Esses jovens deixaram suas famílias e sua terra natal com a esperança de obter uma educação melhor. No entanto, ao chegarem em Marrocos, eles não apenas encontraram os habituais desafios académicos, mas também se depararam com uma realidade muito mais dura – dificuldades para pagar despesas básicas como comida e transporte, e, pior ainda, discriminação racial e assédio diário.
O governo de São Tomé e Príncipe havia prometido apoiar esses estudantes com um subsídio trimestral de 300 dólares. No entanto, nos últimos três anos, esse apoio foi fornecido apenas duas vezes. É difícil presenciar essas circunstâncias, especialmente agora que o governo decidiu compensar um ex-ministro, atualmente membro do governo, com uma indenização de 400 mil euros por três meses de prisão. Enquanto isso, nossos estudantes estão vivendo em extrema dificuldade.
O abandono da Embaixada
Esses estudantes vivem em condições precárias, muitas vezes sem o mínimo necessário para sobreviver. Alguns afirmam ter de andar nas ruas para pedir alguma coisa para cozinhar. Comem muito mal e geralmente apenas comem arroz fervido com caldo e óleo. O mais preocupante é a maneira como a nossa embaixada em Marrocos se comporta em relação a esses alunos. Eles tentaram entrar em contato várias vezes com a embaixada, mas sem sucesso. A embaixada não está interessada em ajudar.
Exemplo disto, foi um caso trágico que aconteceu quando uma estudante morreu em Marrocos. Ela foi internada no hospital por um longo período antes de sua morte, mas durante esse período a embaixada de São Tomé e Príncipe não tinha conhecimento porque abandonou completamente os estudantes. Tudo em São Tomé e Príncipe é politizado, e o bem-estar dos cidadãos não é considerado.
O Racismo nos países de Norte de Africa
Além das dificuldades financeiras, esses estudantes também enfrentam a discriminação racial extremamente angustiante. As estudantes relatam constantemente serem assediadas nas ruas incluindo toques indesejados, insultos racistas e até agressões físicas. Os homens também são discriminados e marginalizados.
Todos vivem em um cenário de insegurança e medo, o que torna quase impossível concentrar-se nos estudos.
É aconselhável que o governo de São Tomé e Príncipe garantam a esses estudantes acesso a refeições regulares e saudáveis, pagar suas despesas de transporte para que possam ir com segurança à universidade e apoiar iniciativas legais e locais para prevenir abuso e discriminação.
Reflexão sobre as Políticas Educacionais
Nossos governos constantemente insistem em enviar nossos filhos para estudar em países do Norte da África onde há uma forte presença de racismo. Na França, eu vejo o racismo que as pessoas do Norte da África praticam contra os negros todos os dias. Ao contrário de muitos europeus ou americanos, esses indivíduos são mais racistas. O racismo está presente em todos os lugares, mas é mais violento em um país onde a falta de respeito pelos outros é evidente.
Espero sinceramente que o governo de São Tomé e Príncipe tome medidas drásticas e urgentes para resolver esse problema.
O governo deve reavaliar suas políticas de apoio a esses estudantes para garantir que o subsídio prometido seja fornecido com regularidade e que a embaixada em Marrocos proteja seus cidadãos.
Além disso, a responsabilidade pela segurança e bem-estar de todos os estudantes estrangeiros em Marrocos recai sobre o governo do país. As autoridades marroquinas devem tomar medidas firmes contra a discriminação e o assédio para que esses jovens possam estudar em um ambiente seguro e respeitoso.
O governo de São Tomé e Príncipe deve garantir que o subsídio de 300 dólares seja enviado regularmente todos os trimestres, sem mais atrasos.
A nossa embaixada em Marrocos deve ser reestruturada para cumprir seu papel de proteção aos cidadãos santomenses, respondendo prontamente a emergências.
Pessoalmente, por desespero, enviei um email descrevendo o problema em causa e solicitando a ajuda de organizações internacionais para observar e denunciar as violações de direitos humanos que os estudantes santomenses enfrentam em Marrocos.
O governo de São Tomé e Príncipe deve reconsiderar seus acordos educacionais com países onde há muito racismo, procurando alternativas em países mais seguros e acolhedores. Em África, Cabo Verde seria um bom destino.
