Opinião

Três factos que marcam e “desmarcam” os 50 anos de Abril

Três factos marcantes

  1. Primeiro facto marcante: o Povo é quem mais ordena

Ver a festa do POVO pelas ruas celebrando o quão profundo e magnânime são os valores de Abril: a Liberdade, a Fraternidade, a Democracia e o Estado de Direito. Coisa bonita e muito séria!  Percebe-se a expressão do “orgulho nacional“ no semblante das pessoas.

Nas minhas lides de explicador da minha filha – frequenta o sexto 6º ano do ensino português-, tenho aprendido algumas coisas sobre História de Portugal (HGP). Muitos factos novos, algumas revisitações e curiosidade quanto baste. Em jeito de observação diria que desde os tempos idos do Condado Portucalense até o dia 25 de Abril de 2024, há um percurso de valores, mas também da ausência destes. Por exemplo, o período imediatamente anterior a Abril de 74, correspondeu a quase 50 anos de isolamento e ditadura pura e dura, com feridas profundas na sociedade portuguesa.

Curiosamente, não deixa de ser paradoxal, o embrião da Revolução de Abril de 1974 ter começado no teatro de luta dos movimentos de libertação africanos em alguns dos territórios dominados.

Parabéns Portugal.

  • Segundo facto marcante: às pessoas de bem, as honras pelos feitos praticados.

Agradou-me acompanhar actos de outorga e reconhecimento por parte dos populares e das instituições da república, aos soldados timoneiros da revolução – muitos dos quais em vida-, desde os nomes mais notáveis até ao sublime “soldado desconhecido”. Gente comum e decidida que virou a página do futuro com muita coragem e determinação.

O nome de Humberto Delgado, o General sem Medo, não me sai do pensamento. Gosto do que oiço falar sobre ele. Dizem-me ter sido um grande homem. Li sobre o seu trágico desaparecimento, às mãos de Salazar, quando estudava com a minha filha e, lembro-me de ter feito uma pausa de “pesar”, como se estivesse a viver o momento exato da notícia. Talvez tenha sido mais um daqueles heróis que o desconfiado e matreiro silêncio abafa diante o barulhento pupilar dos pavões de penugem farta e colorida, despidos de elegância ou feito que se reconheça.

  • Terceiro facto marcante: Olhar em frente

Foi o Abril de 1974, também percursor da independência dos territórios africanos, até então subjugados ao domínio imperial por mais de 500 anos. Repito, 500 anos. Daí que a representação ao mais alto nível – por parte dos Chefe de Estado-, durante as comemorações, parece sustentar uma evidência muito positiva e reveladora do tanto da cordialidade e afinidade cultural que foi possível fundar depois do incomensurável sofrimento de história comum.

Olhar em frente é sempre mágico. Ficar preso no tempo, gera caducidade.

  1. Três factos que infelizmente ainda marcam os “50 anos de Abril”
  1. Primeiro facto desmarcante: “volta para tua terra”

Nas redes sociais circulam vídeos que mostram cidadãos santomenses, residentes em Portugal, sujeitos à situações de iminente despejo das suas habitações, sob o olhar e presença firme de forças policiais. É o que vídeos fazem perceber. Tenho indicação de relatos de familiares em STP comprovando episódios similares. Infelizmente, a cidade de Paris (França), que se prepara para receber as olimpíadas no verão, parece ir pelo mesmo caminho. 

O olho nu olha estas imagens como acto de indignidade institucional sobre pessoas “indefesas” e vulneráveis.

Ora, tenho para mim, que muitas destas pessoas, até há ano e meio, muito provavelmente, deveriam estar a fazer as suas vidas na sua terra natal (STP), levando o seu quotidiana de luta, na alegria e dos  anseios de vida melhor que tardam. Enfim, um calulu confuso de desesperança do futuro animador e a incerteza de ter de partir.

