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Governo corta relações diplomáticas com Taiwan

A notícia que provocou algum espanto no seio da opinião pública nacional foi tornada pública esta noite, após reunião do Conselho de Ministros sob a presidência do Primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Num comunicado de duas páginas do Gabinete do Primeiro Ministro e Chefe do Governo Patrice Trovoada, lido nos órgãos de comunicação social do Estado, o executivo diz que «decidiu que seja operada uma inflexão na sua política externa, reconhecendo a partir desta data o princípio da existência de uma só China representada no Direito Internacional pela República Popular da China».

Em consequência da decisão de inflexão, o Governo acrescenta que «após consulta com o Chefe de Estado, decidiu nesta data cortar formalmente as relações diplomáticas com Taiwan», lê-se no comunicado.

Face a decisão, o comunicado do Gabinete de Patrice Trovoada, adianta que «o Conselho de Ministros orientou o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades para pelos canais oficiais tomar imediatamente todas as disposições adequadas», frisa o comunicado.

É o fim das relações diplomáticas entre São Tomé e Príncipe e Taiwan. Relações que foram estabelecidas em 1997, pelo então Presidente da República Miguel Trovoada, pai do actual Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

O Téla Nón não conseguiu ter qualquer reacção da embaixada de Taiwan em São Tomé. Mas, o jornal apurou que o embaixador taiwanês encontra-se actualmente ausente do país.

Abel Veiga

 

    23 comentários

23 comentários

  1. Pumbú

    21 de Dezembro de 2016 as 0:51

    Fubá com bicho!!!! Gato por Coelho ou Coelho pelo gato!!! Isso está complicado demais…

  2. Ambrosia

    21 de Dezembro de 2016 as 1:01

    Lastimável…

  3. Zé Maria Cardoso

    21 de Dezembro de 2016 as 6:13

    Vai ô racha! Cacau tem que descer pá cidade.
    À deriva, já era muito tempo de ansiedade a ver tanto kumbu da China Popular navegando pelo mar.

  4. Guida Gostosa

    21 de Dezembro de 2016 as 7:49

    Pela primeira vez desde a sua existência, tiro o chapéu ao Governo do Primeiro Ministro, Patrice Trovoada pela decisão tomada. Não obstante ter sido o pai do actual Primeiro Ministro, o ex-Presidente Miguel Trovoada a romper a relação com a República Popular da China, a favor de Taiwan, há 20 anos atrás, movido por interesses de ordem pessoal, a decisão do governo santomense nesta altura vem mostrar que houve um grave erro de diplomacia na decisão do Estado Santomense em 1997.

    Contudo, é preciso enaltecer aqui a política de continuidade do Estado que o actual Presidente da República demonstra, ao ter dado o seu aval ao governo para esta decisão, porque a visita do ex-Presidente Manuel Pinto da Costa, embora com caracter privado à China em Junho de 2014 (também não podia ser anunciada como oficial, se não existia relações diplomáticas entre os dois Estados) já indiciava a tendência do Estado Santomense, em termos de viragem diplomática.

    Em suma, estou confiante de que São Tom+e e Príncipe sairá a ganhar com essa decisão, porque ao contrário dos micro-projectos apoiados por Taiwan em São Tomé e Príncipe ao longo ddos últimos 20 anos, a República Popular da China por onde passa, deixa marcas em termos de macro-projectos e isto constatasse a nível não só de África, como ao nível mundial.

    Bem-haja à São Tomé e Príncipe!

