Opinião

O 25 de Novembro é um espelho do país e não gostamos do que vemos

A forma como lidamos com esta tragédia diz muito sobre quem somos como nação. Somos um povo pacífico, mas não podemos confundir paz com complacência. Somos tolerantes, mas não podemos deixar que essa tolerância se transforme em resignação. Acreditamos no diálogo, mas não podemos permanecer calados quando vidas são tiradas sem explicação.

O 25 de novembro obriga-nos a olhar para o futuro com seriedade. Sem justiça, não há confiança. Sem responsabilização, não há progresso. Sem verdade, não há reconciliação.

É PRECISO AGIR ANTES QUE SEJA TARDE.

A espera por justiça já ultrapassou todos os limites razoáveis. O país precisa de medidas concretas:

  1. Reabertura total e transparente do processo, com divulgação pública dos resultados.
  2. Responsabilização criminal dos envolvidos, independentemente do posto, cargo ou influência.
  3. Criação de mecanismos independentes de fiscalização das Forças Armadas.
  4. Memorialização das vítimas, para que a sociedade não esqueça e para que nunca mais se repita.

Isto não é revanchismo. É justiça. É respeito pela vida humana. É a única maneira de garantir que não haja outro 25 de novembro em São Tomé e Príncipe.

Três anos depois, não foi apenas o tempo que passou foi a confiança que se perdeu. O 25 de novembro não pode continuar enterrado no silêncio. O país merece respostas. As famílias merecem justiça. A memória das vítimas merece verdade.

E nós, enquanto sociedade, temos a obrigação moral de não deixar este caso adormecer.

Quando a justiça falha, toda a nação fracassa.
E São Tomé e Príncipe é maior do que isso.

É hora de levantar a voz.
É hora de exigir o que é devido.
É hora de fazer justiça.

Daniel Ambrósio dos Santos

FAÇA O SEU COMENTARIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top