Sociedade

Greve do SINASA paralisa o aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe

Os trabalhadores do aeroporto internacional entraram em greve por tempo indeterminado. Uma situação que põe em causa a ligação aérea entre São Tomé e Príncipe e o mundo.

O aeroporto internacional Nuno Xavier Dias está encerrado para quaisquer voos sejam domésticos ou internacionais.

Arlindo Fernandes, Presidente do SINASA, sindicato dos trabalhadores do aeroporto, garante que a greve que começou esta manhã é por tempo indeterminado.

«Por tempo indeterminado, até que os nossos problemas sejam resolvidos. Não há voo. Nós não garantimos os voos. Se alguma companhia quiser voar está livre, mas nós não garantimos a segurança», afirmou o líder sindical.

O sindicato dos trabalhadores da empresa nacional de aeroportos e segurança aérea, reivindica a criação e o pagamento do subsídio de especialização, no valor de 5 mil dobras mensais, cerca de 200 euros. As negociações com o governo começaram no mês de agosto e fracassaram na tarde de ontem, quarta-feira.

«Parecia que tudo caminhava bem. Ontem a direcção da empresa nos chamou para as negociações, e estávamos a fazer algumas cedências. A reunião foi suspensa, porque a direcção iria se reunir com o governo. Mais tarde recebo uma nota informativa do ministério do trabalho dizendo que a greve é ilegal. Andaram a negociar connosco e só ontem é que deram conta que a greve é ilegal?», interrogou o líder sindical.

Sem entendimento, o pré-aviso de greve, que já tinha sido apresentado à entidade patronal entrou imediatamente em vigor esta manhã, 6 de novembro, tendo paralisado um sector estratégico do país, o aeroporto internacional.

«Nós entendemos que é estratégico, mas parece que há quem pense que não é estratégico. Porque se todos tivéssemos esse entendimento as coisas não chegariam a este ponto», frisou Arlindo Fernandes.

Apenas os controladores do tráfego aéreo não aderiram à greve desencadeada por cerca de 230 trabalhadores da empresa estatal ENASA.

Composto pelos seguranças do aeroporto, os bombeiros e os funcionários administrativos, os grevistas podem aprofundar o isolamento de São Tomé e Príncipe, no golfo da Guiné.

Abel Veiga 

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