O sindicato dos médicos de São Tomé e Príncipe ameaça uma nova paralisação em janeiro caso o governo não dê resposta às reivindicações da classe. Depois da última greve realizada em outubro, o sindicato concedeu mais trinta dias ao executivo para resolver a crise de medicamentos e de meios de diagnóstico.
“Aguardamos pela promessa do governo e pela chegada de um lote de medicamentos e consumíveis por via marítima. Os utentes do sistema nacional de saúde sentem diariamente as dificuldades para realizar, até hoje, quer o Raio X, quer a TAC” – disse, Benvinda Vera Cruz, Secretária-Geral do SIMED.

O prazo de três semanas que o sindicato tinha dado ao governo para resolver a crise no setor da saúde foi prorrogado por mais um mês. Terminado esse período, o sindicato promete partir para uma nova greve.
“O sindicato reserva-se o direito de iniciar uma nova paralisação dos serviços em janeiro de 2025, caso a situação não seja resolvida” – vincou a Secretária Geral do SIMED.
Para o sindicato dos médicos a situação da saúde em São Tomé e Príncipe é preocupante, marcada pela ausência de um sistema nacional de saúde.
“O sistema envolve um conjunto de ações e procedimentos que permitem aos doentes receber cuidados de saúde de forma sistemática e contínua. É irrealista afirmar que temos um sistema. Temos saúde, mas sem um sistema” – destacou o médico Daniel Carvalho.
A última greve dos médicos teve lugar em outubro e durou 9 dias.
José Bouças
Pierre Faleiro
2 de Dezembro de 2024 at 18:56
O Pinta Cabras ao invés de resolver o problema, está vagabundeando algures na Europa.
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