O meu arrepio está aqui: foi Portugal e a sua diplomacia esgueirada e audaz, que outrora dificultava administrativamente à entrada da mais pequena “mosca”, ainda que enferma de saúde falha, a entrar no avião rumo a Lisboa, e num repente atmosférico, acenou o visto CPLP e o título de residência “instantâneo” – qual papa Cerelac-, a torrentes de santomenses, aliciando-os com a promessa do El Dourado do emprego pleno, da habitação segura, da saúde e de escola gratuita para aqueles que pretendiam continuar os estudos iniciados no país. Sem falar dos desenrascados recursos financeiros devorados pelas custas burocráticas que o novel Centro de Emissão de Visto eficazmente prescreveu. Fala-se à boca solta, do “negócio” lucrativo que se tornou a atribuição destes vistos, pela presença de agentes informais facilitadores do “tratamento da documentação” às pessoas aflitas e ávidas de sair.

As motivações de tal inusitada bem-aventurança diplomática portuguesa – de empurrão fazer subir 90 graus a cancela da entrada de cidadão dos PALOPs-, está por apurar. Presumem alguns  espíritos mais atentos, tratar-se de preencher o stock de mão de obra barata que já escasseava no mercado de emprego precário (serviços) em Portugal; a importação  massiva de capacidade técnicas para sectores da construção civil e infraestrutura – operadores de serviços de manutenção, carpintaria, ladrilhadores, canalizadores, etc-, o depauperou num ápice as capacidades existente em STP; autênticas “rusgas” modernas “de comum acordo” entre os talentos jovens nacionais – estudantes com 12º ano concluído ou por fazer-, para, eventualmente, povoar as escolas profissionais em cidades portuguesas do interior com demografia difícil.

Também têm saído quadros com formação superior – nalguns casos, acompanhados de família nuclear-, que por força da candeia das oportunidades cada vez mais míngua, procuram nas paragens lusitadas, o mínimo de coisas básicas.

Não encontro outra explicação senão a demografia, o emprego e a economia, a traduzir para os crioulos locais, a linguagem universal dos interesses estratégicos dos países mais poderosos e ricos que STP.

Em menos de 2 anos, estima-se que terão saído do país, pelo menos 25 mil pessoas. Será um exagero? Não sei. As autoridades nacionais que deveriam estar na posse dos números reais, opta por afogar-se no silêncio e deixar-nos a todos, a flutuar no iceberg da especulação e da adivinhação destes números.

Em todo caso, se assim for, só em Portugal, podemos estar a falar da duplicação de cidadão santomenses   em pouco mais de ano e meio. E tudo isso se passou em em dias de sol amarelo e intenso (solo mê djá).

Sobre este assunto, não me recordo de ouvir um comentário, uma palavra que fosse, nos diversos programas que fazem opinião da diáspora africana na imprensa portuguesa (jornal e TV), alguns dos quais até contam com o concurso de comentadores filhos da terra. 

Aqui chegados, confrontemo-nos finalmente, com o papel e lugar da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) nesse processo. Cada vez (mais), uma comunidade da “política” de reuniões, cimeiras, discursos e solenidades mediáticas e, cada vez (menos), a comunidade dos povos empenhados em endereçar a indiferença a muitos preconceitos difíceis de desenraizar, volvidos tantos anos de comunhão de espaços, língua e cultura. Aqui e ali, embora imperem níveis saudáveis de cordialidade genuína, grosso modo, não obstante as boas intenções de muitos profissionais dos Estados-membros, mantém-se objectivamente um projecto político em suspenso! Estarei a ser do simplista?

Soa-me ainda, para tristeza e incredulidades de muitos cidadãos, a uma CPLP muito ávida de fotos de família entre líderes políticos a seguir às reuniões e cimeiras; em manifestações culturais de boas vindas em visitas de Chefes de Estado e de Governo etc. Entretanto, se ao cruzar de uma esquina a comunidade for confrontada com algum incidente político delicado num dos seus Estados-membro, a afirmação dos valores de que regem os Estatutos, simplesmente esfuma-se. Bum, desaparece em surdina!

Normalmente o guião compreende, umas “misulas” – ensaios de pronunciamento mediático à hora do Telejornal-, uns comunicados de imprensa em “latim”, e com o passar dos segundos, o silêncio reergue-se Dono e Senhor até que tudo volta à nova normalidade que entretanto, se impõe.

