Sociedade

Começou a operação “ROSEMA”

Começa esta manhã em São Tomé a operação “ROSEMA”. Informações que circulam na capital São Tomé indicam que o comando da Polícia Nacional recebeu indicações para desacatar a Ordem Judicial de restituição da Cervejeira Rosema ao empresário Angolano Melo Xavier.

O próprio empresário angolano disse a imprensa ter sido informado de um alegado envio de polícia anti-motim ou Ninjas, a cidade de Neves, para impedir a entrega da fábrica de cervejas, contrariando a ordem do Supremo Tribunal de Justiça de São Tomé e Príncipe. «Se a polícia tem essa ordem ela passará por me virem por as mãos em cima. Eu tenho estatuto diplomático, sou portador de passaporte diplomático, que venha alguém ter comigo e impor-se contra mim», declarou Melo Xavier.

Sem medo o empresário angolano, garante que estará hoje na cidade de Neves, para junto ao Tribunal da Região de Lembá, receber a Rosema. «Eu vou receber porque há uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de São Tomé neste sentido, eu vim aqui para isso, para levantar a bandeira de São Tomé ao lado da bandeira de Angola na fábrica Rosema», assegurou.

Angolano não tem medo de Ninjas. «Eu fiz em março deste ano 48 anos de vivência no MPLA e 68 anos de idade. Ajudei o sistema para que Angola fosse independente, se tivesse que morrer já tinha morrido há muito tempo. Estou à vontade, não tenho medo de ir a nenhum lado e eu estou aqui para o que for necessário», replicou Melo Xavier.

O empresário angolano antigo deputado do MPLA, diz que a sua integridade física está nas mãos das autoridades são-tomenses. «Este é um país soberano, tem que respeitar um cidadão angolano que fez seu investimento. O governo de São Tomé deve por lei proporcionar-me protecção. Eles é que devem ter o cuidado de me protegerem, porque senão aí é que vamos ter problemas», sublinhou.

Melo Xavier acompanhado pelo seu advogado e oficiais de justiça deixa esta manhã a capital São Tomé para percorrer mais de 20 quilómetros, até a cidade de Neves no norte da ilha, onde sob mandato judicial realizará a “Operação Rosema”.

Antes recordou que São Tomé e Príncipe e Angola, partilham valores históricos e de consaguinidade, que devem ser preservados. Por isso pediu as autoridades são-tomenses, que «não estraguem essa amizade que existe entre os dois países».

Nesta quarta – feira todas as atenções em São Tomé e Príncipe estão concentradas na cidade de Neves, onde se localiza a Cervejeira Rosema. O Téla Nón apurou que muita gente em Luanda – Angola, também está nesta quarta – feira conectada com Neves,  para acompanhar todas as incidências da “Operação Rosema”.

Téla Nón

    8 comentários

8 comentários

  1. Aborecido com tudo isto

    2 de Maio de 2018 as 9:20

    Eu também lá estarei para ver essa novela, cujo vilão é PT e seus capangas.

  2. original

    2 de Maio de 2018 as 9:22

    Agora é que vamos saber se se Rosema é de Patrício/Irmãos Monteiro ou Melo xavier,também como vamos saber se o Nino vai continuar sorridente ao lado da Celi enquanto a mesma estava no blá ,blá,blá durante o telejornal do ADI.
    Até que enfim Patrício encontrou um adversário à altura e estou cá para ver o desfecho disto e também ver a cara do mesmo.Vocês do ADI que ponham à pau porque o Melo trouxe um suporte, trunfo na manga.Muito cuidado que não estão a lidar com esta população sufocada e sem liberdade de expressão.Melo Xavier, mostra aos gajos como é que se lida com bandidos.

  3. sotavento

    2 de Maio de 2018 as 9:34

    A policia tem que acatar a ordem judicial. Se faz o contrario entao podemos dizer que estamos na selva.

    • Artur

      2 de Maio de 2018 as 10:45

      De relembrar que não seria a primeira vez que desacatam a ordem do Tribunal.

      A dúvida que fica é:

      A Policia obedece a quem ? Ao Governo ou as Leis da Republica ?

      Ao Cumprir ordens sabendo que são ilegais não incorrem nenhum crime? E depois quem os chamará a responsabilidade ?

      Muito triste tudo isso. Ao que chegou este País.

  4. Maria Silva

    2 de Maio de 2018 as 11:02

    Espero que tudo corra da melhor maneira e que com diplomacia devolva a fábrica ao legítimo dono!!

  5. Rui Barros

    2 de Maio de 2018 as 11:10

    Vamos deixar que as coisas se revolvam dentro da normalidade. Eu não acredito que a polícia que aufere dinheiro público para cumprir e fazer cumprir a lei da ordem pública possa desacatar uma ordem judicial a mais alto nível de um processo cível.

    Na verdade não seria a primeira vez que este episódio teve lugar, para o mesmo caso e por duas vezes mas, há uma grande diferença a saber:

    Na primeira decisão de devolução da propriedade ordenada pelo então Juiz de Lemba, Augério Amada Vaz, a polícia foi ordenada pelo Governo do Patrice Trovoada, ao pedido do então Juiz Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Dr. silvestre Leite.

    Na segunda decisão, de igual modo, pelo então Juiz de Lemba Dr. Leonel Pinheiro, O Governo do Patrice trovoada, ordenou a polícia a não acatar ao pedido do então Juiz Presidente do Supremo tribunal de Justiça, Dr. José Bandeira.

    Coincide, porém, que todas estas desordens foram com o Governo liderado pelo Patrice Trovoada.é algo de se ???? porquê de motivação do Patrice Trovoada a volta deste processo! Será que tens acções ocultas na sociedade? Será que a Rosema é a fonte de financiamento do ADI? Ou é o Patrice o verdadeiro cúmplice
    desse processo?

    A diferença é que desta vez, é o colectivo de Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça que inclui o próprio Presidente do Órgão Dr. Silva Cravid, que ordenou a entrega da fábrica ao legitimo dono. é claro que nunca iriam solicitar o Governo para enviar a polícia de ordem publica para não acatar uma decisão soberana aprovada por unanimidade do seu colégio! Pelo contrário o Supremo poderá eventualmente em caso de desobediência, solicitar a polícia para o cumprimento da decisão.

    Se O governo do Patrice Trovoada isoladamente, ordenar a polícia para não acatar a decisão do STJ, o assunto passará para outros patamares, ou seja, neste caso, a questão deixará de ser um problema da justiça e transferirá para incidente diplomático entre os dois países – entre Angola e S.Tomé e Príncipe. O que na minha opinião o Patrice não irá correr estes riscos que será muito grave para STP e o seu povo.

    A melhor forma e correcta para resolver este diferendo, nesta fase, é cumprir a decisão do supremo sem prejuízo de recurso da parte legitima caso entender que há irregularidades passiveis de serem reparadas. Mas, atenção o recurso nestes casos não têm efeitos suspensivos. Vamos estudar Direito!Disse!

    • BARÃO DE ÁGUA IZÉ

      3 de Maio de 2018 as 10:35

      A POLÍCIA, A MANDO DO GOVERNO, SE IMPEDIR A DECISÃO DO TRIBUNAL,
      A SOCIEDADE CIVIL DEVE APRESNETAR QUEIXA CRIME CONTRA O GOVERNO.

  6. BARÃO DE ÁGUA IZÉ

    3 de Maio de 2018 as 10:39

    Se a polícia impedir, a mando do Governo desrespeitando a Constituição, a execução da decisão do tribunal, deve ser interposta ação crime contra o Governo.

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