Sociedade

São Tomé e Príncipe poderá vir a ter um centro de hemodiálise

Não é a primeira  hospital-sala-de-banco.jpg vez, que as autoridades são-tomenes, recorrem a parceria internacional com vista a instalar no país um centro de hemidiálise. Em 2006, com apoio dos Estados Unidos de América, o país se preparava para instalar uma unidade deste tipo. Mas depois deu-se conta que a carroça estava a frente dos bois. O arquipélago tem graves problemas de abastaecimento de água potável, e não tem luz eléctrica garantida. Por isso nenhum centro de hemodiálise podia funcionar nestas condições. Desta vez o governo de Rafael Branco, assinou um protocolo de cooperação com o hospital de São João do Porto-Portugal, dentre vários pontos destaca-se a intenção de se construir um centro de hemodiálise no país.

Uma possibilidade, uma intenção ainda sem data para execução. O protocolo de cooperação assinado entre o governo são-tomense e a administração do hospital de São João do Porto que visitou São Tomé e Príncipe, inclui um centro de hemodiálise.

«A gente está a trabalhar nesse sentido. Portanto o nosso objectivo é contribuir para que S.Tomé torne auto-suficiente e capaz de resolver os seus problemas. Gostaríamos muito que isso acontecesse e eu julgo que será possível num futuro muito próximo» realçou  Felipe Basto, representante do Hospital São João do Porto, a saída do encontro com o Primeiro Ministro rafeal Branco.

O hospital central de São Tomé, pretende com esta parceria reforçar os laços de cooperação com a sua congénere portuguesa. «Na primeira hora identificamos algumas premicias como a necessidade de formar  os nossos quadros,formação essa que poderá ser de curto, médio ou longo prazo porque precisamos de especialistas para trabalhar na área. A verdade é que o nosso sonho é ter esse serviço a fim de contribuir para a diminuição dos doentes com deficiente renal que é um fardo tanto pra o governo santomense como para o português» disse Jose Luíz, director do hospital Ayres de Menezes.

O hospital português pretende também intervir na melhoria dos padrões dos cuidados de saúde prestados no centro hospitalar de São Tomé e Principe. A formação dos quadros desaúde é uma das prioridades. Isto mesmo ficou plasmado no protocolo de cooperação assinado na noite de quinta-feira.

Ectylsa Bastos

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