Atentemo-nos que a situação dos despejos – acima relatada-, acontecem em plena antecâmara das comemorações de Abril,  no “átrio principal” do edifício da CPLP. À vista de todos os Presidentes e representantes de Estados convidados. Ninguém diz nada. Ninguém se mexe. Ninguém pergunta nada

Diga-se de passagem, há poucos meses, STP foi anfitrião de mais uma cimeira da CPLP, onde o tema da emigração, para o essencial do que aqui quis trazer, entrou mudo, e saiu calado. Até a próxima cimeira. Diz o popular “somar e seguir”.

E não estou sequer a mencionar o conjunto de outras evidências, contrárias aos valores de Abril, que a diplomacia “CPLPista” escancara na cara dos seus cidadãos, um ilimitado arsenal de pesos, medidas e contra-medidas normativas e jurídico-constitucionais, para fazer avançar agendas incompreensíveis e inconcebíveis, que fariam ranger os dentes aos ventos de Abril. Os exemplos abundam. Falá não pódi ê!!!

  • Segundo facto desmarcante: selfie a preto e branco

O Primeiro Ministro de Portugal convidou 50 jovens para o Palácio de São Bento, sob o lema “Precisamos das gerações filhas de Abril para o futuro de Portugal”. Muito bem.

Porém, a tal multiculturalidade tão apregoada em Lisboa, como reflexo da abertura da sociedade portuguesa ao mundo, o seu histórico de emigração nos quatro cantos do planeta, ficou congelada numa qualquer fotografia tirada ao acaso em 1974.

Pois bem, olhanda para as oficiais do referido encontro (ver aqui), contrariamente ao Portugal de todos os dias, das cidades às vilas, dos bairros, ruas e ruelas, nas salas de aulas, nos corredores dos hospitais, nas concentrações familiares, não vislumbro um (a) único (a) jovem de origem étnica não caucasiana, muito diferente do que seria de esperar, caso a foto fosse tirada no pós-Abril de 1974.

Não percebi. Parece-me não fazer o menor sentido face a imagem que se pretendeu projectar. Pareceu-me um erro crasso de casting que não reflecte a mescla étnica que foi possível produzir em Portugal no pós-74.  Posso estar enganado mas não vejo tez cigana, asiática, indiana, africana, ou latino-americana na foto oficial de grupo. Penso que Montenegro esteve mal. Esteve mal na forma, no conteúdo e no simbolismo da ocasião.

A pergunta que se impõe é a seguinte: o debate da negação e hipocrisia racial, do assobiar para lado, vai continuar a fazer-se por mais 50 anos? 

  • Terceiro Segundo facto desmarcante: de quem era a terra antes de 1500s?

Este é um tema difícil. Confesso não me sentir preparado para o problematizar. Em todo caso, sou adulto o suficiente para não ter de fingir que sou indiferente ou que se trata de um tema esquecido nas catacumbas do pensamento dos outrora “colonizados”.

Ouvi o Presidente da República Portuguesa repetir o discurso sobre [ reparação pelas “ilegalidades” coloniais] perpetradas por Portugal durante o periodo de imperialismo colonial.

É definitivamente um tema bastante fracturante na sociedade portuguesa. Tanto assim é, logo após o seu pronunciamento, brotaram as insuspeitas vozes do fundamentalismo da negação. E pensei para mim: como é ainda possível, sectores de uma sociedade com forte tradição de conhecimento científico e académico, fecundarem reações tão afrontosas à inteligência natural.

Quem, no seu perfeito juízo, que tenha entrado pela adolescência com o mínimo de educação formal, não tem já, os elementos essenciais sobre os factos históricos de domínio de povos, conquistas de territórios, tráfego de escravos e povos indígenas, extração e exploração de riquezas e matéria prima por parte dos impérios coloniais, etc etc etc…Portanto parece-me iníquo e anedótico negar esses factos.

Com mais ou menos detalhes, é tudo o que a história nos diz. Desde os primórdios das primeiras comunidades humanas, originadas no continente africano, este novelo foi-se repetindo por milénios em quase todas as geografias.

Quer isso significar que é se trata de uma discussão linear, directa e simples. Nem me atrevo a entrar por aí. Contudo, nenhuma moralidade invertida nos impede de falar sobre a mesma.

