Arte contemporânea são-tomense brilha em Amesterdão

Publicado em 16 Nov 2009
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joao-carlos-silva-na-holanda.jpgEntre 16 e 23 de Outubro deste ano, decorreu na capital da Holanda o Meeting São Tomé e Príncipe in Amsterdam. Este encontro surgiu na sequência de várias colaborações que têm existido entre o Espaço Teia d’Arte, o CIAC (Cento Internacional de Arte e Cultura), a Associação “ROÇAMUNDO” e a Fundação Clifford Chance.

A Fundação Clifford Chance em parceria com a Africa’s Eden, decidiu organizar um evento para mostrar a arte e a cultura são-tomense, criar oportunidades de negócios, falar da tranquilidade do país e da sua potencialidade de destino para turismo.

Participaram vários artistas nacionais coordenados pelo Espaço Teia d’Arte e o CIAC, com obras de arte, pinturas, esculturas e fotografias. Foi exibido um documentário sobre o Tchiloli (que é candidato a património imaterial mundial),bem como fotografias da autoria de Inês Gonçalves (portuguesa) e Kiluange Liberdade (angolano).

Participaram artistas plásticos que também estiveram em Amesterdão:Adilson Castro, Eduardo Malé, Kwame Sousa, Olavo Amado e René Tavares. De acordo com o fundador do CIAC e do Espaço Teia d’Arte, João Carlos Silva, houve também oportunidades para fazer contactos com galerias de arte, residências artísticas, onde também já estão inscritos numa rede de residências artísticas internacionais para proporcionar o intercâmbio entre artistas são-tomenses e artistas holandeses e também fazer com que os artistas a partir de São Tomé e Príncipe possam ter a possibilidade de entrar em várias acções de formação que decorrem em inúmeras residências artísticas no mundo.

sessao.jpgO apresentador de “Na Roça com os Tachos” acrescentou em conversação com o Téla Nón que a Fundação Clifford Chance e o próprio advogado Pieter Van Welzen compraram toda a exposição fazendo com que neste momento haja em Amesterdão uma belíssima colecção de artecontemporânea são-tomense.

Nas palavras do artista plástico, Kwame Sousa, a ida à Amesterdão foi boa para São Tomé, para as artes plásticas nacionais e para os artistas plásticos. Umas das coisas que mais admirou o artista foi o facto de toda a gente ter pelo menos uma obra de arte em casa. Para um artista são-tomense, que está habituado às galerias portuguesas onde não lhe abrem as portas, onde apenas se interessam por artistas que já estão no topo, foi surpreendente e gratificante.

Outro artista plástico que também esteve em Amesterdão, René Tavares, frisou o facto de ter sido uma oportunidade quase única de poderem sair todos os artistas ao mesmo tempo de São Tomé e Príncipe para um evento da dimensão do de Amesterdão. Julgo que a Holanda é dos países que não sofreu tanto com a crise económica mundial em relação aos outros países europeus. Fizemos acordos com galerias que estão muito interessadas em expor a arte contemporânea são-tomense. Mostramos que a nossa arte não é simplesmente o retrato do nosso quotidiano, do leve-leve e que está num patamar igual ou aproximado à arte contemporânea internacional. São Tomé e Príncipe deu um grande passo de igualdade a nível de qualidade artística.”- acrescentou René Tavares.

Também estiveram presentes no encontro sobre São Tomé e Príncipe em Amesterdão o ex Primeiro Ministro, Carlos Graça, que fez uma resenha histórica do nosso país e o embaixador de São Tomé e Príncipe em Bruxelas,Carlos Gustavo dos Anjos.

Katya Aragão

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