Opinião

Artigo de Opinião sobre a Polémica à volta da Reitoria de S.Tomé e Principe

Em qualquer instituição, seja pública ou privada, há inevitavelmente  mudanças, quando necessário. Contudo, o que torna esta revolução particularmente infeliz é a ausência de consciência de que, tal como um avião que atinge o limite das horas de voo, há momentos em que é necessário reformar — o que não significa descartar ou relegar para o lixo.

Chegado esse ponto, se os legados deixados forem dignos de aproveitamento, podem ser chamados para funções de assessoria. Mas é essencial compreender que tudo o que é “reciclado” deve ter utilidade real, e não servir apenas para aparecer, criar confusões ou alimentar oportunismos que acabam por influenciar negativamente os jovens, ainda no início do seu percurso.

É do conhecimento geral que, durante anos, na USTP, vagas para lecionar eram reservadas a sobrinhos, primos e amigos próximos. Essa elite, composta por figuras mais velhas, nunca trouxe verdadeiro mérito à instituição, embora procure convencer a opinião pública de que foi fundadora exemplar da Universidade. A verdade é que, nesse período, a Universidade ficou estagnada, sem capacidade de estabelecer parcerias externas com instituições de maior visibilidade internacional, que poderiam ter contribuído para o seu desenvolvimento e competitividade.

Comparando a gestão anterior com a atual, nota-se que os cofres da instituição se encontram hoje mais robustos, o que desperta apetites de regressar ao poder. Mais grave ainda é o desrespeito pelo Estatuto da Universidade, que exige doutoramento para ocupar o cargo de Reitor.

 Foi graças ao trabalho minucioso do Doutor Olinto Daio, antigo Ministro da Educação, que esse requisito foi estabelecido. Como prova, a Universidade conheceu, na altura, um Reitor de grande gabarito: o Magnífico Ayres Bruzaca de Menezes. Infelizmente, após a sua saída, o sucessor não reunia tais requisitos, o que representou um golpe profundo na credibilidade da instituição.

Hoje, aqueles que não deixaram bons legados criticam a mão firme da atual gestão. É certo que ninguém é perfeito, mas as práticas nocivas estão a ser combatidas, e é precisamente daí que surgem os descontentamentos.

Para concluir, é importante recordar o papel das mulheres. Desde o lar até à sociedade, são mães, companheiras e filhas, e revelam-se excelentes gestoras. São atentas, rigorosas e raramente se distraem, muitas vezes mais competentes do que nós, homens.

 Talvez por isso tantos homens resistam a vê-las no comando. Mas é imperativo dar-lhes oportunidades: muitas mulheres demonstram maior integridade do que oportunistas que apenas procuram benefícios pessoais sem deixar nada de valor.

Viva as mulheres! Elas merecem espaço, reconhecimento e apoio para revolucionarem a única Universidade Pública do país.

Osvaldo M.P.Santos

25/03/2026

3 Comments

3 Comments

  1. SEMPRE AMIGO

    26 de Março de 2026 at 12:42

    Artigo de opinião!?…Lê-se e relê-se o artigo e fica-se plantado no deserto das incertezas, a procura da opinião do autor.TELA NON não deveria abrir o seu espaço para desabafos do género, a não ser que “democracia”exige.

    • Osvaldo Santos

      27 de Março de 2026 at 9:03

      Perfis falsos são máscaras covardes usadas por quem não tem coragem de assumir suas próprias ideias. Eles existem apenas para tentar diminuir os outros, escondendo-se atrás de mentiras e anonimato. Essa prática é tóxica, desonesta e revela apenas a fraqueza de quem a adota. Quem precisa de falsidade para atacar jamais terá credibilidade ou respeito.
      Se você se considera perfeito, eu não cheguei a esse nível. Prefiro ser modesto e humilde, sempre disposto a aprender com qualquer pessoa que demonstre capacidade. Estou apenas começando, dando a cara, ao contrário de você que, talvez há muito tempo, só tem espalhado porcarias para inibir e desencorajar os outros. Saiba que você não me intimida.
      Se tens a capacidade de corrigir, faça-o sem insultar, que eu sempre agradecerei por ser uma criatura humilde como já havia referido, contrario de você que pelos vistos está-se demonstrando como um emergente e arrogante que não acrescenta valores.

  2. Osvaldo Santos

    27 de Março de 2026 at 10:36

    Perfis falsos são máscaras covardes usadas por quem não tem coragem de assumir suas próprias ideias. Eles existem apenas para tentar diminuir os outros, escondendo-se atrás de mentiras e anonimato. Essa prática é tóxica, desonesta e revela apenas a fraqueza de quem a adota. Quem precisa de falsidade para atacar jamais terá credibilidade ou respeito.
    Se você se considera perfeito, eu não cheguei a esse nível. Prefiro ser modesto e humilde, sempre disposto a aprender com qualquer pessoa que demonstre capacidade. Estou apenas começando, dando a cara, ao contrário de você que, talvez há muito tempo, só tem espalhado porcarias para inibir e desencorajar os outros. Saiba que você não me intimida.
    Se tens a capacidade de corrigir, faça-o sem insultar, que eu sempre agradecerei por ser uma criatura humilde como já havia referido, contrario de você que pelos vistos está-se demonstrando como um emergente e arrogante que não acrescenta valores.

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