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SINPRESTEP nega que rompeu negociações e esclarece que o aumento proposto não é de 50%

Numa carta datada de 27 de Janeiro, endereçada ao Ministro da Presidência do Conselho de Ministros Afonso Varela, e com cópia para o ministro da educação cultura e ciência, o Sindicato dos Professores e Educadores de São Tomé e Príncipe, manifesta-se descontente com o conteúdo do comunicado do Governo do dia 26 de Janeiro, divulgado pelos órgãos de comunicação social.

«O SINPRESTEP em momento nenhum criou ruptura, não abandonou as negociações, nem tão pouco continua a negociar o aumento do salário na ordem dos 50%, como tem estado a passar na comunicação social», diz a carta da organização sindical, que foi distribuída também a imprensa, mas que segundo o sindicato terá sido censurada pelos órgãos de comunicação social, que a recebeu.

A carta enviada ao Governo e que solicita a retoma das negociações, recorda que a mesma foi suspensa porque o ministro da presidência e do conselho de ministros Afonso Varela, na última ronda negocial realizada no dia 25 de Janeiro, apresentou ao sindicato 5 propostas para melhoria do salário.

No entanto «após a nossa contra – proposta o senhor ministro da presidência disse que ia comunicar ao senhor primeiro-ministro e posteriormente informar-nos-ia da decisão superior, o que até a presente data não aconteceu», refere a carta subscrita pelo secretário geral Gastão Ferreira(na foto).

Segundo o SINPRESTEP o ministro da presidência orientou o Director do Orçamento Genésio, no sentido de fazer simulações das propostas de aumento salarial, «e que nos fosse enviada via e-mail, o que também até a presente data não nos chegou as mãos», explica a carta.

O sindicato propõe na carta que «O Governo oriente o titular da pasta da Educação a mudar de atitude e comportamento perante a classe docente e não docente durante a sua permanência nesse sector».

Na segunda proposta, o SINPRESTEP exige que seja mantida a contra-proposta «do aumento salarial no valor de 30% incluindo os 12,8% propostos pelo 16º Governo Constitucional». Lê-se na carta.

A carta do SINPRESTEP que pede a retoma das negociações, deu entrada no gabinete do ministro da presidência e do conselho de ministros no dia 27 de Janeiro de 2016, de acordo a confirmação da recepção da mesma, plasmada no canto inferior direito da missiva.

A bola está do lado do Governo.

Abel Veiga

    13 comentários

13 comentários

  1. explicar sem complicar

    28 de Janeiro de 2016 as 23:29

    Enquanto isto Padre Olinto está tentando reunir com os pais e encarregados de educação com objectivo de VIRAR OS MESMOS contra os professores e educadores. E NEM QUEIRAM IMAGINAR o que está acontecendo!!!!!!
    Os pais sairam em defesa dos professores é muito mais queriam bater o ministro .
    Isto terminou feio.
    A TVS não irá transmitir o real de certeza.

  2. O Revolucionário

    29 de Janeiro de 2016 as 3:00

    Bem! É notável que de certo existe muitas coisas por esclarecer por detrás desta greve, desse impasse de ideias e decisões. Mas, direi que é lamentável ver que os maiores prejudicados são os filhos de São Tomé, que embora com a situação degradante do sistema de ensino, ainda acreditam que podem tirar algum beneficio. Mas a verdade, é que mesmo os 30% do aumento salarial, continuo considerando um exagero, pois um aumento não se faz de uma hora para outra a uma percentagem tão grande, embora considere que os professores e médicos são das classes que mais merecem ter regalias, o que não se verifica em STP…
    A verdade, é que espero que esse impasse conheça um fim e tudo volte a normalidade, embora tenha consciência que a normalidade não existirá enquanto tivermos um Governo composto por idiotas e uma oposição que só sabe abster-se na assembleia…
    Boa sorte aos professores

  3. Original

    29 de Janeiro de 2016 as 7:33

    Gastão,se vocês recuarem à toa,serão cilindrados depois.Vão e não regressem de mãos vazias e nunca aceite ir ao encontro a 2 mas sim com a sua equipa.
    Força.

  4. Mé - Zemé

    29 de Janeiro de 2016 as 8:20

    “Na segunda proposta, o SINPRESTEP exige que seja mantida a contra-proposta «do aumento salarial no valor de 30% incluindo os 12,8% propostos pelo 16º Governo Constitucional». Lê-se na carta”
    Então os professores querem aumento de 42.8% de aumento…
    Segundo o director do orçamento os professores sem horas extras recebem na ordem dos 4 milhões mensais (pensei que fosse menos). Quer dizer que recebem mais que técnico superior de 3ª classe (individuo que tem curso superior). Acho isso estranho, pois um individuo mata-se a estudar para vir trabalhar para o país para ganhar cerca de 2.8 milhões e individuo que estudou bem menos recebe muito mais…??? Acho que os técnicos superiores da função pública deve fazer greve também, pois não se admite um professor de ensino básico a ganhar mais que um técnico superior de 3ª classe, não acho justo.

