Opinião

Uma Sociedade “Sem Rei nem Roque”

A expressão “ Sem rei nem roque” não é minha, mas sim do jogo de xadrês e resolvi apropriar-me
dela para ilustrar determinadas situações que acontecem, no meu país, em S. Tomé e Principe.

O que me levou a fazer este pequeno escrito foi uma conversa telefónica que tive com um familiar, que
me disse que tinha a neta engessada na zona das costelas, porque um motoqueiro atropelou-a à porta
de casa e fugiu. Ninguém sabe com que mazelas esta criança vai ficar. E o pior de tudo, é que o assunto
morreu aí.

O aparecimento dos motoqueiros em S.Tomé e Principe veio para o bem e para o mal. Se por um lado,
como muitos dizem, veio facilitar a vida a muita gente, como um meio de transporte que as pessoas
pagam menos para se deslocarem e levam-lhes até a porta da casa, por outro lado veio trazer muita
desgraça para muitas familias por via dos acidentes causados por eles.

Desses acidentes, contam-se como vitimas mortais ou com sequelas graves, os proprios motoqueiros, as pessoas que eles transportam ou terceiras pessoas. Todos ficam com as suas vidas despedaçadas.
Todos nós sabemos que isto já é costume acontecer no nosso país. Cada um de nós já teve um familiar
ou conhece alguém que já teve um seu familiar envolvido nesse rol de tragédias.

No nosso país parece que as pessoas estão entregues a sua sorte. Mesmo todos sabendo que muitos desses motoqueiros nem possuem carta de condução, nada lhe acontece porque muitos deles apenas são empregados de figuras gradas da sociedade. Outros, receberam as suas motos em troca de favores dispares.

Tive até conhecimento que já houve motoqueiro sem carta de condução, mas que prestava serviço para
o dono da moto que era um polícia. Para além disso, motorizadas apreendidas e a guarda da policia, algumas eram postas a circular com motoqueiros.

O meu objectivo é apenas mais um alerta as autoridades governamentais para que se debrucem sobre
o fenómeno dos motoqueiros em todas as suas vertentes, disciplinando a classe, impondo regras para
protegê-los, as pessoas que eles transportam e terceiras pessoas.

Veja o artigo na íntegra em formato PDF –

FAÇA O SEU COMENTARIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top