  5. VM

    21 de Dezembro de 2016 as 9:38

    Não vejo qualquer razão para entusiasmo em relação a esta notícia. Primeiro, porque infelizmente as decisões dos nossos governantes não se guiam pelo princípio do interesse nacional, mas pelo princípio de interesses meramente particulares/pessoais. Em segundo lugar, porque decisões como estas não devem ser tomadas de surpresa, e em quatro paredes, pois o que está em causa é uma viragem com influência determinante na vida societária do país. E estou a vontade para assim afirmar porque fui crítico da opção tomada (por meras razões pessoais) por Miguel Trovoada em 1997. Mas esta minha visão crítica não me impede de ver que uma relação diplomática de 20 anos não se rompe desta forma, e pelas razões que parece estarem por detrás da decisão. Não é em vão que esta decisão aparece agora, na legislatura do actual presidente da República e não aquando do anterior que, quiçá, tinha outra sensibilidade para o modo como estas coisas devem ser tratadas. Não está em causa a viragem na diplomacia nacional, mas é altamente criticável a forma como esta viragem se opera, pois independentemente da dimensão dos projectos de Taiwan, certo é que a sua saída abrupta causará a mesma instabilidade que o país viveu com a abrupta saída da China continental em 1997. Acho que temos propensão para esquecer os episódeos da história. Era sempre possível fazer diferente. Por último, não tenhamos ilusões. Em termos de investimentos de grande vulto e projectos de grande dimensão, a China continental não tratará S. Tomé e Príncipe da mesma forma que tratou ou trata outros Grandes países Africanos, quer porque a conjuntura não é favorável, quer porque S. Tomé e Príncipe, por causa da postura dos nossos governantes, não merece respeito nem consideração dos seus parceiros. Não deixaremos de ser um conjunto de esfomeados que se contentam com o que se lhes oferece. Infelizmente.

  6. EX

    21 de Dezembro de 2016 as 10:45

    Golpe de Mestre das artes de correr atrás do dinheiro fácil, Família Trovoada é um comédia nesse sentido, não vêem os meios pra justificar os seus fins. Tal como pai dele cortou relações diplomáticas com a China Popular devido dinheiro na mão da China Taiwan, agora vem o filho e faz o mesmo, tudo por causa do dinheiro.

    Eu apoio o regresso da China Popular para mim em Particular é muito bem vinda, tendo em conta o apoio que estão dando os países Africanos e financiam projectos estruturantes.

    Mas repudio a forma como foi feito esse corte de relações esta parecendo uma coisa feita em cima do joelho e a pressas.

    não se deve tratar dessa forma quem nós mesmo convidamos a conviver connosco em nossas casas.

  7. EX

    21 de Dezembro de 2016 as 10:47

    Outra coisa cortou relações diplomáticas dessa forma e será que pensaram em estudantes que lá estão e com bolsas financiadas por esse pais?

    O que será deles daqui por diante ou acham que Taiwan ainda vai continuar a financiar essas bolsas?

  8. Falar Verdade

    21 de Dezembro de 2016 as 10:57

    Sou de opinião que a Política deve ser feita na base de razão, ao contrário de emoção.
    A China Popular é uma Potência Mundial, e existe indicadores ao nível dos organismos internacionais, que apontam que a China irá suplantar outras potências, nomeadamente EUA, como a principal potência mundial em termos económicos e não só.
    Por isso, face ao contexto económico-financeiro difícil que o nosso País tem deparado; acho oportuno que o nosso país, apte por China Popular em detrimento da China Taiwan, visto que no ponto de vista de grandes investimentos que carecemos para desenvolvermos o País, apenas a China Popular estará em condições de financia-las.
    Deixemos de saudosismo, e temos que ser mais pragmáticos e realistas.
    Viva República Democrática de São Tomé e Príncipe e Deus abençoe Ricamente as Ilhas Maravilhosas.
    Bom feriados a todos.

  9. Tó Chiguandidi

    21 de Dezembro de 2016 as 12:08

    Uma autêntica vergonha!

  10. Nuno De Menezes

    21 de Dezembro de 2016 as 13:17

    Realmente essa noticia provocou a mim espanto, pessoalmente gostaria de saber Publicamente via esse jornal a razao para tal.

    Primeiro-ministro Patrice Trovoada, tenho lido neste jornal que assim o mesmo, Primeiro-ministro Patrice Trovoada mandou emprestar 30 milhões de dólares a uma empresa chinesa alegadamente a margem das leis.
    http://www.telanon.info/politica/2016/06/17/22110/patrice-mandou-emprestar-30-milhoes-de-dolares-a-uma-empresa-chinesa-alegadamente-a-margem-das-leis/

    é importante frizar, importante frizar o primeiro centro Comercial de Sao tome foi com ajuda da China.
    http://www.telanon.info/economia/2016/11/27/23325/primeiro-centro-
    comercial-de-stp-foi-inaugurado/

    andámos para trás e para a frente …. acho eu !!!