Há coisas mais assustadoras e actuais? As alterações climáticas e as seus efeitos subtis e não tão subtis assim – o calor que faz-se sentir em STP, a permanência do sol amarelo intenso até perto das 17h; o viveiro de guerras fecundas em ceifar vidas humanas e destruindo tudo à sua passagem; a nova moda da normalização do discurso político do ódio e da discórdia nos grandes palcos internacionais; a falta do sentido de contraditório em sociedade cujas instituições ainda se debatem no seu estágio embrionário…Tanta tanta coisa! Todavia, a questão da revisitação deste importante TEMA tem o condão de ter impacto identitário regenerador e é multi-dimensional.

Ocorre-me um caso que li no jornal inglês The Guardian há dias (ver aqui). Nos Barbados (ilha do Caribe Oriental), um deputado britânico, herdeiro de um complexo colonial de 250 hectares de produção de cana-de-açúcar, pretendeu vender a terra para o Estado. Vai daí, a Primeira Ministra que tinha já o acordo de compra alinhavado, faltando apenas proceder ao pagamento, é surpreendida pelo coro de protestos de um grupo de pressão social local. Resultado, o Governo foi forçado a suspender a compra e ordenou uma avaliação cuidadosa da situação.

Para apimentar o caricato do episódio, o herdeiro é detentor de uma fortuna de cerca 150 milhões de libras (mais de 175 milhões de Euros). Apressava-se para vender por 3 milhões, uma terra que não é sua?, de onde os seus antepassados terão “extraído” uma boa parte da sua actual fortuna, num modelo económico mágico de apropriação de territórios alheios, trabalho escravo e outras tantas “ilegalidades coloniais”. Vender ao outro aquilo de que te apropriaste de forma não legitima, é no mínimo, cara de pau de quem vende e “submissão” de quem compra. Desculpem-me a linguagem. Mas há absurdos que não sugerem outra leitura. Admito, todavia, que o Direito internacional seja capaz de fazer outra leitura.

Este é o outro debate que está por fazer. Não pode haver posições extremadas. Com equilíbrio e racionalidade de todos os envolvidos, conseguimos começar a conversa. O Presidente Marcelo, de quem não tenho gostado ultimamente, surpreendeu-me com esta sua saída. Pode até dizer-se descuidada. Eu digo, pareceu-me natural. Se é genuína, veremos mais lá para frente.

O “Abril” dos PALOPs está aí a porta. Nón tê cuá pá non flá (não faltarão factos para partilhar)

Quais são os teus três factos?

Abraços

Luisélio Salvaterra Pinto

(texto iniciado em 25/04/2024. alguns factos foram tendo absorvidos pela espuma dos dias)

Este é o debate que está por fazer. Não pode haver posições extremadas. Com equilíbrio e racionalidade de todos os envolvidos, conseguimos começar a conversa. O Presidente Marcelo, quem não tenho gostado ultimamente, surpreendeu-me com esta sua saída. Pode dizer-se descuidada. Eu digo, natural e genuína.

O Abril dos PALOPs está aí a porta. Nón tê cuá pá non flá (não faltarão factos para partilhar)

Quais são os teus três factos?

Abraços

Luisélio Salvaterra Pinto

6 Comments

6 Comments

  1. ANCA

    29 de Abril de 2024 at 9:32

    Se se pensa que as sociedades Europeias, Ocidental, ou que o chamados Ocidente, estao interessados em cooperação no seu verdadeiro sentido da palavra, ou seja o desenvolvimento e integração dos povos de África desengane-se,…

    Pois que nunca estiveram interessados, nem estão nem estarão algum dia.

    Somente a procura de recursos e mais recursos, que sejam eles humanos e matérias para alimentar as suas economias, suas finanças o seu bem estar,…alguém tem duvida ainda disso.

    Sempre assim foi, …

    Sonhos de ir estudar formar na Europa, na América , na Ásia???????

    Sonhos de querer que as nossas populações sejam sempre tratadas nos hospitais do ocidente??????

    Querer que as nossas juventude e população emigrem em massa, por causa da fome da miseria, pobreza de que nós os impomos????

    Sujeitos a racismos institucionais e social, violência extrema, exclusão,..

