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Gabão vira-se para cacau e café

Numa atura em que as reservas mundiais de cacau, regista baixa considerável, de 20 para 12%, a República do Gabão, o vizinho mais próximo de São Tomé e Príncipe, decidiu tomar medidas para duplicar a sua produção de cacau e café.

País produtor de petróleo, o Gabão sente que não pode abrir mãos do ouro negro que há séculos foi semeado no seu território, cacau e café. O Governo de Aly Bongo já avançou com um plano de investimento orçado em 5 mil milhões de Francos CFA, para redinamizar a produção do cacau e café.

Pelo que o Téla Nón apurou o montante disponibilizado pelo Governo do Gabão a favor dos produtores de cacau e café, vai garantir apoio técnico e financeiro aos agricultores, de forma a aumentar a produção de cacau das actuais 1000 toneladas para 2000 toneladas anuais.

O mesmo acontece com a cultura do café. Até os anos 70, Gabão produzia 3000 toneladas de café. A produção baixou drasticamente nos últimos anos para cerca de 100 toneladas anuais.

O programa de investimento do Governo de Aly Bongo, pretende elevar a produção de café para 2000 toneladas nos próximos anos.

O projecto de redinamização da produção do cacau e do café no Gabão, está inserido no programa de desenvolvimento estratégico do país, lançado por Aly Bongo, e que se designa “Gabão Emergente”.

A província gabonesa de l’Ogooué Ivindo, onde no passado foi berço da produção de cacau e café, é o principal alvo do investimento do Governo, para retoma da produção.

Gabão que há cerca d 60 anos produz petróleo decide virar-se também para cacau e café.

Abel Veiga

 

    7 comentários

7 comentários

  1. pra vcs verem.......!!!

    19 de Novembro de 2014 as 15:54

    espero que os nossos governantes tomem como exemplo…… não tirar terras aos nacionais para dar aos estrangeiros que pagam 1.300,00 dobras ainda tens que pagar o botim a machim que os trabalhadores utilizam, uma politica que só serve para enriquecer os europeus ao mesmo tempo que mata os nacionais donos da terra como é o caso do nosso país… por favor a terra é nossa por terras aos santomenses. e cuidados redobrados com os ladrões do ministério de agricultura que por míseros euros dão pareceres favoráveis.. bando de desgraçados sem escrúpulos.

  2. Francis Mekano

    20 de Novembro de 2014 as 10:31

    Não percebi bem o artigo do Abel quando ele refere ao OURO NEGRO porque na gíria do comércio internacional Ouro Negro é Petróleo e não Cacau e Café.

  3. Nitócris Silva

    20 de Novembro de 2014 as 11:39

    Bom dia Povo,

    Mais que seguir as pisadas do Gabão, devemos criar condições para se poder transformar o cacau em São Tomé, bem como a sua exportação para os quatro cantos do mundo. Se criamos uma marca capaz de entrar no mercado do chocolate, isso sim, seria uma mais valia para nosso mercado do cacau. Como produtores de cacau, já é tempo de transforma-lo e torna-lo mais competitivo no mercado internacional.

    Cumprimentos,

    Garra de Urso

  4. Arroz Subistancia

    20 de Novembro de 2014 as 19:30

    Enquanto isto as nossas rocas que antes eram grandes produtores e do melhor hoje sao quintas particulares dos nossos governantes para lazer e churascada.
    Desmantelamos as antigas rocas abandonamos a producao de cacau e cafe e estamos agora a apostar em pedir esmolas.

  5. Fernando Castanheira

    21 de Novembro de 2014 as 14:49

    Oxala meu caro amigo Patrice siga o exemplo.

  6. Barão de Água-Ize

    3 de Dezembro de 2014 as 9:46

    Na agricultura, no cacau e no café está o outro ouro de STP.

  7. Carla Silva

    24 de Janeiro de 2016 as 14:19

    Seria bom a transformação do cacau em chocolate como faz o Claudio.
    Só gostaria de saber depois como fariam a sua exportação, pois a via aérea está indisponível para além de ser muito cara… A via marítima e impensável devido a falta de condições…

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