto porque é um abuso. Ele mandou-me ir trabalhar. Isto é um abuso sim senhor. Quem quer dar alguma cosa ao povo não tem que andar a tirar fotos para colocar no face. Fazem isso de abuso e confiança porque as pessoas são pobres. Muito obrigado senhor Adelino Cardoso Cassandra pelo post.
    Malditas pessoas que abusam dos pobres roubando dinheiro do país.

  6. F.F

    18 de Maio de 2020 as 23:25

    Isso sempre foi assim neste país. Abuso de poder e dinheiro. Enganam o povo com migalhas enquanto comem tudo de bom e melhor. O povo também é culpado porque vota nestes bandidos. É MLSTP, é ADI e é toda esta escumalha.

  7. Berlindo Abnildo

    19 de Maio de 2020 as 8:45

    Tanta palha escrita para não dizer nada.
    Esse senhor tem histórias na sua vida que nem vale a pena contar, porque a vida privada de cada um é mesmo privada. No entanto, ele não deveria estar aqui arrumado em bom samaritano.
    Esse Cassandra ja não convence ninguem.
    Olha, pergunta ao teu irmão porque que ele ainda não passou a pasta de Presidente do Governo Regional ao novo presidente da UMPP. Tudo estava previsto para Abril. Estamos a terminar Maio e o To Zé nem dá confiança ao coitadinho do rapaz que arrumou as malas de Pportugal e já se encontra nno Principe.

  8. Filho dos Pobres

    19 de Maio de 2020 as 8:51

    Uma das pessoas que anda a fazer isso e a gabar no face é o senhor Danilo Salvatera e o senhor deputado do MLSTP Aerton do Rosário. Eles é que estão a encabeçar estes desmandos cá no país. Puseram fotos da senhor Felismina de Santana sem pedir autorização e o filho dela zangou e ainda ameaçaram com polícia. No Zandrigo fotografaram senhor Conde e a mulher dele e também colocaram no face sem autorização. Uma falte de respeito para com os pobres.

  9. POVOS DAS ILHAS

    19 de Maio de 2020 as 10:03

    Meus caros,
    As pessoas que distribuem cabases e andam a filmar, terão certamente algum propósito, daí que cada um e como cada qual.

    Agora o que me entristece, sendo país STP, o Estado Governo Central, tendo já iniciado a distribuição das cestas básicas na Ilha de S.Tomé. como é que até agora não foram criadas condições para que o Governo Regional pudesse também fazer distribuição das cestas básicas às pessoas mais necessitadas na Ilha do Príncipe, porque os 12,3 milhões de dólares dado por empréstimo pelo FMI, com custo de juro 0, cujo o inicio do reembolso só será em 2026, foi para o país REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE STP.

  10. Diaspora

    19 de Maio de 2020 as 10:33

    Palavra de honra minha gente. Onde este país chegou!!!! Quem te viu e quem te vê. Cada dia o país está a copiar coisas que não tinhamos antigamente. Tudo que é negativo copiamos de outros sitios. Boas acções não existe. Os políticos só dão estes exemplos negativos. Eu digo sinceramente mesmo estando fora de país há muito tempo, é melhor que não houvesse independencia nenhuma para alguns políticos deixarem o país nesta situação lamentável. Respeito as pessoas que tem opinião diferente mas eu pergunto independencia para o povo ficar nesta situação entregue aos bichos do MLSTP, ADI, PCD e outras porcarias chamadas de partidos políticos.É para isso que tomamos independencia? Eu compreendo Portugal mas Portugal também é culpado porque fez mal entregar o poder a estes malfeitores e traidores que estão a fazer que fazem com este povo humilde.

  11. Frenando

    19 de Maio de 2020 as 12:02

    Isso não é nenhuma novidade para mim. Estes malfeitores andam a fazer isso a muito tempo. Tratam os pobres como objectos deles sem qualquer respeito. É por isso que num campanha quando o senhor Guilherme Pósser, Rafael Branco, Alcino Pinto e mais uns poucos apareceram no quintal do meu irmão a pedir voto ele põs eles todos a correr dali para forma com machim os gajos correram e entraram no carro. Isto foi a sorte deles.

  12. Luzaísso Taty

    19 de Maio de 2020 as 12:48

    De tudo isso nós como povo, somos os culpados. Porquê? Quando há campnha, basta falar de banho, que corremos para votar. Não votamos se não nos darem banho. É isso. Toma banho uma vez e fica 5 anos sem agua, luz, combustivel, comida, saude, escola, estrada…. É hora de mudarmos de atidue! Agora Quem quiser ser presidente ou 1º ministro, tem que apresentar um projecto sustentavel, para o crescimento do país. CHEGA DE BANHO!

  13. Safu

    19 de Maio de 2020 as 16:22

    O senhor Adelino devia também fazer uma cronica direcionado a seu irmão que durante a sua governação foi dando envelope as pessoas,com objetivo de se perpetuar no poder. Há rumores aqui na Ilha que foi seu irmão o grande responsável pela má conduta dos jovens, que basta cometer uma infração o mesmo aparesse desautorizando as autoridades.Eis a razão que hoje em dia temos a sociedade que tempo. Graça a seu irmão estamos a construir a pior sociedade de todos os tempo ca na região. Deus abençoe o senhor e seu irmão. Fui

  14. Gentino Plama

    19 de Maio de 2020 as 17:17

    Por tudo quanto foi dito, este senhor é bom na escrita. Ainda há São-tomense com a excecional capacidade de reflexão e análise.
    Ele não faz parte de tanto quanto por aí andam. Ele sabe redigir, sabe expor com uma boa qualidade na narração de facto.
    O nosso País está sendo guiado por pessoas que não sabem o que é a Ética. Para estes, tudo quanto vale e, quanto mais bizarra for , é melhor. O irmão do mesmo poderá ter sido levado pela mesma onda, por ser a imagem de marca aqui no País mas, o outro não pensa com ele, daí a erro. O que tem o senhor Adelino a ver? A chamada de atenção é para todos, no sentido de não mas voltarem a fazer, por ser « Errado»; «Feio» «Baixo»…
    Para o Pseudo Jornalista, o País já dispõem de Laboratório para deteção do Virus-Cov19, portanto, espero que não venha dizer que se trata de Único Laboratório.

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