    Não há almoços gratis

    Ninguém da nada a ninguém sem esperar ter algo em troca

    Quando temos recursos, população jovem, territórios, recursos naturais

    Por outro lado a história, ja nos revelou e ensinou, se ainda não compreendemos deveríamos ou deveremos estar bem cientes disto irmãos Africanos, São Tomenses

    Infraestruturas, Saúde,Justiça, Educação/Formação, Economia/Finanças, Desporto, etc, etc… interna.

    Instituições fortes e capazes,

    Instituições fortes e capazes fazem se com Homens bem preparados

    Instituições fortes fazem com rigor, justiça, responsabilidade e responsabilização individual e social

    Cabe a nos a melhor organização, rigor, desenvolvimento, modernização do nosso território, população, administração, mar e rios, nesta interdependência mundial

    Se és de São Tomé e do Príncipe

    Acredita

    Se nasceste aqui, ajuda o teu conterrâneo, o teu irmão

    Ajuda a tua gente, ama a tua gente

    Ajuda o teu país a desenvolver

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  2. GANDU@STP

    29 de Abril de 2024 at 10:41

    Bom dia STP!

    “Foi o Abril de 1974, também percursor da independência dos territórios africanos, até então subjugados ao domínio imperial por mais de 500 anos.”.

    Esta afirmaccAo E um pouco ambigua, o termo percursor ao invEz precursor levanta alguma duvida.
    Contudo, A luta pela Independencia dos povos Africano foi o precursor do 25 de Abril. Sem a Guerra Colonial e o medo de nela morrer, As mAos dos GUERRELHEIROS AFRICANOS, o 25 de Abril nAo teria acontecido!!!

    Deveriamos estar a celebrar nomes como AMILCAR CABRAL, AGOSTINHO NETO, FERNANDO MONDELLANE e SAMORA MARCHEL, e outros tantos. Estes nos devolveram a Humanidade, porque estes RACIST ALIENS nunca nos considerou ou vE como seres Humanos. Enganam-se, os que pensam que estes ideaIs desapareceram!!!

    PAIGC, FRELIMO, MPLA, MLSTP libertaram as ex-colonias e os Portugueses que se recusavam a GUERRA COLONIAL.

  3. ANCA

    29 de Abril de 2024 at 14:15

    Rota dos escravos, o fortalecimento da economia do Ocidente

    Factos para jamais esquecer,…. foram traficados, comercializados 6 a 10 milhões milhoes de africanos, entre homens, mulheres e crianças africanas, para trabalhos forçados, nas plantações, construção de linhas férreas, construção de cidades, chicotes,com maus tratos,sub alimentacao,milhares de mortes,…nesse processo artefactos foram roubados, pilhados, extraidos bem naturais africanos, dos Africanos,…

    Enriquecimentos ilícitos, violação dos direitos humanos,violações,trabalhos infantis, mortes,…campos de concentração, fuzilamento, exterminios,…

    Por Portugal,…outros tantos por Espanha, Inglaterra, Alemanha, Belgica, EUA, Brasil, dentre outros,…

    Da qual o nosso país(território, população, mar e rios)é memória viva, desses entrepostos de escravos,…da costa africana para america do norte, América do sul, para Europa.

    Ainda assim continua com novas roupagem do capitalismo, o saque.

    Ao invés de nas escolas, somente projectamos a historia da Europa, dos grandes feitos do Homens Europeus, séria bom, necessário ter disciplina de história geografia, economia,finanças, desporto, historia da cultura Africana, etc, etc,…de África, da nossa história, dos Africanos

    Pois que hoje temos, sociedades frágeis, onde os Homens, são desmoralizados pela falta de confiança nas instituições, derivado das condições sociais de fome, miséria pobreza em que se encontram, logo instituições fracas,…

    Se se quisermos alterar tal estado de decadência, temos que conhecer a nossa história, a nossas realidades antes e depois dos europeus chegar a África, enquanto os europeus tiveram em África e depois dos europeus “deixarem a África”, conhecermos a nossa realidade, a nossas geografias, as nossas culturas, para que possamos vibrar como Africanos que somos ter orgulho no que é nosso, as nossas instituições, o nosso povo, o nosso mar e rios, a nossa dança, a nossa música, o nosso criolo, a nossa gastronomia, o nosso desporto, as nossas crianças e mulheres, sermos novamente Homens de fulgor em tudo quanto fazemos e fizermos

    A chave a organização e rigor, responsabilidade e responsabilização, justiça, igualdade.

