O governo inaugurou no centro da Cidade da Trindade, capital do distrito de Mé-zochi, o primeiro espaço público integrado.
A população do segundo distrito mais populoso do país, principalmente os habitantes da cidade da Trindade e das comunidades mais próximas da capital distrital já podem tratar de documentos de registo e notariado perto de casa. O mesmo acontece para o pagamento dos impostos, emissão de cartões de contribuinte etc.
«Tem impacto directo na vida das pessoas e das empresas, e no funcionamento dos serviços. Anula o custo com a deslocação, melhora os serviços, dá celeridade, transparência e inclusão, para além de ser um elemento estimulador para economia», afirmou a ministra da justiça direitos humanos e administração pública.

Ilza Amado Vaz recordou que o espaço integrado da Cidade da Trindade nasce no quadro da reforma da administração pública que está a ser implementada pelo governo.
A ministra admitiu a possibilidade de ainda neste ano ser criado mais um espaço integrado num outro distrito do país.
Governo dá sinais de implementar a tão propalada governação electrónica. A descentralização dos serviços públicos é uma oração que marcou as sucessivas legislaturas em São Tomé e Príncipe, mas na prática nada aconteceu.

Trindade inaugura a descentralização dos serviços públicos. A ministra Ilza Amado Vaz prometeu para mais tarde a inclusão da internet no espaço público integrado. Tecnologia que segundo a ministra vai permitir que os documentos sejam tratados por via digital, ou seja, o tratamento dos documentos, e os processos administrativos deixaram de ser necessariamente presenciais.
Até recentemente as populações do interior de mê-Zochi eram obrigadas a pagar o transporte que actualmente custa caro, para tratar do mais simples documento na capital São Tomé.
Situação pior é dos habitantes do distrito de Caué no sul da ilha de São Tomé e os do distrito de Lembá no Norte. Só em transporte para ir a capital São Tomé gastam o dinheiro que deveria garantir a sexta básica da família por uma semana.
O mais grave é que os serviços públicos concentrados na capital, quase que não funcionam, o que leva os habitantes do interior do país, a terem que regressar uma ou mais vezes, isto segundo o anúncio que é feito pelos funcionários públicos do adiamento, ou da inoperacionalidade dos serviços administrativos da república.
Abel Veiga
ANCA
27 de Outubro de 2024 at 8:07
Sabendo da problemática da saúde, da problemática da saída dos jovens(perda de activos, desvantagens), sabendo da problemática do emprego, da dupla insularidade que nos traz desafios enormes,…há que reflectir projectar, mudar de paradigma transformar modernizar.