    Com essa noticia estamos a andar para tras,nao para frente.

    Cortar relacao com a china, um Pais que tem ajudado os outros,mesmo eles tendo tambem dificuldades eu pessoalmente acho que deveria Senhor Primeiro ministro acalmar e analizar a situacao.

    Se Portugal estiver em Guerra com united Kingdom isso nao quer dizer que os estados unidos virar as costas aos ambos, mais sim se temta haver um acordo para resolver o conflito em ambas as partes.

    Muito estranho…

    Essa nem assino uma vergonha….

  11. Arroz Substancia

    21 de Dezembro de 2016 as 13:50

    Isto e lamentavel somos um pais que vive a 40 anos com orsamento de estado financiado noventa e tal porcento do apoio exterior sendo assim o governo tem que fazer opcoes e escolhas deixem governo governar voces ja tiveram as vossas oportunidades.

  12. Evaldo Wickerhauser Nogueira

    21 de Dezembro de 2016 as 16:12

    綠島小夜曲
    这绿岛像一只船 在月夜里摇啊摇
    姑娘呀 你也在我的心海里飘啊飘
    让我的歌声随那微风 吹开了你的窗帘
    让我的衷情随那流水 不断地向你倾诉
    椰子树的长影 掩不住我的情意
    明媚的月光 更照亮了我的心
    这绿岛的夜已经这样沉静
    姑娘哟 你为什么还是默默无语

  13. Luis

    21 de Dezembro de 2016 as 16:49

    Taiwan só dava 15 milhões de dolares por ano, ok para nós é uma verba considerável, mas para eles eram tostões.

    A China, a verdadeira China, já deu sinal que começa pelo dobro e não ficará por aí.
    Petróleo e pescas semi-industrial é com os Chineses do Continente mesmo (Y)

  14. Maria de Fátima Santos

    21 de Dezembro de 2016 as 17:12

    O sr. PM parece ter dado uma entrevista (conferencia de imprensa) sobre este novo episodio da historia de STP…. Sera que conseguiu explicar (sem complicar) os contornos desta decisão? A decisão tão inesperada! Nada indicava na véspera, sim naquela vespera no parlamento, que ia acontecer tamanho trambulhão no dia seguinte. Foram dois dias seguidos de muita emoção!…

    Em relacao aos estudantes esta acautelado o seu futuro? Continuacao dos estudos? Quem vai custear as suas despesas daqui para a frente? E o desgaste emocional dos estudantes surpreendidos com esta noticia, num momento em que a nossa embaixada, de ontem para hoje, deve ter perdido todo o apoio que tinha de Taipei…

    A delegacia de saude era para ser qualquer coisa que so mesmo os taiwaneses e o PM sabem o que seria. Como é que fica? Continuaremos a seguir a seta que nos indica o caminho para Pontamina ou Quilombo? (“Seguem a seta”, diz a placa). Entretanto entende-se agora porquê que o PM nao se apressou a inaugurar a obra que ansiava ser inaugurada ha pouco tempo. Teria sido mais uma inauguracao a adicionar ao seu CV de inauguracőes. Agiu com cautela! Fiasco!

    Em que ficamos com todo o resto?…

    Mas há uma verdade: Cash para boa vida é coisa do passado. A China Popular não está para pagar bula wê e etc. nas inauguracoes e festas de freguesia. Será uma nova era?

  15. Florindo Pinto

    21 de Dezembro de 2016 as 19:25

    Ma a uma coisa que não percebo. Quem deve tomar esta decisão? O reconhecimento ou não de um Estado é da competência do Governo?
    Como é que o Governo toma e aprova a decisão e ainda o Primeiro Ministro é que vem comunicar?
    Isto não é uma questão de Estado? Não deve ser um Decreto Presidencial? Quem nomeia e exonera os Embaixadores?
    Favor me esclarecem

