Política

“A greve acabou mesmo… e temos de repor as escolas a funcionar”

A convicção é do primeiro-ministro Patrice Trovoada, após a última reunião com a intersindical da educação. Antes de iniciar na última sexta-feira, mais um périplo internacional, o Chefe do governo disse no aeroporto internacional que a greve na educação que demorou mais de 1 mês, «acabou, pelo menos tendo em conta o que foi o encontro que tive com eles. Acabou mesmo, a greve e temos de repor as escolas a funcionar», frisou.

Segundo Patrice Trovoada a aproximação entre o governo e os sindicatos da educação gerou um acordo.

«O sindicato diz que é um acordo tendo em conta as realidades do país. As partes aproximaram-se naquilo que é possível, o governo fazer, e naquilo que é possível o sindicato obter», precisou Patrice Trovoada.

Questionado se foi atendida a principal reivindicação dos professores, o aumento do salário de base, o Primeiro Ministro, respondeu que «não é bem assim….».

Reconheceu, no entanto, o esforço feito pelo executivo que provocou o avanço dos funcionários do sector da educação para a suspensão da greve.

«Felizmente chegamos a um ponto de convergência que representa um esforço do governo tomando em consideração a situação das crianças, e representa um avanço também para os professores, para pôr fim a greve», pontuou.

Sem avançar números que possam reflectir o esforço feito pelo governo, Patrice reconheceu que a abertura de diálogo directo entre o sindicato da educação e ele na qualidade de chefe da administração foi uma ajuda para o entendimento.

«O primeiro-ministro é o mais alto responsável da administração, o sindicato no dia 3 achou que era momento de pedir uma audiência ao primeiro-ministro e eu os recebi».

As escolas, creches e jardins de infância ficaram fechadas durante mais de 1 mês. Uma situação que segundo o primeiro-ministro não põem em causa o cumprimento do ano lectivo.

«Acho que os professores e o ministério da educação estão virados para trabalhar mais, para recuperar o tempo perdido. Pode traduzir num ano lectivo que vai esticar um pouco mais», concluiu.

Abel Veiga

2 Comments

2 Comments

  1. ANCA

    8 de Abril de 2024 at 8:55

    Necessidade de ter uma política, salarial no país, tendo em conta a produtividade, inflação, PIB, tendo sempre em conta a evolução da conjuntura nacional e internacional.

    Os sindicatos dos professores apesar do acordo possível, se são verdadeiros defendores da educação, do sistema educativo no pais, devem parar de ameaçar com greves, e sim dialogar sempre com a tutela do sector, pois apesar das questões legitimas dos salários, embora deixa aqui referir, ninguém parte de uma base negociál a pedir logo aumento de salário base de 100 euros para 400 euros, 1000 dbs para 2500 dbs, nem Portugal que é um país com outra dimensão isto se verifica, pois que o aumento foi de 60 euros,…quando se sabe que o país território/população/administração, enfrenta dificuldades económicas e financeiras enormes herdadas do anterior executivo, basta ver as estatísticas, vemos as regressões,.. .

    Há que dialogar ano após ano, jamais somente sobre salários, mas também para a modernização do sector, tendo em conta, seus constrangimentos, dificuldades, falta de melhoria, isto serve para todos os quadrandes da sociedade,… fazer desta questão bandeira de arremesso político, so causa mais retrocessos civilizacional.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica nos bem

    Deus abençoe

    São Tomé e Príncipe

  2. ANCA

    8 de Abril de 2024 at 9:55

    Sem esquecer as áreas e sectores de defesa e segurança interna, higiene e ambiente, ecossistemas

    Crianças, Jovens, Adultos, Idosos, no fundo a população

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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