    Se és de São Tomé e do Príncipe

    Acredita

    Somos capazes

    Ajuda a construir o teu país

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    • ANCA

      29 de Abril de 2024 at 20:14

      Importante investigar a Historia de África, ler, conhecer a Historia de Africa

      Importante ler, investigar Historia de São Tome e Príncipe , em todos os sectores

      Conhecer bem a população suas atividades o território mar rios suas potencialidades, para o bem da administração

      Só gerimos bem aquilo que conhecemos

      Pratiquemos o bem

      Pois o bem

      Fica nos bem

      Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  4. luisó

    29 de Abril de 2024 at 21:06

    Se outrora não se facilitava com os vistos ouvia-se os gritos de racistas e xenófobos que nada querem com os africanos.
    Agora um governo de esquerda facilita tudo já dizem que são os novos escravizados e que vão para a exploração.
    Afinal como querem ?
    Quem vai para a europa pensando que vai fazer a vida e os costumes de stp está completamente enganado e vai dar-se mal.
    Portugal não é obrigado a dar casa e comida a ninguém.
    Existem neste momento mais de um milhão de imigrantes estrangeiros a residir em Portugal, com ou sem residência legal e são mais de 80 nacionalidades diferentes.
    Os chineses alugam ou compram casa.
    Os brasileiros, a maior comunidade, chegam e alugam ou compram casa.
    Os asiáticos, bem ou mal, juntam-se e alugam casa.
    Os europeus e americanos alugam ou compram casa.
    Os africanos, palops, chegam e vão a correr fazer barraca. E não vale a pena regatear pois é a verdade.
    Recentemente nesses bairros do zambujal e montemor onde demoliram casas as imagens que passaram deram a entender aquilo que o operador queria mostrar.
    Para vossa informação:
    Há cerca de 2/3 anos atrás a câmara de loures fez um levantamento das casas e das pessoas que neles viviam. As barracas foram numeradas e foi feita uma lista de 90 agregados.
    Desde há 1 ano que o bairro de montemor quintiplicou o numero de casas e de moradores. A câmara avisou para não construirem mas de nada valeu.
    Foi lá a pessoal da câmara com a policia e mandou abaixo as que estavam a mais.
    Saliento que há uma lista oficial e divulgada da câmara com os critérios de atribuição de habitação e toda a gente recenseada antes está na lista para receber casa, menos os que chegaram até há 2 anos.
    As pessoas da lista vivem no bairro há pelo menos 10 ou mais anos e vão receber casa.
    A câmara e os contribuintes não podem estar a pagar casas para todos os que chegam todos os dias.
    O bairro era pacato e todos se conheciam….agora é o contrário, com os vicios da terra que trouxeram e o deixa andar todo o dia.
    Basta ir a fetais ou galinheiras ou ao mocho para ver as vergonhas que fazem por esses bairros julgando que estão no mercado do ponto.
    Já por duas vezes a câmara de loures fez obras no mocho, pinturas, portas novas, etc. Ao fim de 2 meses tudo volta ao anterior, sujam as paredes, lixo por todo o lado, rebentam com as portas de entrada dos prédios, destroiem as caixas do correio, puxam a água e a energia para ser á fabal, etc.
    Por causa de uns pagam todos.
    Quem vem que venha por bem, para trabalhar, para fazer um futuro melhor para si e para os seus.
    Portugal precisa de todos mas não de todos.
    Sejam exigentes convosco e com os vossos conterrâneos.

  5. Selby Ramos

    30 de Abril de 2024 at 0:04

    Um belo texto para reflexão. Pena, meu caro amigo, que neste país que de santo só restou o nome, refletir nestas paragens é um ato de demência. Fizeste-me refletir, pois então, considero-me um doido varido.

    Obrigado por me proporcionares este momento de deliciosa reflexão=demência.

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