  16. Jorge Trabulo Marques

    21 de Dezembro de 2016 as 20:07

    A China de Taiwan investia na produção e na qualificação de quadros santomenses: a china continental é no comércio de Patrice Trovoada – Talvez para onde foram os 30 milhões – Veja-se em que língua está traduzida a publicidade das empresas do Sr. PM no Texas – China, do capitalismo, dito comunista, não tem preocupações sociais no estrangeiro; tem milhões de esfomeados em seu país para alimentar – E quando constroem alguma coisa (em Angola, até empregam mão-de-obra chinesa na construção civil) é para facturar grandes somas Veja-se o que sucedeu com a EDP em Portugal: compraram-na por pouco mais de dois mil milhões; no ano seguinte recuperaram metade do que pagaram
    Os chineses no seu pais são obrigados a trabalhar longas horas e por uma malga de arroz – Em cada mil chineses, há um milionário – Veja-se até onde chega a exploração do homem pelo homem . Os que vêm gerir negócios no estrangeiro é a elite dos milionários do Partido – “Na lista mundial dos multimilionários divulgada em março passado pela revista norte-americana Forbes, correspondente a fortunas superiores a 1.000 milhões de dólares, a China continental tinha 213 nomes, mais 61 do que em 2014, aponta a Lusa.

    Um dos chineses melhor classificados, Wang Jianlin, presidente do Wanda Group, com uma fortuna avaliada em 24.200 milhões de dólares (22.600 milhões de euros), é também membro do Partido Comunista Chinês.

    O milionário mais conhecido em Portugal é Guo Guangchang, presidente do Fosun Group, o consórcio chinês que já comprou a companhia de seguros Fidelidade e é apontado como candidato à compra do Novo Banco.

  17. Vaima Shamar

    22 de Dezembro de 2016 as 10:17

    O português Diário de Notícias escreve que STP exigia a Taipé 100 milhões de USD para não mudar. Faz-se leilão da fidelidade diplomática? Ou faz-se chantagem? Seria bom que a decisão tivesse sido tomada unicamente tendo em vista o melhor interesse de STP. Mas até que o Governo se explique, a dúvida é legítima.

  18. Democrático

    22 de Dezembro de 2016 as 10:19

    O Patrice Trovoada está desnorteado. Complicou ao explicar que está garantida a continuidade de bolsa de estudos aos estudantes em Taiwan e projetos de Taiwan no país. A embaixada de Taiwan já fechou as portas, por isso, não entendi essa explicação sem complicar….

  19. Vaima Shamar

    22 de Dezembro de 2016 as 11:08

    O português Diário de Notícias escreve que STP exigia a Taipé 100 milhões de USD para não mudar de fidelidade.
    Fez-se leilão da fidelidade diplomática? Ou fez-se chantagem? Seria bom que a decisão tivesse sido tomada unicamente em função dos melhores interesses de STP. Mas até que o Governo se explique, a suspeição é legítima.

  20. Original

    22 de Dezembro de 2016 as 12:12

    O Patrice como foi sempre manhoso,tenho dúvidas sobre sinceridade deste negócio.O Estado Santomense é soberano mas há coisas que devemos ver para atrás antes de desfazermos um acordo desta natureza.Este foi um negócio de ocasião e não fiquem convencidos que algo irá melhorar porque este Sr.nunca foi transparente na gestão do País e esta casa como está desarrumada não é o dinheiro de China é que vai arrumá-la.O dinheiro que China injetar neste País vai desaparecer como outros em noutras ocasiões.

  21. Jucáchupamama

    22 de Dezembro de 2016 as 14:20

    Muitos falam neste jornal sobre alunos que se encontram a estudar no solo taiwanês esquecendo que a maioria que lá estão não eram dignos de terem a tal bolsa de estudos, apenas conseguiram sendo filho do papá ou amigo do filho do papá ou corjas, por isso se nao conseguirem alternativas para os alunos não vejo problemas nenhum eles passarem pelo mesmo que os restantes alunos santomenses passam por outros lados do mundo.

  22. Ilha do Papagaio

    22 de Dezembro de 2016 as 15:49

    Até aqui, ele era burro porque estava feito com os de Taiwan, a partir de agora é burro porque desligou-se de Taiwan.

    Enfim! Dispam as camisolas partidários, por favor.
    Caso contrário, daqui por 40 anos as gerações vindouras continuarão a sofrer do mesmo mal. o mal da intriga e mal-dizer

    • joao carlos

      26 de Dezembro de 2016 as 19:49

      Primeiro pai depois o filho….
      Vamos ver ate quando
      Esas promesas….

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