Resumindo e Concluindo
A situação dos estudantes santomenses em Marrocos é uma crise humanitária que requer medidas drásticas. O governo de São Tomé e Príncipe deve assumir a responsabilidade e garantir que esses jovens recebam o apoio e a proteção necessários para concluir seus estudos e construir um futuro próspero.
O abandono não é uma opção. A omissão não é uma opção. Juntos, podemos e devemos fazer a diferença.
Juntos, podemos ajudá-los a concluir seus estudos e construir um futuro melhor.
Este é o nosso compromisso. Esta é a nossa missão. E juntos, vamos vencer!
Obrigado. Viva São Tomé e Príncipe!
Por: Olívio Carvalho Araújo (05/09/2024)
ANCA
6 de Setembro de 2024 at 16:00
Antes de realizarmos alguns projetos, planos ações, há que ter em conta e premente os conceitos de organização, rigor, trabalho, segurança, proteção, justiça.
Ao invés de andarmos a gastar dinheiro para formação externa dos nossos jovens, há que pensar em organizar, reestruturar e modernizar o sistema de ensino/educação, formação, interna,(escolas, institutos técnicos de formação, universidades, com o valor da divisa que se gasta para formar um estudante no exterior, se o sistema de ensino tivesse organizado, formava-se muito mais a nível interno, com vantagens de ajudarem o país a desenvolver e modernizar, politica de empregos e valorização profissional/salarial), o mesmo se pode dizer do sector da saúde, hospitais, centros de saúde, faculdade de medicina, de enfermagem, cursos técnicos de saúde á nível interno, etc., etc… tudo isto é possível com parceria e cooperação apoio interna/externa, mas há que estarmos organizados, temos que ser rigorosos e gostar de trabalhar.
Isto nos traria vantagens a curto médio espaço/tempo, na atração de empresas de prestação de serviços a região do Golfo da Guiné, empregos, rendimentos, receitas, fortalecimentos financeiro interno, etc, etc….
Se nasceste aqui, cresceste aqui, ajuda a desenvolver o teu País, São Tomé e Príncipe.
Pratiquemos o bem
Pois o bem
Fica-nos bem
Deus abençoe São Tomé e Príncipe
Olivio Araujo
6 de Setembro de 2024 at 17:28
De facto são questões relevantes. Realmente,com a organização e investimento na modernização do sistema de educação e saúde internos pode trazer resultados sustentavel, ao mesmo tempo, reduz os gastos em formacoes externos. Isso ajudaria a economia, gerando empregos e incentivando o crescimento do país. Por meio de colaborações apropriadas, é viável alcançar tais objetivos, contanto que haja dedicação à seriedade e à dedicação. A ideia de focar no desenvolvimento interno é essencial para o avanço de São Tomé e Príncipe.
ANCA
6 de Setembro de 2024 at 17:45
A expansão do sistema de ensino, educação/formação, bem como dos sistemas de saúde, segurança e justiça, é de caráter fulcral, primordial, urgente apesar de estarmos num estagio estrutural de infraestruturas, débil ou inexistente(energias, Hospitais, Universidades, estradas, aguas, saneamento do meio, habitação, o que remete para politicas de ordenamento do território, melhor organização do território, a par da formação/responsabilização para cidadania).
Nesta acepção a formação de qualidade para os professores trata-se fundamental para melhoramento da qualidade do ensino no país, assim como formação de profissionais de saúde, médicos, médicos especialistas, enfermeiros, técnicos de analises, administrativos e auxiliares de saúde.
Formação profissional, requalificação.
Academia de formação militar, bem como da guarda costeira, academia de formação policial
Expansão e reforma do sector da justiça e administração.
Pratiquemos o bem
Pois o bem
Fica-nos bem
Deus abençoe São Tomé e Príncipes
Olivio Araujo
6 de Setembro de 2024 at 20:30
Seu comentário aborda questões cruciais. Realmente, investir na organização e modernizaçã do sistema da educação e de saúde internos pode resultar em economias significativas, evitando gastos com formações externas. Isso impulsionaria a economia, gerando postos de trabalho e estimulando o progresso do país. Tambem, acredito que com as parcerias adequadas, é viável alcançar tais objetivos,desde que haja comprometimento com o rigor e o trabalho. A ideia de focar no desenvolvimento interno é fundamental para o crescimento de São Tomé e Príncipe. bem visto ANCA!.