    • Maguita

      29 de Janeiro de 2016 as 13:48

      A proposta é de 30%, sendo 12,8%, já estipulado pelo governo,mais 17,2 que o sindicato vem pedir agora.O salário de um professor não é estável durante um ano.Recebe subsídios e horas extras de Dezembro à Junho. Os meses de Julho à Novembro apenas o salário de base que não dá para sobreviver. Noutros sectores recebe-se salário igual durante todo o ano.

  5. FÉDÉ KÁ DOXI

    29 de Janeiro de 2016 as 9:40

    Fraqncamente! DEixem o Sindicato ir à Comunicação Social, para que o povo conheça a verdade. Assim não.

  6. MIGBAI

    29 de Janeiro de 2016 as 10:03

    Por favor que o sindicato nos diga que valor percentual foi apresentado na primeira proposta. Isso é que importa.
    Mas vem agora o sindicato dizer que na sua segunda proposta pretende que a contra-proposta num valor percentual de 42,80%, seja mantido “Na segunda proposta, o SINPRESTEP exige que seja mantida a contra-proposta «do aumento salarial no valor de 30% incluindo os 12,8% propostos pelo 16º Governo Constitucional». Lê-se na carta”.
    Ficamos sem saber se os 30% já incluem os 12,80%, ou se na contraproposta ainda adiciona os 12,80%.
    Enfim STP, ninguém se entende e que vai sofrer vão ser os alunos os pais destes e professores também, é claro.

  7. Felisberto Bandeira

    29 de Janeiro de 2016 as 20:22

    Me zeme vce não tem noção do que estas a falar , A Educação é o mentor , e a força e a alavanca e o desenvolvimento de qualquer Pais ; Qualquer Pais que tem um sistema de ensino serio podes crer que tera uma sociedade saudade e u desenvolvimento prospero

  8. Manuel dos Santos

    30 de Janeiro de 2016 as 6:59

    Este governo é realmente um ditador, e nos está a enganar! Já repararam que não se ouve a voz do sindicato? O governo nos bombardea com a sua desinformação e não dá a palavra ao sindicato.

  9. Na toca

    30 de Janeiro de 2016 as 11:08

    OH! cheeeee!

  10. Na toca

    30 de Janeiro de 2016 as 11:55

    A greve é um direito. E os governantes não podem ter receio dela. Parece-me que os sindicatos andam muito mal informados e muito mal assessorados no que respeita à economia deste pequeno país.As pessoas sabem o significado do aumento salarial em 42,8%. E mais, parece-me que no parlamento um deputado, na sexta- feira denunciou a assinatura pelo SINPRESTEP, do aumento salarial proposto pelo governo, aquando da reunião de concertação social(12%). Os senhores sindicatos foram obrigados a assinar? Assinam e depois querem mais? E porquê essa exigência só agora? Os senhores têm que saber; ao longo da existência destas ilhas como independentes, nunca houve um único governo que tivesse a preocupação de criação de economia para este país andar com os seus próprios pés? Como é que os senhores podem ser tão irresponsáveis ao ponto de exigir uma barbaridade destas? E com pressão de todo o tipo? Em que país do mundo se faz um aumento salarial desta envergadura? Sabem quanto este país consegue produzir num ano? Portanto meus senhores, sejamos razoáveis nas nossas exigências. O país é de todo nós.E exigem aquilo que pode ser exequível. Até para não caírem no ridículo. Se dizem que são professores de verdade, então que ponham essas cabecinhas a funcionar. E nunca com jogadas políticas! Eu, não sou político. Apenas um cidadão que se preocupa com este país.

  11. Mário

    30 de Janeiro de 2016 as 12:10

    Assim não!
    42,8% só para um!
    E os outros filhos?

  12. santomensse

    1 de Fevereiro de 2016 as 9:46

    dizem que a economia do país não é boa agora me explica porque que existe directores a receber valores muito superior a 50 milhões de dobras e outros ultrapassam os 100 milhões de dobras se nos formos para a ENASA, ENAPORT EMAE etc.. vamos ver que existe 1 só individo a receber o salário de mais que 50 individo que trabalha no Ministerio de Ordem Interna, Ministério de Agricultura e outro lugares os sucecivos governos acham que isto é norma? num pais que depende totalmente dos ajuda externa por isso deixem os professores exigirem os seus direitos que estão a pidei muito pouco eles sim merecem ademais a função publica td deveria entrar em grevi… falanse de reajuste salarial td só na tioria porque que uns diretores ganham mais que 10 vezes de outros sabendo que tds são diretores uns podem comprar altos carros outros para comprar uma motorizada tem que suar e muito em que pais estamos com tanta disigualdade professores seguem em frete não se deixer ser manipolados força professores vcs merecem ou tds sofrem porque o pais não tem condições ou todas vivem bem porque o pais tem condições…. é claro que tem de haver alguma disigualdade nos salarios mais exagerado é que não

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