Apesar dos avanços notáveis no combate à malária, São Tomé e Príncipe ainda enfrenta desafios significativos para eliminar a doença que permanece como uma ameaça à saúde pública do país. A cooperação entre o Programa Nacional de Eliminação do Paludismo (PNEP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem sido crucial para a implementação de estratégias de prevenção e tratamento, mas a realidade no terreno exige atenção constante e ações contínuas.
Segundo dados oficiais, a incidência de malária reduziu nos últimos anos, porém, focos persistentes da doença ainda são registrados em algumas regiões, especialmente nas áreas rurais e periferias urbanas, onde o acesso a serviços de saúde é limitado e a sensibilização da população enfrenta barreiras culturais e econômicas.
O ministro da Saúde, Celso Matos, reconhece as dificuldades, “embora tenhamos obtido progressos consideráveis, a eliminação da malária não é uma tarefa simples. A dispersão geográfica das comunidades e as condições ambientais favoráveis à reprodução do mosquito exigem que reforcemos continuamente nossas ações, ampliando o acesso a diagnóstico e tratamento, e garantindo a distribuição adequada de mosquiteiros.”
Outro desafio citado pelo ministro é a sustentabilidade dos programas:
“Precisamos de recursos constantes e um compromisso firme para que as conquistas não retrocedam. O combate à malária é uma luta diária, que demanda coordenação, investimento e envolvimento das comunidades.”

A representante da OMS, Ana Martins, destaca a importância da vigilância epidemiológica.
“A detecção precoce dos casos é vital para impedir surtos e controlar a propagação da malária. Estamos apoiando o governo na capacitação técnica e na implementação de sistemas que garantam a resposta rápida e eficaz.”
Além das ações técnicas, especialistas alertam para a necessidade de educação contínua e mudança de comportamento entre as populações afetadas, principalmente em áreas de maior vulnerabilidade social. A articulação entre órgãos governamentais, parceiros internacionais e comunidades é fundamental para o sucesso do programa.
O PNEP já planeja ampliar suas atividades de campo, com foco em reforçar a participação comunitária, monitorar a eficácia das medidas aplicadas e garantir o acesso universal aos serviços essenciais. A meta é clara. São Tomé e Príncipe livre da malária no médio prazo, cumprindo assim compromissos internacionais de saúde pública.
Waley Quaresma